Prédios antigos na avenida Boa Viagem estão na mira das construtoras

Reprodução / TV GloboNa avenida Boa Viagem, são raros os terrenos que ainda não foram ocupados por grandes edifícios. Os que existem são alvo da disputa entre as construtoras e motivo de preocupação de quem não quer mais arranha-céus no bairro. Um dos centros da polêmica é o prédio Caiçara. de dois andares, na praia do Pina. O edifício foi construído no início dos anos 40 e tem estilo neocolonial.

Dos seis apartamentos, cinco já foram comprados por uma construtora que pretende erguer no local uma torre de 30 andares. Um grupo de moradores do bairro se organizou para impedir a demolição. A intenção é que a prefeitura faça o tombamento do imóvel considerado por eles de interesse histórico. “Nossa preocupação de fato é com a cultura e com o esmagamento da avenida por edifícios de 30 andares que não tem nada a ver com a nossa arquitetura”, diz Nane Azevedo, arquiteta.

Outro local muito cobiçado pelas construtoras é o terreno onde fica o prédio Oceania, de dois andares, também na praia do Pina. A construção é dos anos 50 e ocupa uma área que seria suficiente para construção de duas grandes torres. A fachada ainda preserva os detalhes da decoração original feita com madeira. Dos vinte apartamentos do prédio, pelo menos três foram comprados por uma construtora. O movimento pela preservação quer que o tombamento seja feito o quanto antes. “É importante a gente ter a referência de como nasceu, o que foi, e como se formou. Então eu acho que isso é bem importante porque Boa Viagem, Pina, isso é a cultura”, defende Nelson Caldas Filho, roteirista.

O vice-presidente do Sindicato da Construção Civil, José Antônio Simon, não vê qualquer impedimento para que os prédios antigos dêem lugar às novas torres. “O nosso posicionamento é sempre pela legislação vigente. A hora que o imóvel não está caracterizado legalmente como preservação, eu acho que o mercado é soberano. É uma questão basicamente econômica. Não vamos transformar isso numa questão moral. O desafio imobiliário da avenida Boa Viagem é muito grande e por isso é que, basicamente, os prédios hoje são residenciais”, declarou José Antônio Simon.

O superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Frederico Almeida, diz que a importância histórica dos prédios está mais ligada à cidade do Recife e, por isso, a preservação não depende do Iphan. Mas ele concorda que o sentimento dos moradores em relação aos imóveis é muito importante em qualquer processo de tombamento. “O Iphan como órgão de proteção do patrimônio cultural brasileiro não tem gerência sobre esses imóveis, mas lamento que isso possa acontecer porque ele é um exemplar da arquitetura recifense”, falou.
 
O presidente do Instituto Pelópidas Silveira, Milton Botler, que faz estudos para a prefeitura definir quais são os imóveis de interesse histórico, acredita em uma solução para preservar os dois prédios na praia do Pina. “Legalmente nunca foi estabelecido nem pela prefeitura, nem pelo Governo do Estado, nem por órgão federal, nenhum instrumento de proteção desse imóvel. É importante que haja manifestação da sociedade, que ela traga esse pleito para o Conselho Municipal de Cultura para que haja instrumentos de tombamento”, explicou.

Fonte: pe360graus.com

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

Muitos imóveis estão na mira das construtoras, não somente na Avenida Boa Viagem, mas também nas Avenidas Conselheiro Aguiar e Domingos Ferreira. Já se ouve falar que Conjuntos residênciais como Amazonas na Av Dom. Ferreira, Conjunto Res. ABC na Cons. Aguiar, e Conjunto Pernambucano, estão na concorrência das construtoras, pois possuem terrenos imensos em áreas super valorizadas no bairro. Esses imóveis estão bastante valorizados visto que empreendimentos sutuosos se erguerão sobre suas ruinas.

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