Especialista explica as diferenças entre anabolizantes e suplementos

Uma operação realizada pela Polícia Civil no último mês em várias cidades do Rio Grande do Sul retirou do mercado três toneladas de anabolizantes e suplementos alimentares e aumentou as dúvidas de quem utiliza algum tipo de produto para turbinar os treinos entre uma atividade física e outra. A endocrinologista Graciele Tombini explica a diferença entre esses produtos.

Segundo a especialista em nutrição esportiva, os anabolizantes são derivados sintéticos de hormônios e outras substâncias que oferecem riscos à saúde, enquanto os suplementos são elaborados com os mesmos ingredientes dos alimentos e podem trazer muitos benefícios, desde que utilizados de forma correta.

“A palavra anabolismo significa ganho de massa muscular. Eu tenho como fazer o ganho de massa muscular de forma hormonal e de forma não hormonal. O risco são os anabolizantes hormonais”, explica Graciele.

De acordo com a endocrinologista, os produtos apreendidos pela Polícia Civil na operação batizada de Hipertrofia têm venda proibida no Brasil. Entre eles, estão dois anabolizantes vendidos em formato de comprimidos ou cápsulas, a Oxandrolona e o DHEA, que é um hormônio produzido na glândula supra-renal. Anabolizantes, eles são considerados perigosos.

“Esses medicamentos, por serem ingeridos via oral, causam muito mais lesões de fígado do que os anabolizantes hormonais injetáveis”, diz Graciele, antes de alertar que o uso de qualquer tipo de anabolizante é arriscado. “A pessoa vai ter um ganho de massa muscular, mas muitos efeitos colaterais, dependendo das doses usadas”.

Entre esses efeitos estão alterações das enzimas do fígado e a diminuição dos níveis do HDL, o chamado colesterol bom, a o aumento das células do sangue. Esses três efeitos colaterais, apenas, são fatores que podem levar uma pessoa a sofrer problemas cardíacos, uma isquemia cerebral, uma trombose ou uma embolia, diz Graciele.

Mesmo os suplementos alimentares fazer mais mal do que bem, se forem consumidos sem orientação de um profissional. Segundo a endocrinologista, há mais de mil produtos disponíveis no mercado brasileiro, mas dicas simples podem ajudar o consumidor a fazer a escolha adequada, sem correr riscos desnecessários.

“Ficaram no mercado os produtos regularizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). É importante que o rótulo esteja em português, com uma tradução correta. E saber bem o que foi indicado, tentar seguir a prescrição médica. Você chega na loja e tem grande um leque de suplementos”, destaca.

Graciela também explica o que é o “whey protein”, um produto muito usado por esportistas e freqüentadores de academia e que ainda causa muita polêmica. Trata-se de uma proteína extraída do soro do leite, indicada para o uso após a atividade física – por causa das propriedades regenerativas e da rápida absorção pelo organismo – ou mesmo como complemento da dieta alimentar de indivíduos que não praticam exercícios.

“Há mais de 2 mil estudos científicos que indicam melhora da função cerebral, melhora da massa muscular. Tem estudos que falam que o whey melhora o diabetes. E isso para mim é uma coisa óbvia porque, no momento em que eu ingiro mais proteína e menos carboidrato, não há picos de glicose. Há vários benefícios e o whey pode, sim, ser usado por pessoas que não fazem atividade física”, garante.

Outros suplementos, com a creatina, o BCAA e a L-Arginina, que são todos aminoácidos ou compostos de aminoácidos, também podem ser consumidos, assim como a cafeína. Os termogênicos, porém, podem causar aumento da frequência cardíaca e, consequentemente, trazer prejuízos à saúde. A dica para saber qual o produto indicado para cada pessoa e como otimizar os resultados é procurar um especialista, diz Gabriela.

Fonte: G1

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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