Empresário abriu portas a Bolsonaro nos Estados Unidos

Depois de um café da manhã com analistas de mercado e investidores, em Nova York, um e-mail pulou na caixa de entrada deGerald Brant, cicerone de Jair Bolsonaro em recente viagem aos Estados Unidos. A reputada especialista em América Latina Shannon O’Neil escrevia para convidar o pré-candidato a presidente do Brasil a ter uma reunião reservada na sede do Council of Foreing Relations, prestigiado “think tank” (centro de estudos) americano.

Lá foram eles, Bolsonaro e os três filhos, falar de sua visão de país no coração do “establishment” dos Estados Unidos, conduzidos (e traduzidos) por Brant. O convite superou as expectativas da equipe. A viagem, afinal, foi considerada um passo importante para construir as bases da campanha, calcada na ideia de que o deputado federal deixou os ideais intervencionistas para trás e agora é um defensor do liberalismo econômico.

Para que Bolsonaro se sentasse frente a frente com investidores e analistas durante uma semana em outubro, foram necessários meses de articulação até que as portas das instituições fossem abertas, o que ocorreu com a ajuda de Brant.

O brasileiro-americano de 45 anos frequenta a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e o Conselho das Américas por conta de seu trabalho. De estilo discreto, ele trabalha como diretor na empresa de investimentos Stonehaven em Manhattan, no seio do mercado financeiro. Passou por NewOak e o banco Merrill Lynch, entre outros.

A colaboração de Brant com o pré-candidato é voluntária, corre por fora do horário comercial e resulta de uma amizade de anos com o filho mais velho de Bolsonaro, Flavio. Procurado pela reportagem, Gerald Brant não quis dar entrevista.

Fonte: AB

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