Prêmio Nobel conta como uma pergunta mudou a forma de combater o câncer no mundo

Brasília - Aaron Ciechanover, pesquisador israelense, Prêmio Nobel de Química de 2004, faz palestra no auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (UnB) (Antônio Cruz/Agência Brasil)O cientista israelense Aaron Ciechanover chegou ao Brasil com a missão de inspirar novas gerações de cientistas. A visita é parte de um projeto do Prêmio Nobel que leva grandes mentes a centros de pesquisa ao redor do mundo para compartilhar suas histórias. A movimentação dentro e fora do auditório na Universidade de Brasília na manhã de quinta-feira (10), lotado de jovens, deixou evidente o interesse em ouvir a trajetória de um homem que, apostando na própria curiosidade e com muita persistência, fez descobertas científicas que hoje impactam milhões de pessoas. “É uma história longa, de quase 40 anos”, adiantou.

O grande feito de Ciechanover foi detectar um sistema chamado Ubiquitina, responsável por eliminar moléculas de proteínas danificadas ou desnecessárias para o organismo, conhecimento que mais tarde, descobriu-se, está intimamente ligado ao câncer e às doenças degenerativas. A identificação e mapeamento desse sistema que funciona como o “caminhão de lixo do corpo” lhe rendeu o Prêmio Nobel em Química em 2004, ao lado dos colegas Avram Hershko e Irwin Rose.

“Começou com a curiosidade, com uma pergunta, com a identificação de uma pergunta. E só então houve a formação de um sistema experimental que nos permitiu chegar aonde estamos hoje, que não é o fim, mas um novo começo, com o desenvolvimento de medicamentos que já estão sendo usados ao redor do mundo, salvando vidas e melhorando a qualidade de vida de milhões de pessoas”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Blog do Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB/PE)

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