‘A pessoa que está preparada para unir o Brasil sou eu’, disse Marina Silva

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“Neste momento, a pessoa que está preparada para unir o Brasil sou eu”. Com essa frase, a pré-candidata ao Palácio do Planalto pela Rede, Marina Silva, deu o tom do seu discurso, na noite desta terça-feira (13), após chegar ao Recife para cumprir uma agenda com os aliados. A declaração foi uma resposta indireta aos defensores do ex-presidente Lula que, na última sexta-feira, disseram que Lula era o único capaz de “pacificar” o país nas eleições de 2018. Sem citar nomes, Marina fez críticas indiretas aos que estão no confronto com a Justiça e também aos que querem que se distribua armas à população para que se combata a violência. “Não vamos melhorar a violência do Brasil distribuindo armas”, declarou.

Marina afirmou que vai combater as ideias dos adversários, sem destruir suas biografias, e se mostrou disposta a atrair os eleitores que querem fugir da polarização existente entre Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). Para ela, as principais legendas do país, a exemplo do próprio PT e do PSDB, perderam seus projetos políticos no projeto de reeleição e precisam tirar “férias” para se reconstruírem.

A pré-candidata disse que, na gestão de Lula, o Brasil chegou a viver um momento de pleno emprego, mas, já em 2010, as políticas que levaram a esse crescimento começaram a ser desconstruídas em nome da eleição daquele ano. “Quando as coisas vão bem, se dizia que era fruto da ação do governo. Quando vai mal, a culpa é de alguma coisa que aconteceu na Europa, na China, na cochinchina”.

“Eu não tenho ódio do PT, do PSDB, do PMDB… Todos os partidos deram sua contribuição ao país”, afirmou, citando, por exemplo, as políticas sociais do governo Lula, o Plano Real de FHC e o guarda-chuva do MDB oferecido à sociedade durante a ditadura militar. “Na democracia, a gente não quer destruir ninguém. Na democracia, a gente quer que quem errou, pague”, declarou, acrescentando ter sido uma das primeiras a combater o foro privilegiado. “Vou combater desrespeito com respeito”, prometeu a presidenciável.

O evento de Marina Silva foi realizado numa das torres do Empresarial RioMar, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, e contou, curiosamente, com a presença do ex-prefeito João Paulo, que se desfiliou do PT e agora está no PCdoB. João Paulo está num partido que apoia a reeleição de Paulo Câmara e recebeu afagos tanto dos filiados da Rede como da própria Marina ao sentar-se na primeira fila. João Paulo negou ter prestigiado o evento como um gesto de bandeira branca com Marina – articulado por Paulo Câmara. “Nao, não. Eu fui lá porque eu conheci Antônio Souza quando estava na superintendência da Sudene. Eu falei da minha história e ele resolveu entrar na política e virar pré-candidato ao Senado. Sempre que posso, vou aos atos dele”, declarou o ex-prefeito.

O ato político também contou com a presença de representantes do PTC e do PRP. A chegada de ambas as legendas foi considerada pelo ex-deputado Roberto Leandro como um sinal de crescimento da pré-candidata, que começou a sair do isolamento.

O pano de fundo do evento de Marina foi o pré-lançamento da candidatura do pastor Jairinho (Rede) ao Senado. Mas o ex-prefeito de Petrolina Julio Lóssio marcou seu espaço. Apresentou os pontos mais fortes de sua gestão como prefeito da principal cidade do Sertão pernambucano, a exemplo do programa com 15 mil moradias – “o maior programa de habitação do país – e 193 unidades do Nova Semente. Lóssio lembrou ter sido o primeiro prefeito a implantar, na região sertaneja, uma escola para pessoas com deficiência visual. Inclusive um grupo do Instituto de Cegos mantido pela Santa Casa Misericórdia fez a recepção de Marina, tocando forró.

Quem chamou a atenção no ato, também, foi a porta-voz feminina da Rede, Milena Reis. Ela iniciou o discurso dizendo que, no país, atualmente, discute-se muito projetos de segmentos (sem coletividade) e não projetos para o país. “As pessoas têm lutado e só temos visto bandeiras, cores, cada um com suas necessidades, enquanto o Brasil está invisível. O que se vê são grupos levantando cores, magoando os outros, querendo tocar fogo… Quem está lutando a luta do brasileiro, da mulher com tripla jornada, do desempregado que está vendendo pipoca nos metrôs?”, indagou. Milena acrescentou que a Rede está disposta a ouvir todos os discursos com sensibilidade, inclusive o do público LGBT, dentro de um contexto de coletividade.

O ex-deputado estadual Roberto Leandro (Rede), o único que rejeitou o jeton quando exercia mandato, lembrou que se passaram várias campanhas sem que tenham descoberto “máculas” no currículo de Marina. “Isso deveria ser uma coisa comum no país e não é. Mas o processo está começando agora e é preciso fazer a diferença”. Roberto Leandro não é candidato e tem ajudado Marina na comunicação. A Rede tem apenas dois deputados federais e um senador e é um dos partidos com menor fundo eleitoral para 2018.

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