Assassinatos caem 30,74% em abril, diz Secretaria de Defesa Social

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Os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) caíram pelo terceiro mês consecutivo, em abril, e atingiram o menor patamar dos últimos 21 meses em Pernambuco. Foram registrados 356 homicídios, melhor marca desde julho de 2016. Segundo a Secretaria de Defesa Social, os dados representam a continuidade de uma curva descendente iniciada em janeiro de 2018. De acordo com o órgão, 73,3% dos casos registrados em abril tiveram relação com o tráfico de drogas, acertos de contas e outras atividades criminais.
A diminuição foi de 30,74% em comparação a abril de 2017, quando houve 514 casos. Considerando os primeiros quadrimestres deste ano e do ano passado, a retração foi de 21,98%, com 1.590 crimes em 2018 e 2.038 em 2017. Uma diferença de 448 crimes a menos. Todas as macrorregiões de Pernambuco apresentaram números menores, tanto
em abril quanto no primeiro quadrimestre de 2018, em relação aos mesmos períodos de 2017.

Considerando só abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado, o Agreste reduziu as mortes em 29,8% (de 131 para 92), a RMR teve queda de 27,3% (139 para 101), a Zona da Mata retraiu 43,9% (114 a 64) e o Sertão teve a diminuição mais tímida, de 8,62% (58 a 53). O Recife, por sua vez, atingiu o decréscimo de 36,1% (72 a 46).

Na análise dos primeiros quadrimestres de 2017 e 2018, o Agreste teve redução de 25,4% (de 453 homicídios para 338), a RMR recuou 19,8% (595 a 477), a Zona da Mata diminuiu 20,3% (443 para 353) e o Sertão 11,49% (235 para 208). Já a capital registrou 31,4% menos CVLIs no mesmo comparativo, passando de 312 para 214 mortes.
Dos 184 municípios pernambucanos, 90 não notificaram nenhum CVLI em abril de 2018, e 75 alcançaram reduções nesse tipo de crime (que engloba homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte), quando comparadas ao mesmo mês do ano anterior. Em 16 cidades, os números não se alteraram em relação a abril de 2017. Nos municípios abrangidos pela Diretoria Integrada do Interior 2, que abarca todo o Sertão, nenhum homicídio ocorreu nos dias 1, 13 e 20 de abril. Já na área da Diretoria Integrada do Interior 1, responsável pelo Agreste e Zona da Mata, houve zero CVLI no dia 4 de abril.
“As estatísticas demonstram que o planejamento e a execução de ações de segurança pública, com investimentos importantes na contratação de policiais, viaturas, equipamentos e mapeamento das manchas criminais, estão alcançando resultados importantes, com consistência”, disse o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Antônio de Pádua.
Drogas – A maior parte dos homicídios praticados em abril de 2018 tem relação com tráfico de drogas, acertos de contas e outras modalidades criminais. Das 356 vítimas, 73,31% foram assassinadas por essas motivações. Um levantamento preliminar da SDS sobre o histórico dessas vítimas mostra que 137 delas, parcela correspondente a 38,48%, já haviam sido submetidas ao sistema de justiça criminal.

Menos mulheres vítimas
Abril de 2018 registrou o menor número de homicídios de mulheres dos últimos quatro anos em Pernambuco. Houve 13 vítimas de CVLIs, das quais uma foi alvo de um feminicídio –  crime praticado devido à condição de mulher da vítima. O menor número havia sido em maio de 2014, com 12 casos. O único feminicídio de abril vitimou uma jovem de 20 anos, morta em em Olinda. O marido e pai dos dois filhos dela foi preso no dia 9 de maio e
encaminhado ao Cotel.
Em relação a abril de 2017, a quantidade de feminicídios caiu 88,89%, uma vez que no ano passado ocorreram nove crimes. No comparativo entre o primeiro quadrimestre de 2018 com o do ano anterior, o número decresceu de 29 para 13 casos (-55,17%). Em nota, a governo do estado destacou que vem investindo em políticas públicas que fortalecem a segurança das mulheres.

Em outubro de 2017, o governador Paulo Câmara assinou decreto retirando o termo crime passional dos boletins de ocorrência. Com isso, as mortes de mulheres praticadas com o objetivo de subjugá-la pelo fato de ser mulher passaram a ser

tipificadas como feminicídio, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão – mais rígida do que um homicídio simples, que prevê de 6 a 20 anos. Também foram inauguradas duas novas Delegacias da Mulher (Afogados da Ingazeira e Cabo de Santo Agostinho), elevando o total de unidades para 11 no estado.
Números
356 – pessoas foram assassinadas em Pernambuco em abril de 2018
13 – mulheres estão entre as vítimas
137 – vítimas tinham passagem pela Justiça Criminal
541 – armas foram apreendidas no estado em abril
2.622 – acusados de crimes foram presos em flagrante
90 – cidades não notificaram nenhum CVLI em abril
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Operação de buscas em Brumadinho ultrapassa Mariana e já é a mais longa da história de Minas Gerais

Já são 56 dias de buscas por vítimas em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esta é a mais longa operação de resgate da história de Minas Gerais, ultrapassando Mariana, na Região Central do estado, que durou 55 dias. A Barragem do Feijão, da Vale, se rompeu no dia 25 de janeiro. De acordo com o último balanço divulgado pela Defesa Civil, 209 mortes foram confirmadas e 97 pessoas seguem desaparecidas. Vista aérea do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, após o rompimento de barragens de rejeitos da mineradora Samarco — Foto: Ricardo Moraes/Reuters Em Mariana, 19 pessoas morreram. Um corpo não foi encontrado. No dia 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão, da Samarco, pertencente à Vale e à BHP Billiton, se rompeu, destruindo distritos, afetando dezenas de cidades e contaminando o Rio Doce de Minas Gerais ao Espírito Santo. Não há data para a conclusão das operações em Brumadinho. Nesta quarta-feira (20), 137 bombeiros faziam buscas na área do rompimento da Barragem do Feijão. Eles se dividiam em 15 frentes de trabalho. Um helicóptero e 76 máquinas pesadas também participam da operação.

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Aprovado texto-base de projeto que libera capital externo nas aéreas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19), por 329 votos a 44, o texto-base do projeto de lei que altera dispositivos da Política Nacional do Turismo. O texto, que amplia a participação do capital estrangeiro nas companhias aéreas, gerou discussão entre os parlamentares no plenário. Neste momento, os deputados analisam as propostas de alteração à proposta.  O controle de empresas aéreas com sede no país pelo capital estrangeiro já foi autorizado por meio da Medida Provisória (MP) 863/18, que ainda depende de votação no Congresso Nacional. A MP perde a vigência na próxima semana e ainda não foi analisada por deputados e senadores em comissão mista. O texto altera aspectos da política de turismo e, entre os principais pontos, diminui o mínimo de quartos adaptados para pessoas com deficiência em hotéis e outros meios de hospedagem. Na lei atual, são exigidos 10% dos quartos para os meios de hospedagem já existentes. O texto define esse número em 3%, e  4,5% devem contar com ajudas técnicas e recursos de acessibilidade a serem definidos em regulamento. Pelo texto do relator, deputado Paulo Azi (DEM-BA), os estabelecimentos impossibilitados de obedecer a regra por motivos técnicos devido a riscos estruturais de edificação deverão comprovar a restrição por meio de laudo técnico estrutural. Tripulantes A proposta estabelece ainda um percentual de até 30% de tripulantes estrangeiros nas empresas que poderão atuar no espaço aéreo brasileiro. Um destaque do PSOL tenta alterar esse percentual para garantir que 80% de profissionais brasileiros atuem nas empresas aéreas estrangeiras. Parlamentares já rejeitaram uma proposta do partido Novo que permitia que todos os tripulantes das companhias aéreas fossem estrangeiros.

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Perda de status de país livre de sarampo é retrocesso, diz pediatra

A perda do status de país livre do sarampo representa um retrocesso para o Brasil e as Américas, segundo avaliação da vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai. O anúncio de que o país vai perder o certificado de eliminação da doença foi feito pelo próprio Ministério da Saúde esta semana, após a confirmação de um caso no Pará, no fim de fevereiro. “É triste ver voltar uma doença que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil. A vacinação contra o sarampo mudou a mortalidade infantil, fez cair a mortalidade infantil. Conversando com um grupo de médicos como eu, que vi o sarampo, assinei muito atestado de óbito de criança que morreu por sarampo, ver a doença voltar é, sem dúvida alguma, um retrocesso que não precisava existir”, disse. Campanha de vacinação contra o sarampo – Foto: OMS/ONU Em entrevista à Agência Brasil, a pediatra, que atua há mais de 30 anos na área de imunização, defendeu estratégias com foco na comunicação com a população e na capacitação de profissionais. Ela lembrou que, apesar das baixas taxas de cobertura, a dose contra o sarampo sempre esteve disponível nos postos de saúde. “Todos os anos, a gente tem a campanha de atualização da caderneta de vacinação. Antigamente, era uma campanha só para o sarampo. Agora, passou a ser um dia para atualizar todas as doses em atraso.” A especialista afirmou que é necessário resgatar a memória sobre a importância da vacina na imunização e a compreensão de que, mesmo não tendo a doença, se parar de vacinar, o mal pode voltar. “Parece que as pessoas hoje prestam mais atenção em fake news, numa informação que não é verdadeira, e não valorizam a doença. Antigamente, quando o ministério fazia uma campanha contra o sarampo, as famílias iam correndo porque viam os amiguinhos dos filhos morrerem ou adoecerem por sarampo. Hoje em dia, ninguém mais vê sarampo.” Reversão do quadro Para Isabella Ballalai, o Brasil tem chance de reverter o quadro de surto de sarampo e reconquistar a condição de país livre da doença. Segundo ela, o brasileiro, em geral, acredita nas vacinas, mas precisa ser mais bem informado e ter maior facilidade no momento de acessar a dose. A pediatra destacou que o país conta atualmente com cerca de 36 mil salas de vacinação na rede pública, mas o funcionamento desses locais precisa ser revisto. “Os postos ainda funcionam em horário comercial e param para almoço. Precisamos rever isso porque as famílias trabalham. Na realidade, o que a gente precisa é parar o que está sendo feito e rever como fazer. Vacina a gente tem. Sala de vacinação a gente tem. Brasileiros que acreditam em vacinação são maioria. O antivacinismo não é um problema grande no Brasil, é muito pequeno e não é esse o motivo que faz com que as pessoas não se vacinem.” Vacinação A vice-presidente da SBIm reforçou que a vacinação contra o sarampo, em particular, não é prevista apenas para crianças – adultos até 49 anos também precisam ser imunizados. No Amazonas, segundo …