Congresso em Curitiba debate avanços da cirurgia robótica

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Cerca de 1.500 cirurgiões e  demais profissionais de medicina de vários países estarão reunidos em Curitiba, de 16 a 19 de maio, para 14º  Congresso Brasileiro de Videocirugia, que será realizado  juntamente com o 3º Congresso Brasileiro e Latinoamericano de Cirurgia Robótica e o Simpósio Internacional da SRS-Society of Robotic Surgery.

As cirurgias robóticas já são um grande sucesso no Brasil, uma vez que trazem grandes benefícios tanto aos médicos quanto aos pacientes, como por exemplo, a visualização da imagem em alta definição com ampliação de 10 vezes e visualização em 3D, melhor detalhamento dos planos dos tecidos, movimento escalonado com filtração de tremor das mãos do cirurgião, uso de pequenas incisões, retorno mais rápido às atividades diárias, menor tempo de hospitalização, menor perda de sangue e menor taxa de transfusão, redução da dor (a maioria dos pacientes não necessita de medicamento para controle da dor após a alta) e menor risco de infecção. Hoje já foram realizadas no Brasil mais de 17.000 cirurgias robóticas em São Paulo, Barretos (SP), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Fortaleza, Curitiba, Belém, e Brasília.

Durante o evento serão realizadas várias cirurgias robóticas no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, transmitidas ao vivo para o congresso, onde serão acompanhadas e debatidas.

Segundo o Dr. Armando Melani, presidente do Congresso e da SOBRACIL – Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica, várias cirurgia vem dando ótimos resultados quando realizadas com o auxilio do Robô, entre elas as de próstata – prostatectomia – que, nos Estados Unidos, já são realizadas em 90% dos casos.  A próstata está envolvida pelos nervos, que são responsáveis pela função sexual e urinária no homem. Então existe,  nesta cirurgia, quando realizada de forma inadequada um risco muito grande de impotência sexual. Com a ferramenta robótica esse índice cai muito, por ela favorecer uma delicadeza na movimentação, que se traduz num melhor resultado pós-operatório, uma internação mais rápida, uma retirada mais rápida da sonda vesical. Por isso, hoje, grande parte dos pacientes tem procurado fazer a cirurgia robótica.

E no sistema público em determinados locais onde existe alguns protocolos de pesquisa como o INCA- Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro,  Hospital de Câncer de Barretos, no interior do estado de São Paulo, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, entre outros hospitais públicos como o Hospital das Clinicas de Porto Alegre, as cirurgias robóticas já são utilizadas para o tratamento dos pacientes do Sistema Único de Saúde.

Além da cirurgia de próstata, prossegue o Dr. Melani,  existem várias cirurgias que necessitam uma habilidade técnica extrema do cirurgião, e acabam se beneficiando com a cirurgia robótica, como por exemplo, o câncer de reto, com a cirurgia do intestino.

Outras cirurgias bem delicadas, principalmente as benignas, como a cirurgia da endometriose, onde a preservação estrutural também é extremamente importante, a ferramenta robótica  tem desempenhado um papel fundamental, assim como na cirurgia de câncer ginecológico.  Na cirurgia bariátrica por via robótica em casos especiais, também existem vantagens, principalmente na questão do pós-operatório e na facilidade para o cirurgião executar o procedimento, porque tecnicamente operar um super obeso é extremamente difícil.

Algumas especialidades, como por exemplo, tumores de laringe, faringe, a cirurgia  do câncer de cabeça e pescoço feito por dentro da boca, também tem um ganho muito importante na questão do pós-operatório e na diminuição da mutilação desses doentes. Em alguns casos, no passado, havia a necessidade de abrir a mandíbula do doente, e expor totalmente a faringe e a laringe. Hoje essa cirurgia é feita por dentro da boca com uma qualidade funcional extremamente importante. A Cirurgia torácica também tem grandes benefícios com o auxilio do Robô, especialmente nos casos de câncer de pulmão.

A cirurgia robótica foi introduzida no Brasil a partir do ano 2000, e vem tendo um aumento acentuado em suas indicações desde então. As cirurgias que são realizadas por via laparoscópica, podem ser feitas através do robô, com mais  eficácia e segurança.

O uso do robô Da Vinci, que é o utilizado no Brasil,  favorece uma cirurgia menos invasiva, com visualização muito melhor dos órgãos que estão sendo operados – a visão do cirurgião é em três dimensões –  tornando-se menos invasiva e levando a menor trauma dos tecidos. As cirurgias assistidas pelo robô ajudam o cirurgião a trazer maior benefício e segurança para seus pacientes, com uma recuperação muito mais rápida.

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