Dólar sobe ante real e volta a fechar perto de R$ 3,25

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O dólar devolveu praticamente toda a queda da véspera ao fechar a quarta-feira (7) em alta de mais de 1% ante o real, com maior temor sobre risco de guerra comercial global após o principal assessor econômico da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixar o cargo, segundo a Reuters.

A moeda norte-americana avançou 1,1%, vendida a R$ 3,2444, após ter recuado 1,2% na véspera.

“A saída de Gary Cohn… é um sinal preocupante, pois ele, democrata e ex-banqueiro da Goldman Sachs, era um mínimo sinal de razão em meio à loucura do governo Trump”, trouxe a gestora Infinity em relatório.

Gary Cohn, banqueiro de Wall Street que se tornou personagem fundamental da reforma tributária dos Estados Unidos em 2017 e uma das bases contra forças protecionistas no governo de Donald Trump, renunciou na véspera.

A renúncia ocorreu depois que Trump disse que vai impor altas tarifas sobre importações de aço e alumínio, medida protecionista que atingirá os aliados próximos Canadá e México. A promessa de Trump de impor tarifas já havia aumentado a especulação de que Cohn poderia deixar a Casa Branca devido à sua oposição a essa política.

Na véspera, em meio à repercussão negativa da medida inclusive entre os Republicanos, partido de Trump, o mercado chegou a avaliar que a taxação seria retórica para conseguir uma negociação mais favorável aos Estados Unidos no acordo sobre o Nafta.

“O mercado tinha melhorado claramente ontem com a possibilidade de o governo Trump rever sua política em relação ao aço. Mas ficou claro que ele não vai rever essa posição, no que depender dele, reafirmando intenção protecionista”, disse à Reuters o economista da corretora Nova Futura, Pedro Paulo Silveira.

Nesta manhã, a União Europeia informou estar pronta para reagir às tarifas sobre o aço e alumínio, enquanto que os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos expressaram preocupações tanto comerciais quanto sistêmicas e disseram temer ações retaliatórias, afirmou um porta-voz da Organização Mundial de Comércio (OMC).

No exterior, o dólar rondava a estabilidade ante uma cesta de moedas e subia sobre moedas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.

O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção para o mercado cambial nesta quarta-feira, por enquanto. Em abril, vencem US$ 9,029 bilhões em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro.

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