Mês de Novembro apresenta saldo positivo de chuvas desde 2013 na bacia do São Francisco

Clipping

Pela primeira vez desde 2013, a pluviometria aponta que o mês de novembro foi considerado favorável na bacia do Rio São Francisco. A informação foi transmitida, durante reunião promovida pela Agência Nacional de Águas (ANA) em Brasília (DF) e transmitida por videoconferência para os estados banhados pelo Velho Chico. O cenário se tornou mais favorável devido, principalmente, ao registro de chuvas na região do Alto São Francisco, em Minas Gerais.

Diante desse cenário, o superintendente da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) de Sergipe e membro da Câmara Técnica de Articulação Institucional (CTAI) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Ailton Rocha, sugeriu que a defluência mínima da hidrelétrica de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, seja alterada do patamar atual, de 550 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 m³/s a partir de janeiro de 2019. O superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA, Joaquim Gondim, propôs discutir a pauta na primeira reunião da ANA em 2019, no dia 7 de janeiro.

A sugestão de Ailton Rocha surgiu a partir da informação referente à prorrogação da resolução que fixa a defluência em 550 m³/s em Sobradinho, na Bahia, e em Xingó, até 31 de março. “Havia um planejamento, de acordo com projeções do ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico] para liberar uma vazão de 600 m³/s a partir de janeiro em Xingó; 700 em fevereiro e 800 em março mas, diante dessa projeção animadora, proponho ampliar para o mínimo de 800 no início de 2019”, argumentou Rocha. “É uma proposta razoável, mas vamos discutir melhor em janeiro”, rebateu Gondim.

Ainda nesse quesito de vazões defluentes, a equipe da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) propôs reduzir a vazão no reservatório de Três Marias, na região mineira, de 150 para 100m³/s, mas a proposta não foi bem aceita pela Agência Nacional de Águas e ainda recebeu críticas do setor de navegação. Diante disso, o modelo praticado não deverá ser alterado.

Chuvas

Durante a reunião, a equipe do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apresentou o estudo referente às precipitações na bacia do chamado rio da integração nacional. Durante os últimos 60 dias, a pluviometria aponta para o registro de 233,3 milímetros (mm). Somente no dia 1º de dezembro, as chuvas registraram uma precipitação de 17,7 mm.

A reunião da ANA acontece quinzenalmente e é transmitida por videoconferência. Dela, participam usuários, poder público, universidades, representantes dos governos estaduais e do Ministério Público, entre outros. O próximo encontro está marcado para o dia 17 de dezembro e depois disso, somente em janeiro.

Clipping
Governo voltará a se reunir com caminhoneiros para tentar evitar greve

O governo têm promovido diálogo com representantes mas, devido a falta de coesão entre as lideranças da categoria, admite a dificuldade nas negociações. Embora venha monitorando representantes dos caminhoneiros e conversando com alguns líderes, o Governo Federal admite a dificuldade para negociar com todas as lideranças da categoria devido à falta de coesão. Temendo uma nova greve como a realizada em maio de 2018, novas rodadas de conversas estão marcadas para a próxima semana, segundo informações do site Congresso em Foco. Uma ala mais radical, que não tem participado das conversas com o Palácio do Planalto, fala em uma paralisação a partir do dia 29 de abril, em resposta ao aumento de R$ 0,10 no preço do diesel. Outra, mais ponderada e que tem dialogado com o governo, considera a medida precipitada e deve voltar a se reunir com ministros e técnicos da equipe de Jair Bolsonaro para avaliar o cenário. O valor do diesel deve subir dos atuais R$ 2,14 para R$ 2,24, em média, nos 35 pontos de distribuição no país. Apesar do reajuste, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, acredita que são baixas as chances de greve. Cobrança Em entrevista ao site Congresso em Foco, Wallace Landim, presidente da Cooperativa dos Transportes Autônomos do Brasil (Branscoop), ressalta a necessidade de respostas rápidas para solucionar os problemas da categoria. “Sei que estamos todos na UTI, mas vamos tentar segurar o máximo possível. O governo está trabalhando, mas precisamos de ações urgentes. Espero que consigamos resolver todas as questões a tempo de salvar a todos”, afirmou. Ele explica que, desde a greve de maio do ano passado, que paralisou o país, a categoria começou a se organizar mais, embora ainda não hajam “lideranças estabelecidas” e o WhatsApp continue sendo o meio preferido para os diálogos internos. Para Wallace, apenas da sensação geral de descontentamento que ainda prevalece, o sentimento é de que “o governo está disposto a conversas”. Ele afirmou que estará em Brasília na próxima semana para tratar com os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, da Agricultura, Tereza Cristina, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e tentará mostrar à categoria que o Planalto está aberto ao diálogo. Em nota ao Congresso em Foco, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM), parceira de 54 entidades da classe, que diz representar 600 mil autônomos, afirmou estar recebendo, desde o anúncio do aumento do combustível, inúmeras reclamações, mas “ainda não é possível afirmar que a categoria está se organizando para uma nova paralisação”. Reajuste Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro, que, segundo Castello Branco, não havia sido informado com antecedência do reajuste do diesel e disse que quer entender o custo que justifica o reajuste. “Na terça-feira convoquei todos da Petrobras para me esclarecerem por que 5,7 por cento de reajuste quando a inflação projetada para este ano está abaixo de 5 (por cento). Só isso, mais nada. Se me convencerem, tudo bem. Se não me convencerem, nós vamos dar a resposta adequada para vocês”, disse no dia …

Clipping
Minha Casa Minha Vida receberá 1,6 bilhão de aporte

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) anunciou um montante de R$1,6 bilhão, distribuídos em três meses, para o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Os recursos, assegurados pelo Governo Federal, visa garantir a continuidade de obras em todo País, para todas as faixas do Programa. Serão R$ 550 milhões nos meses de abril e maio e mais R$ 500 milhões em junho. De acordo com Thiago Melo, vice-presidente da Associação das Empresas Imobiliárias de Pernambuco (Ademi-PE), são cerca de 90 dias que as empresas operantes na faixa 1 estão sem receber. O governo ainda tem uma conta em aberto, devendo R$450 milhões às empresas de pequeno e médio porte. “Não existe programa sem subsidio. No caso da faixa 1 é fundamental que o Governo faça os repasses para garantir à parcela mais baixa da população acesso a moradia”, explicou. Com o subsídio há um clima de perspectiva na retomada de novas contratações na faixa 1,5 do Programa. Presidente da Associação Brasileira dos Mutuários de Habitação (ABMH), Vinicius Costa, explica que os contratos na faixa 1,5, estavam pendentes desde novembro de 2018. “A expectativa é que com esse aporte os contratos que estavam pendentes sejam cumpridos. Mas ainda não sabemos se o recurso terá viabilidade para novas contratações”, disse. Costa ainda esclarece que faixa 1,5 é um setor que movimenta bastante a economia, pois as classes C e D têm comprado cada vez mais imóveis e as construções estão se voltando para fazer vendas a esta classe. “Quando acontece de um recurso acabar é porque a procura foi maior do que o esperado”, finalizou.

Clipping
Movimento nos aeroportos deve crescer 2% no feriado, diz Infraero

No feriado prolongado da Semana Santa, o movimento de passageiros nos aeroportos administrados pela Infraero deve crescer 2%. A expectativa é que entre esta quinta-feira (18) e segunda-feira (22), 1,05 milhão de viajantes passem pelos terminais. Na quinta-feira e segunda (22) serão os dias de maior movimentação.