Número de milionários eleitos deputados estaduais cresce no Brasil, mas patrimônio médio cai

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Mais de um terço dos deputados estaduais e distritais eleitos para a próxima legislatura é formado por milionários. É o que mostra levantamento feito pelo G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 388 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (37% dos 513 eleitos).

O número é o maior já registrado. Em 2014, foram 375 políticos milionários eleitos para as Assembleias. Em 2010, eram 297. Em 2006, havia 205. Em 2002, eram 114.

Milionários nas Assembleias — Foto: Betta Jaworski/G1Milionários nas Assembleias — Foto: Betta Jaworski/G1

Milionários nas Assembleias — Foto: Betta Jaworski/G1

O deputado estadual mais rico do país é Berlanda (PR-SC). Ele declara possuir R$ 64,8 milhões, em sua maioria quotas de capital de empresa, aplicações e investimentos. Há ainda um apartamento de R$ 1,4 milhão. Berlanda é dono de uma das maiores redes de varejo de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos de Santa Catarina, que leva seu nome.

Logo atrás aparecem José Dias (PSDB-RN), com R$ 48,8 milhões, José Gomes (PSB-DF), com R$ 33,8 milhões, Dilmar Dal Bosco (DEM-MT), com R$ 22,3 milhões, e Inácio Franco (PV-MG), com R$ 21,9 milhões.

No total, os parlamentares declaram um patrimônio de R$ 1,5 bilhão – o que representa uma média de R$ 1,424 milhão para cada um. O patrimônio médio é ligeiramente inferior ao da última eleição (R$ 1,446 milhão).

Além disso, há 63 políticos que declaram patrimônio “zero” ao TSE – número maior que o verificado há quatro anos (55).

Apesar do aumento de milionários eleitos, os dados contrariam a expectativa de mais parlamentares ricos eleitos no geral, assim como na Câmara dos Deputados. Essa foi a primeira eleição geral após a reforma eleitoral de 2015. Com o fim do financiamento empresarial, não houve um limite para a autodoação (a não ser o estipulado para o cargo), o que favoreceu a entrada de políticos com mais dinheiro na disputa. O resultado, porém, mostra que não houve diferença significativa em relação ao pleito anterior.

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Entre os partidos, o que mais tem milionários é o MDB: 47. Veja a lista completa:

Milionários nas Assembleias por partido

PARTIDO Nº DE MILIONÁRIOS
MDB 47
PSDB 39
PP 33
DEM 31
PSD 29
PSB 28
PDT 26
PT 19
PR 17
PV 15
PTB 14
PSL 13
PSC 11
SOLIDARIEDADE 8
PODE 7
PC do B 6
PROS 6
PRB 5
PRP 5
PRTB 5
PTC 5
PHS 4
PPS 4
AVANTE 3
NOVO 2
PATRI 2
PMN 2
DC 1
REDE 1

Por estado

Minas Gerais concentra o maior número de milionários: 34. Todos os estados contam com ao menos um. Veja a lista completa:

Milionários nas Assembleias por estado

ESTADO Nº DE MILIONÁRIOS
MG 34
SP 31
BA 29
MA 23
PR 21
PE 20
SC 20
CE 17
GO 17
RJ 15
RS 15
MS 13
PA 13
PI 13
MT 12
SE 12
TO 12
AL 11
AM 10
PB 10
DF 9
ES 8
RN 8
RR 5
AC 4
RO 4
AP 2
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14 milhões de famílias usam lenha ou carvão para cozinhar, aponta IBGE

Em meio às altas do desemprego e dos preços do gás de cozinha, 14 milhões de famílias brasileiras usavam lenha ou carvão para cozinhar em 2018, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São cerca de 3 milhões de famílias a mais que em 2016. O número representa quase 20% das famílias brasileiras – ou seja, a cada cinco famílias, uma usava lenha ou carvão para cozinhar no ano passado. Em 2016, essa fatia era de 16%, ou pouco mais de uma a cada seis famílias. Entre os estados, o maior percentual de uso foi registrado no Pará, de 57,5%. No Maranhão, 52,2% das famílias também usam esses combustíveis no preparo de alimentos. Em 2016, a taxa era de 44,9% em ambos os estados. Já o menor percentual foi registrado no Rio de Janeiro: em 2018, 1,8% dos domicílios usavam carvão ou lenha para cozinhar. Em 2016, no entanto, essa taxa era de 1%. Em números absolutos, Minas Gerais liderou o uso de carvão e lenha no ano passado: 1,7 milhão de famílias fizeram uso desses combustíveis para cozinhar. Rio Grande do Sul e Pará aparecem em seguida, com 1,47 milhão e 1,41 milhão de famílias, respectivamente. Já o Amapá tinha o menor número, de 28 mil.

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Gonzaga Patriota marca presença na 19ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas

A Câmara dos Deputados foi palco da 19ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), que aconteceu nesta quarta-feira (22). O evento reuniu os principais representantes do setor de transporte de cargas, assim como lideranças, parlamentares, autoridades governamentais e integrantes do meio acadêmico, para debater temas de extrema importância para o País no que diz respeito ao TRC. Entre os convidados para a cerimônia de abertura estiveram o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; Deputado Eli Corrêa Filho, presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados; Deputado Gonzaga Patriota, autor do requerimento para realização do evento e membro da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados; Vander Francisco Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte – CNT; José Hélio Fernandes, presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e logística e Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos. O deputado Gonzaga Patriota, em sua fala, abordou a questão do impacto tributário sobre o setor de transportes. “O Brasil enfrenta uma alta carga tributária, sendo nosso país um dos líderes mundiais em tributação no setor. Outro problema é a complexa legislação tributária, que gera dificuldades de manter as obrigações acessórias em dia, até mesmo para os empreendedores de boa-fé. Alguns exemplos são o recolhimento de notas fiscais, a manutenção de livros contábeis, entre outros. Não é de hoje, que a reforma tributária se faz urgente e necessária, para que também o setor de transporte possa se desenvolver com a devida presteza que os cidadãos requerem”, argumentou. O Seminário tem primado por levantar questões de relevância para a vida nacional. Como a própria sensibilização da sociedade brasileira para a grave questão das deficiências na infraestrutura logística do país, principalmente, o impacto tributário no setor de transportes e o combate ao roubo de cargas.

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Governo altera decreto de armas e proíbe que cidadão porte fuzil

O Governo Federal alterou o decreto que permite o porte de armas, impedindo que o cidadão comum porte fuzis. O novo texto foi publicado nesta quarta-feira (22) no DOU (Diário Oficial da União). Um ponto do decreto poderia liberar a venda de fuzis para cidadãos comuns. Mudanças no texto foram anunciadas na terça-feira (21) pelo porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. O texto publicado no DOU afirma que as armas de fogo com uso restrito são as “não portáteis, de porte que, com a utilização de munição comum, atinjam, na saída do cano, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé e mil seiscentos e vinte joules; ou portátil de alma raiada que, com a utilização de munição comum, atinjam, na saída do cano, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé e mil seiscentos e vinte joules”. As armas proibidas são as “classificadas de uso proibido em tratados internacionais dos quais a República Federativa do Brasil seja signatária ou dissimuladas, com aparência de objetos inofensivos”. (Folha).