UPE realiza provas do SSA neste domingo

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Muitos recifenses podem estar estranhando o trânsito intenso e os engarrafamentos em algumas áreas da cidade neste domingo, mas o motivo é que cerca de 40 mil estudantes estão fazendo as provas 1 e 2 do Sistema Seriado de Avaliação da Universidade de Pernambuco (UPE). A primeira etapa ocorreu pela manhã, das 8h às 11h15 e, a segunda, começou às 14h e seguirá até às 18h15.

Ao todo, 24.111 candidatos se inscreveram no SSA1 e 16.838 no SSA2. As provas versam sobre o conteúdo do primeiro e segundo ano do Ensino Médio, respectivamente. As provas dessas duas etapas serão escritas e aplicadas em dois dias (domingo e segunda). Neste domingo, os candidatos responderão a 44 questões distribuídas entre as disciplinas de língua portuguesa, matemática, física, língua estrangeira (inglês ou espanhol) e filosofia.

Já no segundo dia, eles responderão a 46 questões das disciplinas de biologia, química, história, geografia e sociologia. Todos terão quatro horas para fazer responder as provas e poderão sair das salas após três horas de início dos testes. Na etapa da manhã, o SSA1, muitos jovens escolheram a prova de física como mais difícil e de língua portuguesa como a mais interessante e confortável para responder. Alice Rodrigues, estudante da ETE Advogado José David Gil Rodrigues, 15 anos, foi uma das que reclamou da prova de exatas. “Achei a de física muito pesada e a de português muito boa de fazer. Tinha muita interpretação, semântica, classes de palavras, essas coisas. Assim, por etapas, é menos desgastante, então, mesmo quando é difícil ainda é melhor que um vestibular com o assunto dos três anos juntos”, completa a jovem, que sonha em cursar Direito na UPE.

As natalenses Maria Fernanda Alves, Lara Mendes e Ana Letícia Veiga, todas de 15 anos, viajaram quase 300 quilômetros para fazer o chamado vestibular seriado e concordam com Alice. “Física foi uma prova mais chata, mais conteudista, exigiu muitas fórmulas. Já português foi muito tranquilo, muita interpretação e muita literatura. Já tinha feito algumas questões da UPE de outros anos e achei esse ano mais fácil. Me senti muito preparada. Mas, prefiro exames no estilo de Enem, porque as provas são mais interessantes, principalmente as provas de humanas”, revela, ainda sem saber o curso que quer.

Para Lara Mendes, o SSA é organizado e o tempo de prova é satisfatório. “Estamos tentando na estadual de Natal e aqui no Recife, é uma opção a mais”, afirma. Ana Letícia, que também quer medicina, preferiu a prova de filosofia. “Prova boa de fazer”, comenta. O desempenho individual dos estudantes nas duas fases será divulgado até o dia 15 de março de 2019, apenas no sistema de inscrição. Abstenção A UPE emitiu um boletim no início da tarde deste domingo informando que até o presente momento houve seis eliminações por porte de celular, sendo três em Salgueiro, duas na Poli/UPE e uma na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes.

Já as abstenções do SSA1 chegaram ao número de 1.934 candidatos de um total de 24.114 inscritos, o que significa uma abstinência de 8,02%. A liberação de provas e gabaritos da manhã foi às 14h. Os gabaritos das provas realizadas à tarde serão liberados após às 19h. Mais informações no https://processodeingresso.upe.pe.gov.br/.

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Decreto de Bolsonaro cria polêmica em universidades

Decreto assinado nesta semana pelo governo Jair Bolsonaro tem causado polêmica sobre possíveis implicações nas escolhas para funções de direção dentro das universidades federais. O texto se refere a nomeações para cargos em comissão e funções de confiança em órgãos ligados à administração federal. Segundo o governo, o decreto não altera os procedimentos nas instituições de ensino. Embora não mencione explicitamente as instituições de ensino superior, um dos artigos do decreto dá poder ao ministro da Casa Civil para fazer nomeações dos chamados cargos de nível 5 e 6 do grupo DAS (Direção e Assessoramento Superiores). Nas universidades, estes são cargos de alto escalão. Até então, essas nomeações eram de competência do reitor. Especialista em Direito Constitucional, a professora da Universidade de São Paulo (USP) Nina Ranieri diz que o decreto altera a forma de nomeação de lideranças nas universidades. “Reitores e diretores (de faculdades) não estão no decreto, mas qualquer outra nomeação para função ou cargo de confiança é alcançada (pelo texto).” Segundo ela, especialista em autonomia universitária, o decreto pode mudar a forma de escolha de nomes para cargos como os de coordenadores de cursos e pró-reitores, que são os responsáveis por coordenar áreas como a pesquisa e a graduação. O decreto também dá poderes à Secretaria de Governo (Segov), hoje comandada pelo ministro Santos Cruz, para avaliar as indicações aos cargos e “decidir pela conveniência e oportunidade administrativa quanto à liberação ou não das indicações submetidas à sua avaliação”. Segundo Rubens Glezer, professor de Direito Constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), “o impacto do decreto é tornar mais eficiente e sistematizado o controle político sobre a burocracia das universidades”. Ele entende que, por meio do decreto, a Segov ou o Ministério da Educação (MEC) poderão avalizar nomes indicados para cargos de gestão – até mesmo para reitor – e vetá-los. Caso o decreto seja aplicado às universidades, pode ser considerado inconstitucional, segundo especialistas. A Carta de 1988 garante que as instituições tenham autonomia administrativa e de gestão. “É um nível de controle altíssimo. Toda a administração pública no mundo vai se descentralizando e aqui vemos um movimento contrário, que é a centralização na Presidência de todos os funcionários em cargos de confiança do governo federal, incluindo os da universidade”, diz Nina. Até então, os nomes escolhidos para cargos de chefia dentro das universidades não passavam pelo crivo do governo federal. As instituições de ensino têm órgãos internos para avaliar as nomeações. Já o secretário executivo do MEC, Antonio Vogel, afirmou anteontem que o texto não muda a prática – apenas regulamenta procedimentos que já existem. “Os sistemas para nomeações de pessoal já existiam. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e CGU (Controladoria-Geral da União) já são consultadas há anos para nomeações, elas fazem análise formal. Já passa na Segov há anos, inclusive nos governos anteriores. É rigorosamente a mesma coisa.”

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Após crise hídrica, reservatório no DF chega a 100% da capacidade

O reservatório de Santa Maria, no Distrito Federal, chegou a 100% de sua capacidade hoje (19). A informação foi dada pela Agência Reguladora das Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa). O reservatório de Santa Maria é responsável pelo abastecimento da maior parte da área central da capital, chamada de Plano Piloto. Em 2017, no que a Adasa chama de “período de escassez”, ele chegou a ter apenas 21,8% da capacidade. Esse período levou a uma crise hídrica que atingiu Brasília fortemente. Períodos sem água em algumas regiões geraram transtorno aos moradores. O governo do Distrito Federal promoveu campanhas de redução do consumo para lidar com o abastecimento deficiente pelo baixo volume dos reservatórios. Desde 2017, os reservatórios passaram a se recuperar. Segundo a Adasa, o de Santa Maria retomou índices mais elevados da capacidade de forma mais lenta. – o que ocorreu por características próprias do reservatório, como o fato de ser abastecido por pequenos riachos. Em 2018, ele atingiu 50% do volume em abril. Apesar da recuperação, a Adasa segue orientando os moradores a manter práticas de redução de consumo.

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Ministério confirma participação em evento sobre mudanças climáticas

O Ministério do Meio Ambiente divulgou nota hoje (19) confirmando a participação na Semana do Clima da América Latina e Caribe, a ser realizada de 19 a 23 de agosto na cidade de Salvador.  A semana é uma iniciativa da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e funciona como preparação para a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), que ocorrerá em dezembro deste ano no Chile. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, era contrário à realização do evento – José Cruz/Agência Brasil Na última semana, o ministro da pasta, Ricardo Salles, havia se posicionado de forma contrária à realização do evento no Brasil. Segundo a nota publicada no site do ministério, o governo federal vai apresentar uma proposta para debate nas atividades da semana, que reunirá representações de diversos países para discutir desafios relacionados ao fenômeno das mudanças climáticas na região. O Executivo “decidiu formular proposta com ênfase na Agenda de Qualidade Ambiental Urbana e no Pagamento por Serviços Ambientais, através de instrumentos financeiros que visem dar efetividade econômica às atuais e futuras ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Brasil”, diz o comunicado. A intenção é apresentar pautas até a realização da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), em dezembro. O Brasil sediaria o evento, mas desistiu no ano passado.