Zuckerberg pede desculpas aos EUA sobre abuso de dados no Facebook

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O presidente fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, se desculpou perante legisladores americanos nesta terça-feira (10/4), ao fazer uma aguardada aparição em uma audiência do Congresso sobre a captura de dados pessoais de milhões de usuários da rede social.
Segundo seu testemunho por escrito, Zuckerberg repetiu uma declaração que havia feito anteriormente, afirmando que o mau uso de dados “foi meu erro e sinto muito” por isso. “Levará tempo para trabalhar em todas as mudanças que precisam ser feitas, mas estou comprometido em fazer o certo”, disse Zuckerberg durante a audiência no Senado americano.
O bilionário empresário de 33 anos participa de uma audiência em uma sessão conjunta de duas comissões do Senado, em pleno escândalo provocado pelas denúncias sobre o uso não autorizado de dados pessoais dos usuários.
O mais grave capítulo do escândalo foi a revelação de que estes dados foram usados de forma não autorizada pela consultoria Cambridge Analytica para definir a retórica de Donald Trump em sua vitoriosa campanha à Casa Branca em 2016.
Na abertura da audiência, o senador Chuck Grassley afirmou que este escândalo mostrou que os usuários de redes sociais “não entenderam por completo a quantidade de seus dados que são coletados, protegidos, transferidos, usados e abusados”.
Em sua primeira declaração perante os legisladores, Zuckerberg disse que “está claro agora” que a empresa não fez “o suficiente” para evitar que as ferramentas ligadas ao Facebook sejam usadas para objetivos nocivos. “Isto se aplica à divulgação de notícias falsas, à interferência estrangeira em eleições e ao uso do discurso de ódio”, destacou.
No entanto, os legisladores querem saber porque o Facebook demorou tanto em adotar medidas para controlar o uso indevido de dados de seus usuários, visto que as primeiras denúncias sobre estes problemas eram conhecidas há anos.
Zuckerberg disse que o Facebook desenvolveu ferramentas baseadas em inteligência artificial para interceptar expressões de ódio ou “propaganda de terrorismo”, mas que ainda assim a empresa tem quase 20.000 pessoas trabalhando exclusivamente nisto.
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