91% das empresas contratariam profissionais com mais de 50 anos, diz pesquisa

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Pesquisa da empresa de recrutamento de cargos de média e alta gerência Robert Half mostra que 91% das empresas contratariam um profissional com 50 anos ou mais.

De acordo com o 8º Índice de Confiança, estudo trimestral conduzido pela empresa e que mapeia o sentimento dos profissionais qualificados com relação ao mercado de trabalho atual e futuro, as áreas mais propensas a receber um funcionário com curso superior e nesta faixa etária são:

  • Administrativo: 75%
  • Gerência: 70%
  • Contabilidade: 60%
  • Jurídico: 52%
  • Tecnologia: 35%

Por outro lado, no mercado de trabalho atual, 80% das empresas responderam que não possuem programas de contratação para funcionários com mais de 50 anos.

Nas empresas que possuem profissionais com mais de 50 anos, a área que mais emprega é a administrativa:

  • Administrativo: 63%
  • Gerência: 67%
  • Tecnologia: 24%
  • Jurídico: 21%
  • Contabilidade: 29%

Segundo Leonardo Berto, gerente de recrutamento da Robert Half, esses profissionais, em geral, ocupam posições nas áreas administrativas e de gestão, que demandam experiência e assertividade em atividades rotineiras e contribuem na gestão de pessoas, inclusive pela sua experiência de vida. Segmentos que contam com regulação, como energia, telecomunicações e infraestrutura, também valorizam profissionais mais maduros pela complexidade e bagagem anterior.

Berto ressalta que o fato de a empresa não possuir um programa estruturado de contratação de profissionais com mais de 50 anos não significa que não contrate trabalhadores com essa idade.

Segundo ele, os profissionais com mais de 50 anos já passaram por crises e outras situações de vida e, por isso, mostram mais segurança e resiliência do que a geração mais jovem.

“Para serem valorizados, os profissionais com mais de 50 anos devem mostrar seu interesse em continuar ativos no mercado, demonstrando energia e disposição, antenados com as novidades tecnológicas e tendências de gestão”, afirma.

Saída de ‘baby boomers’ preocupa

Outra pesquisa realizada pela Robert Half com 508 executivos no Brasil revelou que a saída dos profissionais “baby boomers” (nascidos entre 1945 e 1960) do mercado de trabalho preocupa 9 em cada 10 líderes empresariais brasileiros.

Entre as medidas para garantir que o conhecimento da geração baby boomer não se perca estão:

  • Desenvolvimento de equipes de diferentes gerações (resposta de 59% dos entrevistados)
  • Organização de sessões de treinamento com todos os colaboradores (53%)
  • Criação de programas de mentoria e coaching (52%)
  • Implementação de plataforma online em que todos podem compartilhar suas experiências (40%)
  • Mapear o sucesso de projetos anteriores por meio de um sistema especial (38%)
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Bolsonaro discute pedido de prestação de contas ao PSL

O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se na manhã de hoje (14), no Palácio do Planalto, com os advogados eleitorais Karina Kufa e Admar Gonzaga para discutir o pedido de prestação de contas direcionado ao PSL. Na sexta-feira (11), Bolsonaro e mais 21 parlamentares da legenda requereram que o diretório nacional apresente informações sobre as contas da sigla. O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), que se reuniu com o presidente após os advogados, disse que Bolsonaro e o grupo de parlamentares querem mais transparência do partido no uso dos recursos partidários. Segundo o líder, apenas após a prestação de contas, o presidente e parlamentares vão decidir sobre a permanência no partido. “O momento agora é esse de tomar ciência de onde os recursos do PSL estão sendo empregados. Houve uma mudança muito grande da legislatura passada para a dimensão do partido nessa legislatura. Um partido que só tinha um deputado federal no começo da legislatura passada para mais de 50 agora. Então o Fundo Partidário aumentou, o Fundo Eleitoral vai aumentar”, disse o deputado. Na última quarta-feira (9), o porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o presidente não pretende, por enquanto, tomar a decisão de sair do PSL. “Ele [Bolsonaro] destacou que não pretende deixar o PSL de livre e espontânea vontade. Qualquer decisão nesse sentido seria unilateral”, afirmou Rêgo Barros em entrevista a jornalistas. Durante a tarde, Bolsonaro se reuniu com pelo menos 15 deputados federais do partido para discutir a situação da legenda.  No mesmo dia, mais cedo, a advogada eleitoral Karina Kufa afirmou que há desgaste na relação entre o presidente e dirigentes nacionais do PSL. Ela e o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga também participaram da reunião de Bolsonaro com parlamentares do PSL e disseram que estudam uma forma de os deputados deixarem a sigla sem serem punidos com a perda de mandato por causa da regra sobre infidelidade partidária. No caso do presidente e outros integrantes do PSL com cargo majoritário (governador, prefeito e senador), uma eventual troca de partido não é vedada pela legislação.

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Pedidos de recuperação judicial têm alta de 4,4% em setembro

Os pedidos de recuperação judicial tiveram alta de 4,4% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2018. Segundo levantamento da Serasa Experian foram realizadas 94 solicitações no mês passado e 1.030 nos primeiros nove meses do ano. O número representa uma queda de 3,9% no acumulado de janeiro a setembro em relação ao mesmo período de 2018, quanto foram feitos 1.072 pedidos de recuperação. O número de falências está próximo da estabilidade, com alta de 0,8% em setembro em relação ao mesmo mês de 2018, com 126 casos. No acumulado de janeiro a setembro também foi registrado um aumento de 0,8% nas falências, totalizando 1.100 casos. De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, as dificuldades das empresas refletem a alta na quantidade de consumidores que não tem conseguido pagar suas contas. “A inadimplência afeta diretamente a vida econômica dos brasileiros, uma vez que estes não conseguem honrar seus compromissos financeiros com as empresas – o que representa problemas no fluxo de caixa destas últimas”.

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Homicídios e outros oito crimes violentos caem no 1º semestre

O número de homicídios caiu 22% em todo o país durante o primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018. A informação foi divulgada hoje (14), em Brasília, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com base em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp). O resultado já havia sido parcialmente antecipado pelo presidente Jair Bolsonaro, que, ontem (13), usou sua conta no Twitter para comemorar o que classificou como um dos pontos positivos de seu governo. Segundo o presidente, no primeiro semestre deste ano foram registrados 5.423 assassinatos a menos que no mesmo período de 2018. Segundo o ministério, a redução no total de ocorrências também foi verificada nos outros oito tipos de crimes registrados na plataforma que reúne informações fornecidas pelos estados e pelo Distrito Federal, a partir de boletins de ocorrência das polícias civis. Os casos de estupro caíram 12%. Tentativas de homicídio foram reduzidas em 9,4%. Também houve queda no total de latrocínios (-23,8%); lesão corporal seguida de morte (-3,2%); roubos contra instituições financeiras (-40,9%); roubo de carga (-25,7); roubo de veículo (-27%) e furto de veículo (-9,9%).