Em 100 dias, Bolsonaro cumpre mais promessas que Dilma e Temer no mesmo período

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Em 100 dias, o governo de Jair Bolsonaro cumpriu 1/5 das promessas feitas durante a campanha eleitoral. Dos 58 compromissos firmados no período e que podem claramente ser mensurados, 12 foram cumpridos em sua totalidade, de acordo com levantamento feito pelo G1. Outros quatro foram parcialmente atendidos, e 40 ainda não foram cumpridos. Dois compromissos não têm como ser avaliados no momento.

Essa é a primeira avaliação que o G1 faz das promessas de campanha de Bolsonaro durante os quatro anos de mandato. A ideia é medir até 2022 se o presidente cumpre o que prometeu na campanha para ser eleito.

O projeto “As promessas dos políticos” começou em 2015, com a verificação das promessas da então recém-reeleita presidente Dilma Rousseff. Desde então, o G1 já avaliou promessas de governadores e prefeitos. E agora começa um novo ciclo, com o presidente eleito em 2018. Os novos governadores serão avaliados mais para frente.

Na comparação com os ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer em 100 dias de governo, Bolsonaro cumpriu 12 das 58 promessas, Dilma, 5 das 55, e Temer, 3 das 20.

Comparação das promessas de Bolsonaro, Temer e Dilma — Foto: Igor Estrella/G1

Comparação das promessas de Bolsonaro, Temer e Dilma — Foto: Igor Estrella/G1

G1 levanta as promessas e separa tudo o que pode ser claramente cobrado e medido ao longo dos mandatos dos políticos. Ou seja, se uma promessa é muito genérica e não pode ser cobrada de forma objetiva, ela não entra no levantamento.

As seguintes promessas foram consideradas:

  • Promessas feitas durante a campanha, ou seja, o que o candidato promete em discursos, entrevistas, planos de governo, enquanto ainda não foi eleito.
  • Promessas entre a eleição e a posse, desde que elas não signifiquem uma redução do que foi prometido na campanha.

Promessas cumpridas

Das 12 promessas cumpridas, quatro são compromissos econômicos assumidos por Bolsonaro. Dois deles se referem a tributos – “Não aumentar impostos” e “Não recriar a CPMF” – e foram cumpridos porque não houve, de fato, aumento de impostos nem a volta da CPMF.

Outra promessa fala em “Reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias”. A redução foi feita para maquinários e equipamentos industriais e para insumos do setor químico nos primeiros 100 dias do governo. Além disso, entrou em vigor em março o acordo de livre comércio de automóveis e veículos comerciais leves entre Brasil e México.

A quarta promessa (“Fazer com que os preços praticados pela Petrobras sigam os mercados internacionais”) também foi cumprida porque a estatal manteve a política de repassar as variações de preços dos combustíveis no mercado internacional, adotando intervalos entre os reajustes e usando mecanismos de hedge.

Há ainda promessas cumpridas que são de cunho administrativo, como o fim do Ministério das Cidades, que foi absorvido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional; a criação do superministério da Economia e a alteração da estrutura federal agropecuária, que envolveu a absorção de estruturas que antes estavam nas pastas do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Social e da Casa Civil pelo Ministério da Agricultura , por exemplo.

Outra promessa que envolve a máquina pública é a da diminuição do número de servidores comissionados. O decreto nº 9.725/2019, publicado no dia 13 de março, estabeleceu o corte de 21 mil cargos, funções e gratificações do Executivo. De forma imediata, foram extintos 159 cargos, além de 4.941 funções e 1.487 gratificações.

É possível ver todas as promessas cumpridas e seus andamentos na página especial do projeto.

O andamento por área

As promessas de cunho econômico são as mais numerosas entre os compromissos de Bolsonaro levantados pelo G1. As quatro cumpridas e já citadas representam 24% do total (17), mas a maioria (59%) ainda não foi cumprida pela gestão. O Ministério da Economia destaca que a prioridade no momento é a aprovação da reforma da Previdência e que apenas após este momento o governo vai focar em outras propostas, como a reforma tributária e a criação da carteira de trabalho verde e amarela, por exemplo.

Há também um grande número de promessas da área de segurança pública; a maioria ainda não foi cumprida. Das 10 promessas, nove não foram cumpridas e uma foi cumprida parcialmente, a que fala em “reformular o Estatuto do Desarmamento”.

De fato, um decreto assinado por Bolsonaro em janeiro facilitou a posse de armas no país. O texto do decreto permite aos cidadãos residentes em área urbana ou rural manter arma de fogo em casa, desde que cumpridos os requisitos de ‘efetiva necessidade’, a serem examinados pela Polícia Federal. Já o porte, que é a autorização para o cidadão sair nas ruas armado, demanda alteração legislativa. Ainda não houve mudança nesse sentido.

Algumas das promessas, como a que fala em “garantir excludente de ilicitude para policiais e civis”, dependem da aprovação do pacote anticrime enviado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao Congresso.

Veja o andamento das promessas por cada uma das áreas:

As promessas por área — Foto: Igor Estrella/G1

As promessas por área — Foto: Igor Estrella/G1

As promessas dos políticos

A primeira página colocada no ar foi a da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015. Houve atualizações de 100 dias e de 1 ano das promessas feitas em campanha. Por conta do impeachment sofrido por Dilma em 2016, a página deixou de ser atualizada.

Na última atualização, feita com 1 ano de mandato, Dilma havia cumprido 6 das 55 promessas selecionadas pelo G1. Outras 24 foram cumpridas em parte. Além disso, 24 não foram cumpridas e uma não foi avaliada.

No caso do ex-presidente Michel Temer, a página levou em conta promessas específicas feitas por ele no documento “Uma ponte para o futuro”, em pronunciamento em maio após o afastamento de Dilma, no discurso de posse em agosto e em entrevista ao Fantástico.

Foram feitas medições aos 100 dias, no 1º ano de mandato, no 2º ano de mandato e ao final da gestão. Ele terminou o mandato com 7 das 20 promessas cumpridas. Três foram cumpridas em parte. As outras 10 não foram cumpridas.

Além dos presidentes, o G1 também acompanha as promessas de campanha dos governadores de todos os estados e do Distrito Federal e de todos os prefeitos das capitais.

Quais são os critérios para medir as promessas?

  • Não cumpriu ainda: quando o que foi prometido não foi realizado e não está valendo/em funcionamento.
  • Em parte: quando a promessa foi cumprida parcialmente, com pendências.
  • Cumpriu: quando a promessa foi totalmente cumprida, sem pendências.

Ou seja, se a promessa é inaugurar uma obra, o status é “cumpriu” apenas se a obra já tiver sido inaugurada; caso contrário, é “não cumpriu”. Se a promessa é construir 10 hospitais e 5 já foram inaugurados, o status é “em parte”. Se a promessa é inaugurar 10 km de uma rodovia e 5 km já foram entregues à população, o status é “em parte”.

Observação: há casos em que não é possível avaliar o andamento da promessa, e o status é dado como “não avaliado”.

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Em discurso, Gonzaga Patriota destaca número de espigas de milho que serão comercializadas

Em discurso, realizado nesta terça-feira (18), o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) registrou a publicação da edição de 5º aniversário da Revista Moda e Negócio de Caruaru, agreste de Pernambuco. O parlamentar também destacou o número de espigas de milho que serão comercializadas durante o período junino no Estado. “13 milhões de espigas de milho serão consumidas só em Pernambuco, através do CEASA que é o nosso centro de abastecimento. Já aviso ao colegas que no São João estarei em Pernambuco trabalhando e comendo milho, pois ninguém é de ferro”, brincou o parlamentar. A estimativa da direção do Ceasa é que, este ano, a oferta de milho seja mais de 13 milhões de espigas. De acordo com projeções do Departamento Técnico do entreposto, o mês de junho será o período de maior comercialização do produto. O preço médio da mão-de-milho (equivalente a cinquenta espigas) ficará no mesmo patamar do ofertado em 2018: entre 20 e 30 reais.

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DER desliga lombadas durante festejos juninos

Para melhorar a mobilidade nos trechos das rodovias pernambucanas próximas à capital durante o feriado de São João, a Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), vai desligar as lombadas eletrônicas na BR-232, na PE-027 (Estrada de Aldeia), e PE-35, em Itapissuma. As vias devem receber um acréscimo médio de 30% no fluxo de veículos nos horários mais movimentados, por conta dos festejos juninos, que acontecem no próximo final de semana. A BR-232 é a principal rota que liga o Recife às cidades do Agreste e do Sertão e deverá receber 40% a mais no fluxo de veículos. A via é rota de acesso aos tradicionais polos de festejos juninos, como Caruaru, Gravatá, Bezerros, Vitória de Santo Antão e Arcoverde, entre outros. O DER fará o desligamento dos equipamentos localizados entre os km, 6,2 e 9,2, no Curado, a partir desta quarta-feira (19), às 22h. Na PE-027, também conhecida como Estrada de Aldeia, as lombadas serão desligadas no trecho do Km 0,7, e na rodovia PE-035, em Itapissuma, nos km 7,3 e 7,9. Nas duas rodovias, os equipamentos serão desligados nesta quinta-feira (20), a partir das 12h. Todos os dispositivos de fiscalização eletrônica serão religados às 5 h da próxima terça-feira (25). Além disso, os agentes do DER atuarão em parceria com os órgãos de trânsito na fiscalização e abordagens aos veículos, auxiliando na fluidez do tráfego. O objetivo é minimizar os transtornos com os possíveis congestionamentos nos horários de pico para quem vai pegar as estradas, proporcionando mais segurança e tranquilidade aos usuários.

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Bovespa fecha acima dos 100 mil pontos, recorde histórico

O principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta quarta-feira (19), voltando a atingir os 100 mil pontos, de olho nas decisões sobre as taxas básicas de juros dos Estados Unidos e do Brasil. É a terceira vez que a bolsa atinge esse patamar durante os negócios (a primeira foi em março deste ano), mas a primeira no fechamento. O Ibovespa subiu 0,9%. aos 100.303 pontos. Veja mais cotações. É o maior patamar de fechamento já registrado. Antes, o recorde era de 99.993, batido em 18 de março. No ano, o índice acumula alta de 14%.Ibovespa em 2019Pontuação de fechamentopontospontos28/12/201830/127/229/329/428/58/115/122/16/213/220/28/315/322/35/412/422/47/514/521/54/611/618/685k87,5k90k92,5k95k97,5k100k102,5kFonte: Valor Pro A alta ganhou força com o anúncio sobre os juros norte-americanos. Nesta tarde, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) informou sua decisão de manter a taxa de juros norte-americana no no intervalo de 2,25% a 2,5%, conforme era esperado pelo mercado. No comunicado, o BC dos EUA apontaram os sinais de continuidade do crescimento econômico no país, mas também citou aumento de incertezas. Após o anúncio, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que “notadamente desde a última reunião, aumentaram as incertezas no panorama”, e que os membros “estão conscientes da atual corrente contrária, incluindo os problemas comerciais e as preocupações sobre o crescimento mundial”. Ele acrescentou, contudo, que é importante que a política monetária não reaja com base em “sentimentos de curto prazo”. Os mercados de ações no exterior também repercutiram o comunicado do Fed, com investidores avaliando que a decisão sinaliza um possível corte na taxa de juros do país ainda neste ano. Isso acalmou investidores preocupados com a possibilidade de a guerra comercial com a China travar o crescimento econômico, destaca a Reuters. O Dow Jones fechou em alta de 0,15% a 26.504,13 pontos. Já o S&P 500 subiu 0,30% a 2.926,47 pontos, e o Nasdaq avançou 0,42% a 7.987,32 pontos. Internamente, o Banco Central brasileiro também ocupou as atenções dos investidores nesta quarta-feira, mas terá sua decisão sobre a taxa básica de juros conhecida apenas após o fechamento do mercado. A expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deverá manter a Selic a 6,5% ao ano. “As apostas são de que a autoridade monetária sinalize corte(s) de juros nas próximas reuniões”, destacou a equipe da Coinvalores em nota a clientes.