Empresas que alugam patinetes dizem que multa não é o melhor caminho

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As empresas que alugam patinetes elétricos na capital paulista discordam da aplicação de multas aos usuários e da obrigatoriedade do uso de capacete, conforme estabelece as novas normas da prefeitura de São Paulo para o uso do veículo.

Segundo a holding Grow, que atua na capital paulista e engloba as empresas Ride, pioneira na implantação do sistema de compartilhamento de patinetes elétricas no país; a Grin, pioneira no México, e a Yellow, startup que trouxe para o país o sistema de bicicletas sem estação, a regulamentação da prefeitura tem pontos positivos, mas ainda precisa ser melhorada.

“Vemos que a proibição da circulação de patinetes nas calçadas e a liberação do uso dos equipamentos em vias com velocidade máxima de até 40 km/h como medidas importantes. No entanto, acreditamos que existem soluções melhores do que a obrigatoriedade do uso do capacete e a aplicação de multas a empresas operadoras e usuários”, disse a Grow em nota.

Normas

Segundo as normas anunciadas ontem (14) pela prefeitura, usuários de patinetes elétricos da capital paulista serão obrigados a usar capacete, será proibido circular na calçada, sendo permitido apenas o trânsito em ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas ou em ruas com limite de velocidade de até 40 Km/h. A velocidade máxima do patinete deverá ser de 20 Km/h.

As novas regras para uso do equipamento devem ser implementadas pela prefeitura nos próximos 15 dias. Em caso de descumprimento da norma, será aplicada uma multa, que varia de R$ 100 a R$ 20 mil, à empresa que alugou o veículo. A locadora poderá repassar a multa ao usuário, assim como ocorre no aluguel de veículos motorizados. Ainda não há definição de como será identificada a pessoa infratora, já que o patinete não tem placa.

“Entendemos que multa não é o melhor caminho para educar o usuário. E não se muda uma cultura em 15 dias. Nossa sugestão para que as novas regras sejam cumpridas é bloquear usuários reincidentes no descumprimento das regras até que passem por um treinamento de pilotagem segura”, defende a Grow.

“Desta forma ampliamos a educação do usuário e evitamos uma nova indústria da multa. A terceirização da multa para as empresas de aplicativo é ineficaz e coloca em risco a oferta de micro mobilidade, não só de patinetes como de outros modais na cidade”, acrescentou.

De acordo com a prefeitura, as novas normas anunciadas ainda são provisórias. Regras mais detalhadas serão discutidas nos próximos três meses com as 11 empresas que responderam a um chamamento público e assinaram um termo de responsabilidade para oferecer o serviço.

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Médicos comemoram hoje o Dia Nacional do Cérebro

Entidades médicas de diferentes países celebram hoje (22) o Dia Mundial do Cérebro. Para marcar a data, a Federação Mundial de Neurologia destacou como tema a enxaqueca, que acomete uma em cada sete pessoas em todo o mundo. A enxaqueca é classificada como um distúrbio neurológico comum e tem como sintomas cefaleia (dor de cabeça), náuseas (enjoo), vômito, tonturas, formigamento e dormência do corpo e as chamadas “auras”, que se manifestam antes ou durante as crises, na forma de pontos luminosos, escuros ou linhas em ziguezague. O quadro também pode abranger sensibilidade a cheiros, à luz ou ao sons, ou seja, o paciente sente uma piora ao ser exposto a determinados odores, a lugares muito claros ou com muito barulho. Se não tratada adequadamente, a enxaqueca pode se tornar uma doença incapacitante, que pode impedir o paciente de realizar suas tarefas cotidianas. De acordo com a neurologia Márcia Silva Neiva, do Hospital Brasília, isso pode ocorrer tanto quando a crise é aguda como em casos crônicos. A enxaqueca acomete uma em cada sete pessoas em todo o mundo – Arquivo/Agência Brasil Nas duas situações, pode haver prejuízo das atividades profissionais, de lazer ou sociais. A neurologista comenta que a dificuldade em cumprir deveres ou comparecer a compromissos que dão prazer, como encontros com amigos, acaba afetando o humor do paciente, principalmente se o caso for crônico. “Esse paciente está praticamente acostumado, mas não rende o que renderia se não estivesse com dor. Vive com dor e acaba não participando tanto das atividades, porque a dor o incapacita”, acrescenta. Segundo a médica, a principal queixa que aparece em seu consultório é a cefaleia. Embora a enxaqueca possa controlar o dia a dia de uma pessoa, se não houver tratamento, o diagnóstico é muito simples. Em geral, basta uma consulta. “O diagnóstico é puramente clínico, ou seja, de acordo com a identificação dos sintomas, aliada a um exame físico e um exame neurológico normal, é que damos um diagnóstico de enxaqueca. Os exames de imagem, como uma tomografia, uma ressonância, são necessários quando o médico quer excluir outras causas que podem mimetizar uma enxaqueca. Mas, para a enxaqueca pura, eu não preciso de nenhum exame de imagem. Basta conversar com o paciente, colher uma historia detalhada e fazer um exame físico detalhado. Mais de 90% das dores de cabeça são primárias, que são a enxaqueca e a dor de cabeça tensional. Somente 10% delas é que vão demandar algum exame de imagem, quando se suspeita de algo mais grave. A rigor, um exame físico bem feito e uma histórica clínica bem colhida já dão o diagnóstico”, diz Márcia. Recomendações Para os pacientes com enxaqueca, as recomendações são de manter uma boa rotina de sono, que reponha, de fato, as energias; alimentação saudável, sem excessos de gordura e cafeína; e praticar regularmente exercícios físicos. Deve-se, ainda, evitar o uso excessivo de analgésicos (medicamentos prescritos para aliviar a dor), que podem acabar sendo um gatilho de crises. Conforme a Márcia, isso se explica porque há uma sobrecarga do …

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Mercado projeta crescimento de 0,82% para a economia

Após 20 reduções consecutivas, a estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia subiu ligeiramente. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa semanal a instituições financeiras, feita pelo Banco Central(BC) e divulgada às segundas-feiras, pela internet. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez passou de 0,81% para 0,82%. A expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento maior em 2020. A estimativa é 2,10%, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%. Inflação A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,82% para 3,78% este ano. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A projeção para 2020 permanece em 3,90%. A meta para o próximo ano é 4%, com intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Para 2022, a meta é 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 segue em 3,75%. A estimativa para 2022 caiu de 3,75% para 3,65%. Taxa básica de juros Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,5% ao ano, a mesma perspectiva há 3 semanas. Para o fim de 2020, a expectativa para a taxa básica caiu de 6% para 5,75% ao ano, e, no fim de 2021, permanece em 7% ao ano. Para 2022, a previsão caiu de 7,5% para 7% ao ano. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Dólar A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano caiu de R$ 3,80 para R$ 3,75% e para 2020, permanece em R$ 3,80.

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Brumadinho: Famílias de desaparecidos vivem angústia e ansiedade à espera da localização de vítimas 6 meses após desastre

Cerca de 180 dias após o rompimento de barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), que resultou em 248 mortes e 22 desaparecidos, sobreviventes tentam retomar a normalidade da vida. Para inúmeras famílias, entretanto, principalmente a das vítimas desaparecidas, o passar do tempo é sinônimo de uma ansiedade que parece não ter fim. A angústia que assola os moradores da cidade se reflete no sistema de saúde municipal, que passou a distribuir 80% a mais de ansiolíticos e 60% a mais de antidepressivos (leia mais ao final da reportagem). O G1 publica esta semana uma série de reportagens em parceria com a CBN sobre os seis meses da tragédia em Minas Gerais. “Eu estava no ribeirão, estava brincando, era no fundo da horta nossa. Eu só escutei um barulho de vento vindo, a lama já foi me pegando e me virando para o meio do mato”, conta o estudante Ronan Otávio Gomes, de 14 anos, um dos sobreviventes do rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão. Para conseguir sobreviver em meio ao mar de rejeito em que se transformou o ribeirão, Ronan se agarrou a um coqueiro até que fosse achado por seu irmão, cerca de quatro horas depois. O adolescente foi socorrido e levado para um hospital na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde passou oito dias internado. Ronan Otávio é um dos sobreviventes da tragédia da Vale — Foto: Raquel Freitas/G1 Na área onde ficava a horta da família de Ronan, a lama que soterrou a plantação hoje está seca e encoberta pelo mato, que disfarça a magnitude do desastre. Para quem quase morreu na tragédia, a vontade é de nunca mais retornar ao local. “Voltei lá uma vez só. Eu não gostei, não. A gente vê onde que a gente ficava lá tudo destruído”, diz o garoto. As cicatrizes no braço e na perna permanecem, mas Ronan diz que, com o passar dos meses, a rotina foi voltando ao normal. ‘A gente está no dia 25 todos os dias’ Para a família da analista administrativo da Vale Juliana Resende, de 33 anos, esse tempo se traduziu em dor e angústia. Eles continuam sem notícias dela. Além disso, tiveram que enfrentar a perda do marido de Juliana, o técnico de planejamento e controle da mineradora Dennis Silva, de 34 anos, que morreu na tragédia. Juliana Creizimar de Resende Silva — Foto: Reprodução Os dois se conheceram quando trabalhavam na Vale, se casaram e tiveram gêmeos, que ficaram órfãos com apenas dez meses. A irmã de Juliana, Josiana Resende, é quem toma conta dos bebês junto com os avós das crianças. Ela afirma que ainda tem esperança de que o corpo da irmã seja localizado para que seja feita uma despedida. “A gente está no dia 25 todos os dias, mas a gente ainda tem esperança de encontrar, porque o ‘se’ soa muito negativo. A gente fica atrás do IML, bombeiros e quer encontrar. O meu sofrimento é muito grande, é um pedaço de mim que foi embora”, relata. Dor que remédios não curam …