Levy: Brasil tem oportunidades para uso de tecnologias na mobilidade

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, disse que o Brasil tem enormes oportunidades para a aplicação de tecnologias na mobilidade, que permitam menor emissão de carbono e o crescente uso de eficiência energética. Para ele, políticas públicas que estimulem o desenvolvimento e a aplicação dessas tecnologias, assim como, a produção de combustíveis de baixo carbono, são fundamentais para o crescimento e tem alto beneficio para a sociedade.

“O futuro da mobilidade passa por diferentes caminhos como o uso de transporte público ou individual, zoneamento determinando trajetos por maior ou menor distância, assim como a escolha de diferentes modais para o transporte de carga”, disse Levy, na abertura do seminário Futuro da Mobilidade – Mais Eficiência Energética e Menos Impacto Ambiental, promovido pelo BNDES, na sede da instituição, no centro do Rio.

O presidente do BNDES destacou a importância das alternativas para o país alcançar a redução das emissões de carbono, principalmente, nas tecnologias de mobilidade autônomas em carros, ônibus e caminhões. “Tecnologias que tragam maior eficiência energética ou uso de combustíveis com menor emissão de carbono ao longo do seu processo de produção e uso”, disse.

RenovaBio

Segundo Levy, a política nacional de biocombustíveis, o RenovaBio merece destaque, porque busca compatibilizar as metas nacionais de redução de emissões com a expansão de combustíveis de menor impacto ambiental. A aplicação das novas tecnologias contam também com a participação da instituição.

“O BNDES vem apoiando tanto o desenvolvimento de novas tecnologias veiculares quanto a produção de combustíveis de baixo carbono. Por isso, estamos neste seminário para amadurecer o posicionamento estratégico para apoiarmos a dinamização de tecnologias veiculares, a produção e o uso e gás natural e biocombustíveis” disse.

Levy disse que quando se considera toda a matriz energética brasileira, o país apresenta a participação de energias renováveis superior a 40%, enquanto a média mundial não ultrapassa 14%. Ele citou que a cana-de-açúcar é a segunda maior fonte de energia da matriz brasileira com participação de 17%, superada apenas pelo petróleo. “Isso se dá em grande parte pelo uso do etanol em veículos”, disse.

Veículos elétricos

O presidente destacou que embora a eletrificação com baterias seja a alternativa mais conhecida internacionalmente, ela apresenta algumas limitações, especialmente, fora do ambiente urbano. “O desafio para a expansão desse modelo é o estabelecimento de infraestrutura de recarga, além da baixa densidade energética das baterias hoje e as questões ligadas ao seu descarte”, disse

Apesar disso, Levy disse que esses problemas começam a ser de segunda ordem, especialmente, no caso de frotas de ônibus urbanos. “As oportunidades, aliás, neste setor são imensas e muito excitantes”, disse.

Outro meio de redução de emissões no setor de transporte é a combinação de combustão e motor elétrico, utilizada em veículos híbridos, que não apresentam problemas como a recarga porque ela ocorre por meio do movimento do próprio veículo, aproveitando a energia gerada pela combustão. 

Levy não afastou o uso do gás natural veicular. “Temos também uma grande oportunidade com o gás natural veicular, dado o potencial do pré-sal e as possibilidades abertas se aumentarmos o acesso aos gasodutos recentemente privatizados”, disse.

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Secretária de Saúde intensifica reta final de Campanha de Vacinação

Indivíduos que compõem grupos prioritários da Campanha de Vacinação Contra a Influenza podem se vacinar com mais facilidade nos postos volantes até a sexta-feira (24), das 8h às 17h. Esse serviço pode ser encontrado no Supermercado Walmart da Avenida Recife, no bairro de Areias, e no Supermercado Todo Dia, em Afogados – locais onde estão os postos montados pela Secretária de Saúde da Prefeitura do Recife.  Os público-alvo tem até o próximo dia 31, data em que a campanha se encerra, para procurar um dos 170 postos de vacinação.  Além dos postos volantes, algumas unidades adotaram um horário de funcionamento alternativo, que vai das 17h às 21h, após o expediente convencional. A Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena, por exemplo, continua disponibilizando vacina contra a gripe de segunda a sexta-feira, até às 21h.  Outra estratégia adotada por algumas unidades, como por exemplo a Policlínica Alberta Sabin, na Tamarineira, é o não fechamento da sala de vacinação no horário do almoço. A Secretaria Estadual de Saúde também tem levado a vacinação contra gripe até pessoas acamadas, creches e escolas das redes municipal e privada, asilos, comandos da Guarda Municipal e da Polícia Militar, igrejas e hospitais. Público AlvoO Ministério da Saúde (MS) definiu que podem receber a dose de vacina contra a gripe as crianças de 6 meses até 6 anos, pessoas idosas, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filho há menos de 45 dias), profissionais de saúde, professores de escolas públicas e privadas do Recife, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade em cumprimento de medidas socioeducativas; detentos e funcionários do sistema prisional; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como diabéticos, além de policiais civis e militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas.  População em situação de ruaAté sexta-feira (24), em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos do Recife, a Sesau ainda vai vacinar contra a gripe cerca de 300 pessoas que vivem em situação de rua e são cadastradas e acompanhadas pelos serviços do Consultório na Rua, Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas) e Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros POP).

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Aneel reajusta valor das bandeiras tarifárias; maior alta é de 50% na bandeira amarela

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (21) um reajuste nos valores da bandeira tarifária amarela e da bandeira vermelha, nos patamares 1 e 2. O maior reajuste ocorreu na bandeira amarela, que passou de R$ 1 a R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) – uma alta de 50%. O patamar da bandeira vermelha 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh, alta de 33,3%, e o patamar 2 da bandeira vermelha passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos, alta de 20%. Novos valores (por 100 kWh): Bandeira amarela: R$ 1,50 Bandeira vermelha 1: R$ 4,00 Bandeira vermelha 2: R$ 6,00 O reajuste servirá para adequar o valor do custo extra a ser cobrado dos consumidores em períodos em que a produção de energia ficar mais cara. O objetivo é que a arrecadação com as bandeiras fique o mais próximo possível do valor extra gasto com a geração de energia. Segundo o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, o reajuste evitará que a conta da bandeira tarifária fique deficitária em 2019. Em 2017, a conta da bandeira fechou com um déficit de R$ 4,4 bilhões e em 2018 o déficit foi de cerca de R$ 500 milhões. Esses déficits foram incluídos nos reajustes tarifários. “A revisão é necessária para que não haja um déficit ainda maior em 2019, que terá que ser pago nas tarifas de energia em 2020”, afirmou. Segundo ele, os novos valores são mais adequados ao real custo de geração deste ano. Sistema de bandeiras Em vigor desde 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo da energia gerada, possibilitando aos consumidores reduzir o consumo quando a energia está mais cara. De acordo com o funcionamento das bandeiras tarifárias, as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração. A bandeira verde significa que o custo está baixo e é coberto pela tarifa regular das distribuidoras, então não há cobrança extra na conta de luz. O acionamento das bandeiras amarela e vermelha representam um aumento do custo de produção de energia e, por isso, há cobrança na conta de luz. O aumento do custo de geração está ligado principalmente ao volume de chuvas e ao nível dos reservatórios. O acionamento da bandeira implica em uma cobrança extra na conta de luz, valor que é usado para pagar pela geração de energia mais cara. Antes do sistema de bandeiras, o custo da geração de energia mais cara já era cobrado do consumidor, mas com um ano de atraso. O sistema permitiu a cobrança mensal do valor e a possibilidade de avisar os consumidores que o custo da energia está mais caro, permitindo que eles reduzam o consumo.