Liquidação em shoppings exige atenção dos consumidores

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Liquidação nos shoppingsSempre que um ano começa, os principais shoppings da cidade realizam as suas tradicionais liquidações logo na primeira semana. Para este período, que é visto com mais otimismo de acordo com a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), os descontos para os consumidores podem chegar à casa dos 80%. Mas o período exige do consumidor atenção aos preços e as formas atrativas para que quem não fez compras no final do ano passado e deixou para agora não se prejudicar.

Segundo o educador financeiro Arthur Lemos, o consumidor deve ficar atento aos preços dos produtos e comprar somente produtos necessários. “Em época de promoção, é importante fazer uma pesquisa para ter uma compra boa. As lojas consideradas caras estão com preços competitivos, enquanto as baratas não. As lojas aproveitam para girar o estoque, e o desconto é ainda maior. Qualquer desconto sobre um produto que você não precisa não é um bom negócio, só comprar caso seja necessário”, disse.

Arthur destacou ainda que prestar atenção na movimentação declientes nas lojas e não demonstrar interesse total no produto são ações importantes. “A loja com um movimento menor é mais fácil conseguir um desconto. Ali se tem produtos mais caros e um fluxo menor de pessoas, existindo espaço para negociação. Negociar é um jogo, por mais que precise do produto aponte um defeito nele”, contou.

educador financeiro ressaltou ainda que o momento econômico brasileiro pode beneficiar o consumidor, pelo fato de que os empresários precisam arrumar a casa. “Existe otimismo, mas estamos vindo de um período difícil, com desemprego, e muitos lojistas estão precisando garantir as vendas. Com a capacidade produtiva das industrias lá em cima, não se dá muito desconto, mas como vem de um momento difícil o consumidor pode aproveitar isso”, afirmou Lemos.

No Plaza Shopping, em Casa Forte, a administração espera um acréscimo de 5% nas vendas em relação ao período anterior, e vai promover os descontos até o domingo (6). Para o assessor jurídico Gabriel Marroquim, de 22 anos, o momento é bom para pessoas como ele que deixaram para comprar agora quando não fizeram no final do ano. “É bom sempre dar uma olhada antes e depois, acaba sendo uma boa época para comprar. Eu deixei para comprar um produto agora que estava precisando e fiz uma economia, pode-se aproveitar dinheiro agora”, disse.

comprar somente produtos necessários. “Eu só compro mais o que vai ser usado, algo para meus filhos, e por não ter muita pressa para adquirir, é importante ter uma noção dos preços, eu não me precipitei para comprar”, contou.

Para o planejador financeiro Paulo Marostica, é importante que, para o consumidor não cair em uma promoção falsa, ele tenha um bom hábito financeiro, além de comparar o preço dos produtos. “É preciso não comprar o que está barato, e uma inteligência emocional aliada a um comportamento financeiro na hora da compra, para que não se compre nada sem antes olhar o preço e o valor do desconto”, destacou. Paulo disse ainda que o cliente pode tomar algumas atitudes como não levar os cartões para as lojas no momento em que olha os produtos. “O consumidor que vai ao shopping pode deixar o cartão no carro e ir às lojas olhar os produtos e, depois, somente comprar os produtos que são necessários e não comprar por impulso”, disse.

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Decreto de Bolsonaro cria polêmica em universidades

Decreto assinado nesta semana pelo governo Jair Bolsonaro tem causado polêmica sobre possíveis implicações nas escolhas para funções de direção dentro das universidades federais. O texto se refere a nomeações para cargos em comissão e funções de confiança em órgãos ligados à administração federal. Segundo o governo, o decreto não altera os procedimentos nas instituições de ensino. Embora não mencione explicitamente as instituições de ensino superior, um dos artigos do decreto dá poder ao ministro da Casa Civil para fazer nomeações dos chamados cargos de nível 5 e 6 do grupo DAS (Direção e Assessoramento Superiores). Nas universidades, estes são cargos de alto escalão. Até então, essas nomeações eram de competência do reitor. Especialista em Direito Constitucional, a professora da Universidade de São Paulo (USP) Nina Ranieri diz que o decreto altera a forma de nomeação de lideranças nas universidades. “Reitores e diretores (de faculdades) não estão no decreto, mas qualquer outra nomeação para função ou cargo de confiança é alcançada (pelo texto).” Segundo ela, especialista em autonomia universitária, o decreto pode mudar a forma de escolha de nomes para cargos como os de coordenadores de cursos e pró-reitores, que são os responsáveis por coordenar áreas como a pesquisa e a graduação. O decreto também dá poderes à Secretaria de Governo (Segov), hoje comandada pelo ministro Santos Cruz, para avaliar as indicações aos cargos e “decidir pela conveniência e oportunidade administrativa quanto à liberação ou não das indicações submetidas à sua avaliação”. Segundo Rubens Glezer, professor de Direito Constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), “o impacto do decreto é tornar mais eficiente e sistematizado o controle político sobre a burocracia das universidades”. Ele entende que, por meio do decreto, a Segov ou o Ministério da Educação (MEC) poderão avalizar nomes indicados para cargos de gestão – até mesmo para reitor – e vetá-los. Caso o decreto seja aplicado às universidades, pode ser considerado inconstitucional, segundo especialistas. A Carta de 1988 garante que as instituições tenham autonomia administrativa e de gestão. “É um nível de controle altíssimo. Toda a administração pública no mundo vai se descentralizando e aqui vemos um movimento contrário, que é a centralização na Presidência de todos os funcionários em cargos de confiança do governo federal, incluindo os da universidade”, diz Nina. Até então, os nomes escolhidos para cargos de chefia dentro das universidades não passavam pelo crivo do governo federal. As instituições de ensino têm órgãos internos para avaliar as nomeações. Já o secretário executivo do MEC, Antonio Vogel, afirmou anteontem que o texto não muda a prática – apenas regulamenta procedimentos que já existem. “Os sistemas para nomeações de pessoal já existiam. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e CGU (Controladoria-Geral da União) já são consultadas há anos para nomeações, elas fazem análise formal. Já passa na Segov há anos, inclusive nos governos anteriores. É rigorosamente a mesma coisa.”

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Após crise hídrica, reservatório no DF chega a 100% da capacidade

O reservatório de Santa Maria, no Distrito Federal, chegou a 100% de sua capacidade hoje (19). A informação foi dada pela Agência Reguladora das Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa). O reservatório de Santa Maria é responsável pelo abastecimento da maior parte da área central da capital, chamada de Plano Piloto. Em 2017, no que a Adasa chama de “período de escassez”, ele chegou a ter apenas 21,8% da capacidade. Esse período levou a uma crise hídrica que atingiu Brasília fortemente. Períodos sem água em algumas regiões geraram transtorno aos moradores. O governo do Distrito Federal promoveu campanhas de redução do consumo para lidar com o abastecimento deficiente pelo baixo volume dos reservatórios. Desde 2017, os reservatórios passaram a se recuperar. Segundo a Adasa, o de Santa Maria retomou índices mais elevados da capacidade de forma mais lenta. – o que ocorreu por características próprias do reservatório, como o fato de ser abastecido por pequenos riachos. Em 2018, ele atingiu 50% do volume em abril. Apesar da recuperação, a Adasa segue orientando os moradores a manter práticas de redução de consumo.

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Ministério confirma participação em evento sobre mudanças climáticas

O Ministério do Meio Ambiente divulgou nota hoje (19) confirmando a participação na Semana do Clima da América Latina e Caribe, a ser realizada de 19 a 23 de agosto na cidade de Salvador.  A semana é uma iniciativa da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e funciona como preparação para a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), que ocorrerá em dezembro deste ano no Chile. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, era contrário à realização do evento – José Cruz/Agência Brasil Na última semana, o ministro da pasta, Ricardo Salles, havia se posicionado de forma contrária à realização do evento no Brasil. Segundo a nota publicada no site do ministério, o governo federal vai apresentar uma proposta para debate nas atividades da semana, que reunirá representações de diversos países para discutir desafios relacionados ao fenômeno das mudanças climáticas na região. O Executivo “decidiu formular proposta com ênfase na Agenda de Qualidade Ambiental Urbana e no Pagamento por Serviços Ambientais, através de instrumentos financeiros que visem dar efetividade econômica às atuais e futuras ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Brasil”, diz o comunicado. A intenção é apresentar pautas até a realização da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), em dezembro. O Brasil sediaria o evento, mas desistiu no ano passado.