Conheça os maiores pecados cometidos pelos empreendedores

Dados do Sebrae comprovam que o desejo de empreender do pernambucano é latente. Tanto que só em 2012 mais de 98 mil pessoas se inscreveram no programa Empreendedor Individual, voltado para quem atua sozinho ou com colaboração de um funcionário. Independentemente do tamanho da empresa, alguns cuidados são necessários ao gerir um negócio, principalmente no primeiro ano, período considerado mais crítico, no qual há um maior número de fechamentos. Por isso, para ser um empresário de sucesso vale ficar atento aos maiores pecados dos empreendedores para não cometer os mesmos erros.

O primeiro é justamente abrir uma empresa em uma área só por achar que “dá dinheiro”. “Escuto muito ‘o que está dando dinheiro?’ Esta não deveria ser a pergunta principal. A questão adequada é ‘por qual razão tal negócio está gerando bastante lucro?’”, diz a gerente da unidade de Educação Empresarial do Sebrae PE Isabel Noblat. Segundo ela, quem já começa com a ideia de atuar em qualquer vertente, desde que seja lucrativa, está dando um passo em falso. Visto que os bons resultados provêm da postura e visão do dono diante do mercado, principalmente para micro e pequenas empresas. Então, independentemente do setor de atuação, não há “fonte de ouro”, o sucesso só virá se o proprietário for persistente, comprometido, planejar, enfrentar riscos calculados, ter persuasão e rede de contatos, entre outras qualificações.

Desta forma, o que faz muitas empresas fecharem é o fato do gestor desconhecer o mercado. O empreendedor precisa saber quem são seus clientes, quem têm potencial para ser, quem são os fornecedores e os concorrentes. Diante de mercados dinâmicos e em constante mudança, a pessoa à frente de um negócio precisa ter uma gama de informações e estar sempre atualizado com as tendências do mundo.

Outro fator apontado, que leva ao insucesso, é a montagem de equipes de forma aleatória. Esse pecado acontece quando o gestor contrata os colaboradores por análise subjetiva em vez de analisar o perfil profissional. Alguns empreendedores focam na infraestrutura, mas na hora de investir nos funcionários são desatentos. O potencial de um candidato é importante, por isso contratar as pessoas certas é relevante e requer tempo e habilidade. É necessário conhecer o passado do colaborador, pedindo referências de empregos anteriores, conversando com antigos chefes e colegas de trabalho.

Vale também fazer perguntas que possam revelar qualidades e defeitos – não se deve permitir entrar na empresa quem não se deixaria entrar em sua própria casa. Ainda é preciso vencer o medo (ou angústia) de demitir; isso será necessário algumas vezes para que a empresa cresça. É essencial ter os melhores empregados. No caso dos empreendedores individuais sem funcionários, não se pode eliminar as noções em gestão de pessoas, e lembrar da necessidade de lidar com a clientela.

Sabrina Fagundes dos Santos, 33, é mineira e veio para o Recife há pouco tempo com o intuito de abrir um bar em Boa Viagem. Ela já alugou o ponto e agora se prepara para o desafio.

Recentemente, trabalhou com um conhecido em um restaurante- bar para entender a freguesia da área. A empresária revela também contar com uma parceira para divulgar o local e fazer os contatos com os possíveis clientes e diz já saber qual a carência do público alvo. “Medo de abrir um negócio sempre dá, mas estou estudando o mercado há alguns meses, participo de palestras do Sebrae e estou preparando diferenciais que vão atrair a clientela. Vai dar certo”, exclama.

Fonte: FolhaPE

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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