‘The Economist’ vê Eduardo Campos como potencial presidente

O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, já tem na imprensa estrangeira um simpatizante entusiasmado com a sua candidatura à Presidência: a revista The Economist.

Em reportagem elogiosa, com o título “O modelo de Pernambuco”, o semanário britânico diz que “o sucesso (de Campos) no desenvolvimento do seu Estado pode fazer dele o próximo presidente do seu país”.

“Ele é nominalmente um aliado da presidente Dilma Rousseff. Mas também uma potencial ameaça à reeleição dela”, observa. A reportagem o descreve como “ao mesmo tempo um gestor moderno e um político à moda antiga”.

A tese da revista é de que o desenvolvimento de Pernambuco pode ser atribuído, em parte, ao  governo federal, por meio do Bolsa Família e de investimentos como o do porto de Suape, e em parte ao empenho do governador. Ele soube aproveitar, na visão da revista, os bons ventos econômicos para promover melhorias no Estado.

“O renascimento (de Pernambuco) começou com um novo porto em Suape (…). Suape é um monumento ao dinheiro federal, à política industrial e a uma aliança entre Lula e Eduardo Campos, o ambicioso governador de Pernambuco. Mas o ‘boom’ do Estado vai mais longe”, opina a publicação.

“A renda em ascensão da população ajudou Campos a atrair investimento privado”, diz, dando como exemplo a Fiat, que está instalando uma fábrica no Estado, e um conjunto de indústrias que estão entrando no interior.

Na educação, Campos aumentou salário de professores, lembra a reportagem, e teve ajuda do Instituto de Co-responsabilidade pela Educação (sic), uma entidade privada, para implantar o ensino em tempo integral em escolas do nível médio. Com isso, o Estado tem subido em rankings de performance estudantil.

A revista não deixa de dizer que Campos também é alvo de críticos, segundo os quais ele seria “uma versão moderna de um tradicional coronel nordestino, evitando desafiar a velha ordem rural, negociando apoio por meio de empregos e favores e colocando dissidentes na geladeira”.

Mas o semanário prefere concluir a reportagem realçando os pontos que considera positivos. “Ele enfrentou sindicatos para fazer reformas no ensino e trouxe gerentes privados para hospitais públicos. Ele escolheu centenas de metas para a sua administração (…). Uma das que ele reconhece que terá de alcançar – ou pagar o preço político – é terminar o estádio de futebol a tempo de ser usado na Copa de 2014. Na medida em que os dois principais partidos que presidiram o Brasil desde 1995 estão com falta de novos desafios, o sucesso de Campos em Pernambuco fez dele o político mais visado do País.”

Fonte: Agência Estado

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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