1ª rodada do Mais Médicos seleciona 938 profissionais brasileiros

ÍndiceO Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (6) que 938 profissionais brasileiros selecionados para o primeiro ciclo de contratações do Mais Médicos confirmaram interesse em trabalhar em municípios que aderiram ao programa. Isso representa 6% dos 15.460 médicos requisitados pelas cidades.

Segundo o ministério, os brasileiros selecionados optaram por apenas 404 dos 3.511 municípios do interior do país e de periferias de grandes centros urbanos que demandaram médicos do programa federal. Os 938 selecionados representam apenas 5,6% dos 16.530 brasileiros inicialmente inscritos. Outros 1.920  inscritos, estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, só agora poderão ser chamados.

Diante da baixa adesão, o Ministério da Saúde decidiu permitir que os profissionais brasileiros que já escolheram um município para trabalhar, mas não haviam homologado a presença ou não foram alocados, possam escolher novos locais para atuar durante o contrato de três anos. Eles terão até a próxima quinta (8) para fazer uma nova escolha.

Simultaneamente a esse prazo, o governo irá selecionar os profissionais do exterior que se inscreveram para o Mais Médicos. Os 1.920 candidatos com registro profissional no exterior também terão até quinta para escolher municípios, habilitando-se às vagas dispensadas por brasileiros. A relação dos estrangeiros que serão contratados será publicada em 13 de agosto.

O ministro Alexandre Padilha informou que os médicos já selecionados começarão a trabalhar a partir do dia 1º de setembro.

Quase metade dos médicos brasileiros que haviam chegado à penúltima etapa do processo seletivo não confirmaram o interesse de participar do Mais Médicos. Na última quinta (1º), o ministério havia selecionado 1.753 profissionais com diploma no Brasil para trabalhar no programa. Para assegurar as vagas, eles tinham apenas de confirmar até sábado (3) se aceitavam a opção apontada pelo governo. Porém, 815 médicos não completaram essa fase.

Padilha disse que o governo irá usar todas as estratégias à disposição para preencher as 15.460 vagas do programa. Segundo Padilha, a partir do dia 15 de agosto, data de abertura da segunda rodada de contratações, o ministério irá investir em uma campanha para esclarecer dúvidas de profissionais brasileiros em relação ao programa e reforçar a divulgação da iniciativa fora do país.

Estrangeiros
O ministro também afirmou que deve abrir negociações coletivas com governos estrangeiros e universidades de outros países para preencher os 14.522 postos disponibilizados e que não foram preenchidos nesta primeira etapa.

Indagado se o Executivo pretendia rever a contratação de médicos cubanos, que só prestam serviços fora do país mediante negociações coletivas intermediadas por Havana, Padilha disse que não iria descartar nenhuma nacionalidade.

“Vamos continuar o processo de convocação de brasileiros e de divulgação aos estrangeiros. Ficou evidente que só a oferta de brasileiros será insuficiente para preencher a demanda no interior e nas periferias das grandes cidades”, enfatizou.

Presente na divulgação, o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Antônio Carlos Nardi, disse que houve baixo interesse dos médicos brasileiros pelas vagas na atenção básica, o que, para ele, demonstra a necessidade de contratação de estrangeiros.

“Se o mercado nacional não é capaz de preencher os mais de 15 mil postos vagos, que venham os médicos estrangeiros para preencher essas vagas e dar a resposta que a população brasileira necessita”, defendeu Nardi.

CFM relata problemas
Em nota à imprensa, o Conselho Federal de Medicina apontou problemas relatados por médicos brasileiros que tentaram, mas não conseguiram concluir a inscrição no programa. Segundo o CFM, há casos de profissionais que, embora tivessem selecionado municípios distantes da capital e interessados em receber médicos, não tiveram a inscrição homologada no sistema.

“Apesar de mostrarem disposição para trabalhar em cidades do interior, consideradas de difícil acesso, os profissionais não tiveram suas inscrições homologadas para essas cidades, tendo sido lotados em capitais, ou regiões metropolitanas”, diz o texto.

A entidade também recebeu relatos dando conta de municípios visitados por médicos que, embora tenham médicos contratados pela prefeitura suficientes para atender a população local, aderiram ao programa para substituir os profissionais, que passariam a ser remunerados pelo governo federal.

Fonte: G1

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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