Especialistas divergem sobre manifestações como tema do Enem

O tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) só será conhecido pelos candidatos no momento em que iniciarem a prova. Mas professores e especialistas na prova já avaliam as possibilidades de as manifestações realizadas durante este mês de junho serem ou não solicitadas aos candidatos.

R7 entrevistou especialistas no assunto. Razões técnicas e logísticas podem fazer com que as chances de os protestos serem tema da redação ou caírem em questões de múltipla escolha da prova sejam mínimas.

O professor universitário e sócio da instituição de ensino Primeira Escolha, Tadeu da Ponte, entende ser pouco provável que o tema seja solicitado no exame, embora não descarte uma chance mínima de que o assunto apareça, eventualmente como tema de redação.

— Quanto às questões do Enem, é bem pouco provável porque elas já estão processadas […], então não dá tempo para a prova deste ano. Ela já foi elaborada. Para a redação, até seria possível.

O professor reflete sobre as chances de o tema cair na redação do Enem a partir do objetivo da prova.

— Qual o objetivo de uma redação de vestibular ou do Enem? É avaliar a capacidade escrita do candidato. A intenção da banca sempre é colocar um tema que tenha forte conexão com a realidade, como no caso de provas anteriores com temas como a liberdade sem fio da internet e o Brasil como foco de imigração. Mas estes não foram os assuntos mais falados dos respectivos anos [em que foram temas]. Quanto às manifestações, pode ser que caia, mas vão pedir uma visão bastante crítica para que o candidato não venha com a redação pronta.

Caso o Enem peça para o estudante se manifestar sobre o assunto, a dica do professor é que o candidato evite argumentos prontos.

— Você pode tentar usar um argumento que domina muito em uma coisa que não serve, e assim acaba fugindo do plano da redação. Você tem que analisar e ver o que é relevante para aquele tema. Escreva algo que tem relação com o que é perguntado.

Apesar de poucas chances do tema cair na redação do Enem, Tadeu lembrou, contudo, que a redação de 2011 teve uma questão dos caras pintadas.

— A visão crítica dos movimentos populares está presente constantemente no Enem. Está na matriz de habilidade porque requer o entendimento da sociedade sobre isso.

Já para a coordenadora pedagógica do ensino médio da Oficina do Estudante, Maria Elizabete Castro, o tema deve cair no Enem.

— Para a redação, acredito que deva cair algum tema como democracia, por conta das manifestações que aconteceram em todo País. Além do conteúdo do ensino médio, o estudante precisa adquirir a capacidade de interpretação e leitura. É uma prova muito interpretativa.

Fonte: R7

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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Prévia da inflação perde força, mas é a maior para maio desde 2016

Depois de registrar a maior variação para o mês de abril em 27 anos (+1,7%), a prévia da inflação oficial desacelerou em maio ao avançar 0,59%, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com a variação, a maior para o mês de maio desde 2016 (+0,86%), o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) acumula alta de 4,93% em 2022. Nos últimos 12 meses, o salto dos preços é de 12,2%, patamar mais de três vezes superior à meta estabelecida pelo governo para este ano. Diante da série de altas, o BC (Banco Central) já admite que os índices oficiais de preços vão superar meta estabelecida pelo CVM (Conselho Monetário Nacional) para a inflação em 2022, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2% a 5%), pelo segundo ano consecutivo. No mês, o maior impacto positivo do índice partiu do grupo dos transportes (+1,8%). Ainda que o resultado represente uma desaceleração em relação a abril (+3,4%), a maior contribuição veio do item passagens aéreas (+18,4%), cujos preços subiram pelo segundo mês consecutivo. Os combustíveis (+2,05%) também seguem em alta, embora a variação tenha sido inferior à registrada em abril (+7,5%). Entre os destaques figuram os aumentos da gasolina (+1,2%) e do etanol (+7,8%). Também merece destaque o seguro de veículo (+3,5%), que já acumula 18,2% somente neste ano. Ainda aparecem entre as maiores altas do grupo o preço do táxi (+5,9%), alta influenciada pelos reajustes de 41,5% nas tarifas em São Paulo e de 14,1% em Fortaleza. No Rio de Janeiro, o reajuste de 12,07% das passagens de metrô fez com que o subitem subisse 2,2%. Já a variação do ônibus urbano (+0,17%) foi puxada pelo reajuste de 11,11% no preço das passagens em Belém. Alimentos O grupo de alimentação e bebidas também apresentou alta em ritmo menor neste mês, de 1,5%, ante salto de 2,25% apurado em abril. A maior influência do período foi dos itens para consumo no domicílio (+1,7%). Entre os itens com as maiores altas, o leite longa vida (8%) e a batata-inglesa (+16,8%) representaram os maiores impactos. Ainda houve alta na cebola (+14,8%) e no pão francês (+3,8%), Por outro lado, as frutas (-2,5%), o tomate (-11%) e a cenoura (-16,2%) registraram quedas. Já a alimentação fora do domicílio acelerou na passagem de abril (+0,3%) para maio (1%), principalmente por conta do lanche, que teve alta de 1,9% em comparação a 0,07% no mês passado. Já refeição (+0,5%) apresentou resultado mais próximo ao registrado em abril (+0,45%). Conta de luz A única diminuição de preços entre os grupos foi apurada em habitação (-3,85%), puxada pela tarifa de energia elétrica (-14%). A queda é influenciada pela entrada em vigor da bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. A mudança passou a valer a partir de 16 de abril, após seis meses de bandeira Escassez Hídrica, que estabelecia um acréscimo de R$ 14,20 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos pelas famílias. Em termos regionais, houve quedas desde 17,6%, em Curitiba, até 2,18%, …

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