Inflação oficial volta a ficar dentro da meta do governo

RIO – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,55% em abril, ante 0,47% em março, divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o IPCA acumula alta de 2,50% e, em 12 meses, a variação é de 6,49%. Desta forma, o IPCA voltou ao intervalo perseguido pelo Banco Central, de 2,5% a 6,5%, sendo o centro da meta 4,5%.

No entanto, comparando a taxa em 12 meses registrada em abril do ano passado, de 5,10%, com a deste ano, o índice de preços alcançou “outro nível de inflação”, afirmou Eulina Nunes, da Coordenação de Índices de Preços do IBGE. A principal contribuição no período partiu do grupo alimentação, cujo impacto positivo foi de 3,44 pontos porcentuais.

O resultado de abril veio acima do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperava uma taxa entre 0,42% e 0,54%, com mediana de 0,48%.

A desoneração da cesta básica promovida pelo governo em março teve efeito sobre a inflação de abril, mas o IBGE não soube contabilizar o porcentual. Em maio, o instituto prevê que o índice será impactado pelos reajustes de energia elétrica, gás natural, água e esgoto e táxi.

Remédio e empregado doméstico puxam inflação em abril

Os remédios lideraram a lista dos principais impactos na inflação de abril. O item acelerou 2,99% no mês, por causa do reajuste autorizado sobre os preços em 31 de março, que variou de 2,70% a 6,31%. Assim, o grupo saúde e cuidados pessoais subiu de 0,32% em março para 1,28% em abril e registrou a maior variação entre os grupos no mês passado.

O segundo principal impacto no mês passado foi o do item empregado doméstico, que variou de 1,53% em março para 1,25% em abril. O impacto foi de 0,05 ponto porcentual.

“Ainda que o empregado doméstico tenha desacelerado de um mês para o outro, assim como manicure (de 1,30% para 1,15%) e cabeleireiro (de 1,14% para 0,43%), o grupo das despesas pessoais subiu de 0,54% para 0,61%, sob a influência do item recreação (de -0,72% para 0,14%), informou o IBGE, em nota.

Com o mesmo impacto, de 0,05 ponto porcentual, o item refeição consumida fora de casa ocupou a segunda posição nos principais impactos.

Em abril, o grupo habitação subiu 0,62%; artigos de residência, 0,63%; vestuário, 0,65%; transportes, -0,19%; despesas pessoais, 0,61%; educação, 0,10%; e comunicação, -0,32%.

O grupo alimentação e bebidas seguiu em desaceleração, com taxa de 0,96%, ante 1,14% em março. Os destaques de queda ficaram com o açúcar refinado (-4,50%), açúcar cristal (-3,41%) e óleo de soja (-2,87%). Em contrapartida, as principais altas de preços foram registradas na batata inglesa (16,16%), feijão carioca (9,44%) e feijão mulatinho (7,76%).

Inflação da baixa renda sobe 0,59%

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,59% em abril, após ter registrado alta de 0,60% em março. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

Com o resultado, o índice acumulou uma alta de 2,66% no ano, e de 7,16% nos 12 meses encerrados em abril.

Fonte: Estadão

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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