Mais da metade das cidades não tem médicos suficientes

O Brasil tem 700 cidades sem um médico que resida nos municípios. No País, a razão de médicos por mil habitantes é de 1,83. Em Pernambuco, por exemplo, das 185 cidades, 114 (61%) não atingem, sequer, essa média (ver quadro). Por isso, serão ofertadas 12,4 mil novas vagas para residência, onde há deficiência de profissionais, conforme anunciou o Ministério da Saúde, ontem. Conforme a pasta, essa carência abrange os especialistas não só no setor público, mas também no privado.

Um dado, segundo o diretor do Departamento da Gestão da Educação em Saúde, Felipe de Oliveira, que apoia as medidas do Programa Mais Médicos, está no crescimento do mercado de trabalho. “Nos últimos dez anos foram abertos 146 mil postos de trabalho para o primeiro emprego, mas só tivemos 93 mil egressos”, disse. Até 2014, serão abertos 35 mil novos postos de trabalho em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o foco das discussões sobre o pacote deve ser o interesse da população e comentou que, para isso, está quebrando alguns tabus. O principal deles seria a afirmação de sindicatos e conselhos de que não faltam médicos no Brasil, mas que haveria uma má distribuição deles entre capitais e as cidades do Interior. Para ele, a falta de médicos é evidente no Brasil. “Isso é um falso dilema”, retrucou. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que haja um médico para cada mil habitantes.

Sobre as críticas que o Programa Mais Médicos recebeu de vários movimentos, Padilha foi enfático. “Não venhamquerer cercear o debate. Tragam as suas propostas para o Congresso”, rebateu. O chefe da pasta informou que as medidas que incluem a chamada de médicos nacionais e estrangeiros para o trabalho, reformulação da duração do curso de Medicina e investimentos para a abertura de novas vagas em universidades e de residência médica têm segurança jurídica. Ele mostrou-se confiante que a Medida Provisória passará no Congresso Nacional. “Acho que as entidades médicas devem ler os editais antes de questionar. Acho que não leram”, frisou Padilha.

Pernambuco

Ao tomar conhecimento sobre o estado de greve deflagrado, anteontem, pelos médicos pernambucanos e que pode resultar em uma paralisação por tempo indeterminado, o ministro não deu uma opinião contundente. “O debate deve ocorrer de forma respeitosa. Não vamos tirar vaga de médicos brasileiros, vamos gerar mais emprego”, afirmou Alexandre Padilha.

Segundo ele, a meta do Governo Federal não é gerar concorrência entre o profissional estrangeiro e o nacional, uma vez que o médico brasileiro terá prioridade na contratação e também na escolha da localidade que preferir atuar. Outro ponto mencionado e que descartaria uma concorrência de mercado entre quem vem de fora e os nacionais é que esses profissionais de saúde recrutados no exterior terão trabalho monitorado, em área restrita e por tempo determinado. “O estrangeiro não vai disputar vaga de mercado”, reiterou.

Fonte: Folha-PE

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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Taxa de abandono escolar no Ensino Médio na rede pública mais que dobra em 2021, aponta Inep

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que a taxa de abandono escolar no Ensino Médio na rede pública mais que dobrou no ano passado. Em 2020, o percentual de estudantes que abandonaram instituições foi de 2,3%, enquanto que, em 2021, a taxa foi de 5%. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Inep e integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2021. A primeira etapa foi divulgada no início deste ano (veja mais abaixo). No ensino fundamental, a taxa de abandono escolar foi de 1%, em 2020, para 1,2%, em 2021. A única rede que não apresentou elevação foi a privada. Ainda, segundo o levantamento, a região Norte do país foi a que mais sofreu com o abandono dos alunos. Enquanto o país teve um índice de 5% no ensino médio, juntos, os estados do Norte acumularam uma taxa de 10,1% de abandono. Já na etapa do ensino fundamental, o valor foi de 2,5% nesta região. Taxas de aprovação e reprovação A segunda etapa do Censo apontou ainda para uma redução da taxa de aprovação na rede pública em todas as etapas de ensino em comparação com o ano de 2020. Os dados vem após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação. Ensino Fundamental Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Essa redução de 1,3 ponto percentual entre um ano e outro foi a primeira nos últimos cinco anos. Ou seja, com essa queda na aprovação, consequentemente, houve um aumento na reprovação entre 2020 e 2021. Nos anos finais do ensino fundamental, os índices de aprovação caíram em todas as dependências administrativas da rede pública. Em 2020, essa taxa foi de 97,8%. No ano passado, as aprovações diminuíram para 95,7%. As taxas de reprovação nessa etapa também aumentaram, passando de 0,8% para 2%. Ensino Médio Já no ensino médio, a taxa de aprovação caiu de 95% para 90,8% em relação ao ano de 2020. Esse movimento tem reflexo no índice de reprovação: no ano passado, a taxa nessa etapa de ensino foi de 4,2%, um aumento de 1,5 ponto percentual em comparação com 2020 (2,7%). Os dados vem após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação. Ensino Fundamental Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Essa …

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