Mais Médicos preenche 10,5% do total de profissionais solicitados

ÍndiceO Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (14) que 1.618 profissionais foram selecionados no primeiro mês de inscrições do programa Mais Médicos. O número representa 10,5% dos 15.460 médicos requisitados por 3.511 cidades. Os médicos devem chegar aos municípios a partir do dia 1º de outubro.

De acordo com o balanço final, 1.096 médicos selecionados se formaram no Brasil e 522 no exterior — 358 são estrangeiros e 164 brasileiros com atuação em 32 países do mundo. Argentina (141), Espanha (100), Cuba (74), Portugal (45) e Venezuela (42) são os países com maior adesão ao programa. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que, dos 74 médicos formados em Cuba, nenhum é cubano.

“Para nós, ficou muito claro nesses 15 dias que o Brasil não tem número de médicos para atender todas as áreas do nosso país. Portanto, está correta a estratégia do Ministério da Saúde. O que nos move é levar médico para quem precisa e, para isso, vamos usar todas as estratégias legais que o ministério tem para fazer isso.”, disse Padilha.

Os médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior se concentrarão inicialmente em oito capitais: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. Nessas cidades, participarão de aulas de português e de avaliação sobre a saúde pública brasileira entre os dias 26 de agosto e 13 de setembro. Depois de avaliados, os médicos receberão um registro profissional provisório, restrito à atenção básica e às regiões onde serão alocados pelo programa.

Os selecionados na primeira etapa atuarão em 579 municípios — 67,3% dos médicos atuarão em áreas de extrema pobreza e distritos de saúde indígena. Os outros 32,7% atuarão em periferias de capitais e regiões metropolitanas.

Foram selecionados 261 municípios do Nordeste, 103 da região Sul, 101 da região Sudeste, 78 da região Norte, e 36 da região Centro-Oeste. Dos 18 distritos indígenas selecionados, 15 estão no Norte, dois no Centro-Oeste e um no Nordeste.

O Estado com maior número de médicos alocados é a Bahia, com 144 profissionais. Em seguida, está São Paulo com 134 médicos. Outros estados que tiveram mais médicos foram o Rio Grande do Sul (119), Ceará (117), Goiás (103), Minas Gerais (101), Paraná (98), Amazonas (88), Pernambuco (84) e Rio de Janeiro (70).

Do total de médicos selecionados, 58% são homens e 71% se formaram nos últimos dez anos.

Diante da baixa adesão na primeira rodada de contratações, na qual apenas 938 médicos brasileiros haviam sido selecionados, o Ministério da Saúde permitiu que aqueles que já haviam escolhido um município para trabalhar, mas não haviam homologado a presença ou não foram alocados, pudessem escolher novos locais para atuar.

Assim, outros 158 profissionais com diploma no Brasil confirmaram sua atuação até a última segunda-feira (13). Dos 715 médicos com diploma no exterior que se inscreveram, 522 homologaram a participação.

Calendário
O Ministério da Sáude também divulgou as próximas datas do Mais Médicos. Do dia 15 a 18 de agosto, ocorre a validação final da documentação dos estrangeiros nos consulados e embaixadas brasileiras e a emissão das passagens. No dia 19 de agosto, haverá uma vídeo-conferência com gestores municipais para divulgação das orientações sobre o curso acolhimento dos médicos estrangeiros. Entre os dias 23 e 25, ocorre o curso.

No dia 16 de agosto, o edital para novas inscrições de médicos será publicado e no dia 19 começam as inscrições para municípios e médicos brasileiros e estrangeiros.

Esse será o último mês para inscrição de municípios nessa etapa do programa. As cidades vão poder voltar a se inscrever no final do ano. Segundo Padilha, o objetivo é evitar troca de médicos entre as cidades.

“Isso é uma forma de evitar qualquer movimento de troca de médicos, esse regramento de abrirmos a inscrição uma vez por semestre, impede que tenha uma troca de profissionais, uma troca de vínculos.Isso é fundamental, porque esse é o programa Mais Médicos, não troca de médicos”, disse.

Parcerias
Padilha afirmou que o Brasil tem 1557 municípios com maior deficiência de médicos e que são considerados prioritários. Segundo o ministro, como desses municípios, 703 não foram escolhidos por nenhum médico no programa, eles serão considerados ainda mais prioritários nas negociações bilaterais ou coletivas com outros países para o envio de profissionais.

“Nossa prioridade na parceria coletiva com ONGs, países e universidades, será exatamente esses 703 municípios que não tiveram nenhum tipo de opção do profissional médico”, disse.

O ministro afirmou ainda querer que os médicos “venham o mais rápido possível”, mas não deu datas. De acordo com Padilha, Cuba ofereceu 6 mil médicos e o governo brasileiro segue em negociação com o cubano sobre o tema.

Fonte: G1

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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Bancos oferecem parcelamento de compras via Pix

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250 mil trabalhadores pernambucanos precisam de qualificação até 2025

Com a constante chegada de novas tecnologias, crescem os motivos para o Brasil investir em aperfeiçoamento para os seus profissionais, chegando a uma demanda de 9,6 milhões de trabalhadores que necessitam dessa requalificação. Em Pernambuco os dados apontam para 250 mil. Apesar do alto número, somente 54 mil precisam da formação inicial (para repor inativos e preencher novas vagas). 196 mil são trabalhadores que precisam se atualizar. Essa atualização é necessária em todas as áreas, mas segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, as principais são: Transversais, Metalmecânica, Logística e Transporte, Construção e Alimentos e Bebidas. As ocupações transversais são aquelas que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em Segurança do Trabalho, técnico de Apoio em Pesquisa e Desenvolvimento e profissionais da Metrologia, por exemplo. O mercado formal de trabalho sofreu mudanças consideráveis durante o período de pandemia, e por tal motivo Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), reconhece que sua recuperação pode sofrer certa lentidão, mas que é indispensável priorizar o aperfeiçoamento de quem está empregado e de quem busca novas oportunidades. “Estamos diante de um cenário de baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), reformas estruturais paradas, como a tributária, eleições e altos índices de desemprego e informalidade. Nesse contexto, o Mapa surge para que possamos entender as transformações do mercado de trabalho e incentivar as pessoas a buscarem qualificação onde haverá emprego. E essa qualificação será recorrente ao longo da trajetória profissional. Quem parar de estudar, vai ficar para trás”, avalia.  Fonte: Folha-PE