Modelo de ensino integral é aprovado por 90% dos brasileiros, diz pesquisa

0798ca5e31e36d53f9f89d7a5ccff4d9.jpgA Fundação Itaú Social, em parceria com o Instituto Datafolha, apresentou nesta quinta-feira (19), em São Paulo, o resultado de uma pesquisa nacional realizada com 2.060 pessoas em 132 municípios brasileiros, para avaliar o conhecimento da população sobre o que é educação integral. O resultado aponta que 63% das pessoas com idade a partir dos 16 anos já ouviram falar sobre o tema, sendo que 40% associam o modelo ao aumento de de carga horária e 22% à inserção de atividades extracurriculares.

Quando explicado do que se trata, o números sobre educação integral ganham um perfil otimista. Nove em cada dez brasileiros acreditam que o modelo é importante para o desenvolvimento dos jovens. Entre o motivos que fazem a população exaltar a educação integral, estão a melhora no nível de educação, a ocupação do tempo livre (tira as crianças das ruas) e a preparação do jovem para o mercado de trabalho. A suposta tranquilidade de que o filho está seguro na escola também foi uma das respostas mais recorrentes. Essa, por sua vez, muito lembrada pelos entrevistados das classes econômicas A e B.

Aqueles que não acreditam na proposta de educação integral avaliam que os alunos não precisam passar mais tempo na escola, mas, sim, de mais empenho nas atividades escolares. Outras questões como necessidade de passar mais tempo com a família, o cansaço causado pelas horas extras de estudo e a baixa qualidade das escolas públicas também foram mencionados como pontos negativos do modelo de ensino. Segundo a pesquisa, esse tipo argumento é defendido, principalmente, pelas pessoas com menor escolaridade e nível econômico.

A verdade é que o modelo de educação integral vem ganhando mais atenção dos governos estaduais e municipais em todo País. O motivo para isto é a meta seis do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que metade das escolas de educação básica seja no modelo integral até 2020.

“As crianças, quando expostas ao modelo de educação integral, aprendem mais. Além de gerar um impacto de aprendizagem, também pode ser um mecanismo de equiparação social porque nós identificamos que há uma diminuição de diferenças sociais entre as crianças expostas ao modelo”, ressaltou Antônio Bresolin, coordenador de Avaliação da Fundação Itaú Social, ao citar que, antes dessa pesquisa, foram feitos outros dois estudos, em 2011, que revelam os benefícios e as tendências do ensino integral.

A gerente de Educação da Fundação Itaú Social, Patricia Mota Guedes, avalia que a grande aceitação da população brasileira sobre a educação integral foi surpreendente e animadora. “O modelo é importante porque, se a gente avaliar com outros países, nossas crianças são expostas a pouco tempo de aula. E nós já avaliamos que a educação integral traz ótimos benefícios para o currículo dos estudantes”, comentou. Ela ainda alertou que é importante estar atento para o que o modelo integra, e não seja confundido com um reforço escolar. “A ideia é trazer atividades diferentes. Não é para ser mais do mesmo”. No vídeo, Patricia avalia os benefícios do ensino integral:

MODELOS – No Brasil, existem diversos tipos diferentes implantação da educação integral, porém os mais comuns são três. O primeiro é aquele em que os alunos passam mais de sete horas na escola aprendendo as aulas básicas, além de outros conteúdos como música, teatro, inglês e atividades esportivas. Uma segunda iniciativa é aquela que cria convênios com Organizações Não Governamentais (ONGs) para a promoção de atividades educativas. Já a terceira prevê um vínculo com igrejas ou espaços públicos onde seja oferecida a infraestrutura necessária para as atividades extracurriculares. Dessas, a aceitação maior do público é a primeira. As outras duas esbarram em ressalvas como corrupção nas ONGs e o medo de influenciar os estudantes pelo ambiente religioso.

Fonte: NE10

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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