Oscar Maroni consegue que interdição do Bahamas seja reavaliada pela Justiça

O empresário dos prazeres Oscar Maroni, 61, diz que “não poderia estar mais feliz”. Pudera: abril trouxe decisões favoráveis à sua pessoa física e ao seu maior bem como pessoa jurídica, a boate Bahamas. O clube em Moema (zona sul) está fechado há cinco anos por decisão da Justiça. “Mas é por pouco tempo”, brada Maroni à sãopaulo com sua voz rouca.

A casa foi interditada pela prefeitura em 2007, com Maroni sendo acusado de favorecer a prostituição, e no mesmo ano perdeu todos os alvarás depois que o poder municipal apontar que o estabelecimento ficava dentro da zona de ruído do aeroporto de Congonhas, onde a construção de hotéis é vetada por regulamento da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Acontece que a Justiça considerou que o Bahamas está em local permitido. Em decisão de 5 de abril, é citado um item do regulamento da própria Anac que permitiria a atividade no setor em que está a balada.

A Anac tem agora de emitir um novo relatório para reclassificar o lugar. O Tribunal de Justiça o descreveu como “atividade compatível” com a região –contanto que não ultrapasse em barulho interno 65 decibéis, o equivalente a um aspirador de pó funcionando.

Quatro dias depois do passo em direção à reabertura da casa de encontros, o empresário foi absolvido em segunda instância das acusações de favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos. Ele havia sido condenado em primeira instância a 11 anos e 8 meses de prisão, em 2011. Cabe recurso da decisão.

DECORAÇÃO

Mas Maroni diz não ter tido tempo para comemorar as decisões. Gasta boa parte das horas úteis com preparativos para reativar os 24 quartos, a sauna e a piscina do seu negócio. “A casa reabre em meses”, promete. E diz que vai além das palavras: está já refazendo o interior do imóvel. “Contratei marceneiros, pedreiros. Vai ter um sofá de tecido francês, tudo de muito luxo. Até contratei o [decorador] Sig Bergamin para dar uma nova cara ao Bahamas.”

O decorador das estrelas não confirma estar envolvido no projeto: “Faz 12 anos que não vejo o Maroni. Ele me convidou para decorar uma das casas dele, mas, quando descobri de o que se tratava, não topei. Eu não estou fazendo a decoração”, responde Sig. A ver se o desentendimento também termina na Justiça.

Fonte: Folha de S.Paulo

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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