PSB divulga documento sobre manifestações

Depois de passar pelo menos sete horas reunidos em um hotel na Zona Sul do Recife, na última segunda-feira (1), a Executiva Nacional do PSB, presidida pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, emitiu documento sobre as manifestações.

Nas sete páginas do documento, os socialistas expuseram seus pontos de vista sobre o momento atual da política brasileira, questões referentes a Reforma Política e a possibilidade da realização de um plebiscito.

Confira trechos da coletiva do governador:

Mudanças no processo eleitoral Nós entendemos que tem mudanças no processo eleitoral que podem ser feitas imediatamente sobre temas que são muito importantes para mudar o sistema eleitoral brasileiro. O debate sobre o sistema politico deve continuar sendo feito.

Plebiscito em 2013 Defendemos plebiscito, a escuta da sociedade, mas hoje, o TSE de certa forma já deixou muito claro que é incompatível para 2014 se fazer um plebiscito e a reforma política e ao mesmo tempo preservar o texto constitucional que prevê o princípio da anualidade. Tudo precisa está pronto até o dia 6 de setembro. Precisamos fazer o debate na Câmara e no Senado. A participação popular também deve sugerir ao plebiscito.

O que defende o PSB? O PSB em nota defende mudanças que podem ser feitas essa semana, como fim do voto secreto [nas casas legislativas], das coligações proporcionais que podem valer para 2014, que terão efeitos importantes sobre a vida partidária no Brasil.

A presidente sugeriu cinco temas para o plebiscito [financiamento público, sistema eleitoral, voto proporcional ou distrital, continuidade ou não da suplência para senador, fim ou não do voto secreto em deliberações do congresso, continuidade de coligações proporcionais]. O que achou? Quanto à questão específica, dos cinco quesitos, dois achamos que deve ir a voto imediatamente. Não devemos consultar a população se deve ter voto secreto ou não. Desde já podemos votar o voto aberto e nem perder tempo com isso. Uma outra questão é no que tange o fim de coligações proporcionais. O eleitor que vota naquela posição não vai correr o risco de está elegendo uma posição política na coligação. Para nós isso é claro.

Suplência de senador Nós nunca discutimos esse tema, eu digo que acho importante que possa evoluir nele. Na hora que a gente propor a coincidência de mandatos, e propõe mandatos de cinco anos, a gente está respondendo a essa pergunta porque e deixa de ser necessário a figura do suplente.

Manifestações na rua O PSB coloca de forma clara que o que se manifestou nas ruas há algum tempo a imprensa brasileira é testemunha disso, o PSB vinha manifestando sua preocupação com as mudanças. Então, para nós não é surpresa que as ruas peçam aquilo que o PSB entendia que era uma nova agenda. Havia uma lacuna. A obra de construir uma nação não é uma obra que se finda em 10 anos, em dois governos, nós temos 500 anos de desequilíbrio social, de injustiça acumulada, de certa forma alguns imaginavam a que a agenda estava completa e não é assim. Precisamos entende isso com alegria.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), afirmou que a mando do PT, a presidente Dilma elencou itens para o plebiscito de seu interesse Acho que a presidente sugeriu ao Congresso, os partidos estão sugerindo ao congresso, nós estamos fazendo outras sugestões. É importante que a sociedade sugira ao Congresso. É importante que os outros partidos também opinem sobre isso e acho que a gente tem muita coisa que é possível fazer dentro de um grande entendimento que não limita o governo e oposição. Há questões como o fim do voto secreto. Tem gente do governo que é a favor e tem gente da oposição que pé a favor. O fim das coligações proporcionais à gente sabe que tem posição para todo o gosto no governo e oposição. Entendo que nesse momento a gente precisa olhar além dos horizontes dos partidos. A gente tem que olhar parta o futuro do país. Esse é um olhar que a gente precisa ter. Nós estamos muito tranquilos porque já vínhamos falando disso.

Financiamento público O debate do financiamento que alguns fazer, não estou dando minha opinião, mas dizendo o que eu escuto, é que os partidos teriam uma repartição do pretenso orçamento que união colocaria à disposição das eleições em função dos votos que tiveram na eleição passada. Isso faria com que congelasse de certa forma uma situação. Os que iam ter mais dinheiro seriam os que tiveram mais voto, de maneira que você nunca iria permitir um crescimento de uma força política pelo viés de ter mais estrutura, de fazer uma campanha com mais divulgação, mais qualidade, com mais acesso a meios para chegar as suas plataformas. Quando fazem as contas, dariam que dois maiores partidos políticos teriam mais da metade dos recursos e eu duvido muito que com esse ambiente que está ai qual será o resultado de uma consulta pública sobre esses dois temas.

A queda de Dilma animou o PSB? A posição do PSB não se altera em função de humor de pesquisa. É uma posição política. Estamos com a mesma posição que tivemos sempre. A conjuntura e circunstancias se alteraram e quando se altera você pode ter alteração conjuntural, mas do ponto de vista estratégico a nossa posição é a mesma, de observar que há um novo pacto social, nova agenda que impõe um novo pacto político.

O PSB prefere referendo ou plebiscito? A situação é muito objetiva. Achamos que o Brasil deve usar mais o instituto que está na constituição – plebiscito e referendo. É importante para aperfeiçoar a democracia representativa e aperfeiçoar a democracia participativa.

O PSB já consolidou a ideia de lançar candidato? Nós não discutimos eleição em 2014, pode parecer estranho, mas nosso debate se deu com desejo de ajudar o Brasil a vencer 2013 e vale o que estava dizendo. Em 2014, o PSB e sua militância vão decidir. E vamos decidir com mesma unidade o que decidimos ontem esse roteiro. Estamos unidos em torno desses princípios que estão conseguimos isso com consenso político. Nesta hora é hora de pensar em ganhar 2013. Aprender com tudo isso que está acontecendo a ajudar o Brasil com o que está acontecendo.

Fonte: Blog da Folha

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Clipping
Patamar de rejeição dos candidatos à Presidência é o mais alto desde a eleição de 1989

Em meados de anos eleitorais, um dado além das intenções de voto dos pré-candidatos é fundamental para medir os ventos que sopram sobre a opinião pública: a rejeição. Neste ano, a menos de cinco meses do primeiro turno, os patamares de quem diz “não votar de jeito nenhum” nos postulantes só se igualam aos de agosto de 1989, ano em que o país voltou a ter eleições diretas após a ditadura militar. Levantamento do Globo a partir do banco de dados do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop/Unicamp), Datafolha, Ibope e Ipec revela que, pela primeira vez, um dos dois pré-candidatos mais bem colocados na preferência popular, o presidente Jair Bolsonaro (PL), ultrapassa a barreira dos 50% de rejeição em meados do ano eleitoral. Os dados mostram também que o ex-presidente Lula (PT), pré-candidato ao Planalto, atingiu, em março de 2022, 37% de rejeição na pesquisa mais recente do Datafolha, passando a ex-presidente Dilma Rousseff, que detinha o recorde da sigla em período semelhante da fase pré-eleitoral. Lula está em patamar numericamente superior aos 34% de agosto de 2018, quando estava preso em Curitiba. Apesar de níveis que, em outras eleições, seriam proibitivos, a rejeição a Bolsonaro não anula sua competitividade. Do mesmo modo, ainda que em patamares menos elevados, a reprovação a Lula também não significa alto risco de derrota. Um dos fatores mais relevantes para essa coincidência entre rejeição e intenção de voto é que ambos são extremamente conhecidos pela população e estabeleceram o cenário inédito, desde a redemocratização, de um presidente tentando a reeleição contra um ex-presidente. Apesar de os entrevistados responderem que não votariam “de jeito nenhum” em certo candidato, no dia a dia da opinião pública há possibilidades, sim, de votar no seu rejeitado. — As rejeições não são estáticas e vão mudando ao longo da campanha para mais ou menos, em função das informações que eleitores recebem e dos fatos que ocorrem. O candidato terá o amor e o ódio, depende da eficácia da campanha — explica Márcia Cavallari, CEO do Ipec, empresa fundada por ex-executivos do Ibope, acrescentando. — Além disso, existe outra forma de medir rejeição, a que investiga o potencial de voto. A técnica citada por Márcia geralmente é incluída na parte final dos questionários. Após perguntas sobre intenção de voto, o profissional do instituto acrescenta questões individuais sobre cada político. O raciocínio de quem responde passa a ser diferente, uma vez que ele avalia um por um em vez de todos simultaneamente. — Ao responder um por um, o entrevistado não está buscando ser coerente com ele mesmo, a avaliação é sobre cada político. Esses dados são importantes. Por exemplo, conseguimos cruzar os votos que chamamos de preferenciais, quando mais de um candidato é escolhido no “com certeza votaria”, e os exclusivos, dos respondentes que só escolheram um político para votar sem dúvidas — diz Márcia. Diretor do Cesop/Unicamp, o cientista político Oswaldo do Amaral explica que rejeição e identificação são duas variáveis que caminham juntas e espelham tanto exposição quanto o próprio protagonismo …

Clipping
Preço médio de veículos usados tem 1ª queda após 21 meses seguidos de alta

O preço médio de veículos usados no Brasil sofreu, em abril, a primeira queda após 21 meses consecutivos de alta. Já entre os veículos novos foi registrada a 20ª alta seguida. É o que apontam os dados divulgados esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme o levantamento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, os preços médios de automóveis usados caíram 0,47% na passagem de março para abril. O resultado interrompeu uma sequência de alta iniciada em julho de 2020. Já os preços médios dos automóveis novos subiram 0,44% na mesma comparação, mantendo a trajetória de alta de preços iniciada em setembro de 2020. No ano, os carros novos ficaram 4,86% mais caros, enquanto os preços dos usados subiram 3,36%. Em 12 meses, a alta também foi maior entre os novos: 17,58%, ante 15,48% entre os usados. Crise no setor De acordo com o pesquisador André Almeida, analista da pesquisa realizada pelo IBGE, este movimento nos preços é reflexo da crise enfrentada pelo setor automobilístico diante da pandemia do coronavírus. “Com a pandemia, ocorreu um desarranjo das cadeias globais de produção e, por conta disso, houve falta de peças para a produção de automóveis. Aos poucos, a indústria busca se ajustar ao novo cenário de mercado. A indústria automotiva sofre há meses com falta de peças e componentes eletrônicos, que tem obrigado empresas como Volkswagen a conceder férias coletivas em fábricas para ajuste na produção, apontou a Reuters. Movimento esporádico Para o pesquisador André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, a queda de preços dos automóveis usados observada em abril pode ter sido pontual. “Acho que essa queda de preços apurada em abril é um movimento esporádico. Não dá pra concluir só por um mês que essa queda dos preços seja efeito de juros sobre a demanda, por exemplo”, disse. Com a fila para entrega de veículos novos cada vez maior diante da crise enfrentada pelas montadoras, a demanda pelos veículos usados aumenta cada vez mais. Diante disso, lembrou Braz, o movimento natural dos preços deveria ser de alta, não de queda. “O preço é sensível à demanda. Então, se a demanda está subindo, os preços também deveriam aumentar”, apontou. Um dos fatores que poderiam explicar essa queda de preços registrada em abril, segundo Braz, é do chamado efeito-calendário – abril teve menor número de dias úteis que março. “Pode ser que as concessionárias tenham feito algumas promoções para não deixar o consumo cair durante os dois feriados e, na média, os preços tenham caído um pouco. Um só mês de queda não aponta para uma tendência de queda”, enfatizou o economista. Braz ponderou, no entanto, que a sequência de alta de juros mantida pelo Banco Central para tentar frear a inflação no país tende, nos próximos meses, a pressionar a queda de preços dos veículos. “Se os juros estão mais altos, está ficando mais caro financiar um carro. Isso faria com que a demanda esfriasse e, com isso, os preços recuariam”, …

Clipping
Pesquisa da UFMG mostra subnotificação de casos de covid-19 em 2020

Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) constatou subnotificação no número de óbitos causados pela covid-19 no período de fevereiro a junho de 2020, nas cidades de Belo Horizonte, Salvador e Natal. Com base nos resultados do levantamento, os pesquisadores avaliaram que o número de óbitos pela doença no Brasil em 2020 está subestimado em pelo menos 18%. O estudo foi publicado na revista Plos Global Public Health, no dia 5 de maio. Na pesquisa, coordenada pelo Grupo de Pesquisas em Epidemiologia e Avaliação em Saúde (GPEAS), ligado ao Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG, foram analisados 1.365 atestados de óbito nas três capitais. Os pesquisadores cruzaram dados sobre a mortalidade e informações dos exames médicos, constatando a subnotificação. “Muitas vezes, o óbito ocorreu antes dos exames ficarem prontos, de forma que o médico assistente declarou como causa básica um fator mal definido ou uma doença que, na verdade, foi uma intermediária no processo mórbido”, destacou a professora da Faculdade de Medicina Elisabeth França, que coordenou o estudo. Nos registros oficiais, entre as justificativas dos óbitos estão síndrome respiratória aguda grave (SRAG), pneumonia não especificada, sepse, insuficiência respiratória e causas mal definidas. “A demanda de trabalho para as equipes de saúde era tão grande que também ocorreram erros no registro das causas de morte, como a inversão de causas intermediárias com a causa básica”, acrescentou a coordenadora. Os pesquisadores observaram maior subnotificação entre idosos (25,5%) do que em pessoas com menos de 60 anos (17,3%). De acordo com os pesquisadores, somente no ano de 2020, nacionalmente, houve subnotificação de 37.163 óbitos por covid-19. “Depende do médico a definição da causa que será declarada como básica para o óbito. Precisamos investir na infraestrutura dos serviços de saúde, pois a indisponibilidade de resultados de exames no momento do óbito pode ter sido um dos principais fatores para a subnotificação”, ressaltou França. Fonte: EBC