Terremoto de magnitude 7 mata 156 região central da China

Chinesa entrou em estado de choque ao ver sua casa destruída pelo terremoto - APPEQUIM – Subiu para 156 o número de mortos pelo terremoto de magnitude 7 na escala Richter que sacudiu neste sábado, 20, a província central chinesa de Sichuan, a mesma na qual um sismo de 8 graus de magnitude causou 90 mil mortos há quase cinco anos. Mais de 5,5 mil pessoas estão feridas.

O terremoto, situado a 13 quilômetros de profundidade, aconteceu às 8h02 (21h02 de Brasília) e abalou a comarca de Lushan, na área municipal de Yaan, situada no centro da província, segundo dados do Centro de Redes Sismológicas da China.  O forte tremor pôde ser sentido claramente em Chengdu, situada a 140 quilômetros de Yaan, assim como em outras províncias do oeste do país, em um raio de milhares de quilômetros.

Pelo menos 264 réplicas foram registradas na região, a pior delas com intensidade de 5,4 graus.As cidades mais afetadas até agora foram Longmen e Qingren. Na cidade deGucheng, que possui 3 mil habitantes, 95% dos edifícios desabaram.

A televisão estatal “CFTV” transmitiu as primeiras imagens da zona afetada, na qual a maioria dos habitantes saiu de suas casas e permanece na rua por temer réplicas.Câmeras de segurança nas ruas de Yaan, a capital da comarca (com 1,5 milhão de habitantes), mostraram pessoas correndo assustadas pelas ruas, enquanto os pacientes de um hospital eram retirados.

Um morador de Chengdu relatou à agência de notícias chinesa “Xinhua” que em seu apartamento, situado no 13º andar, pôde sentir o prédio tremendo durante 20 segundos, enquanto via telhas caindo de edifícios próximos.

 Mais de seis mil soldados do Exército de Libertação Popular e aeronaves da Força Aérea foram enviados à região afetada para participar dos trabalhos de resgate e auxílio às vítimas, informou a divisão militar de Chengdu, a capital de Sichuan. Também foram destinadas à zona equipes da Polícia para fazerem buscas por vítimas entre os escombros. Pelo menos 47 pessoas já foram resgatadas por bombeiros nas primeiras horas após o terremoto.

O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, pediram às autoridades e equipes de salvamento que maximizem os esforços de atendimento às vítimas.

Na zona afetada não há luz nem água corrente. Muitos edifícios desabaram, entre eles vários nas localidades de Lushan e Longmen. As estradas estão interrompidas após desmoronamentos, o que também dificulta os trabalhos de resgate.

O oeste da China é uma área de frequente atividade sismológica, por ficar na zona de atrito das placas indiana e asiática. Nas últimas semanas vários tremores de menor intensidade na também ocidental província de Yunnan causaram dezenas de feridos.

Histórico

Em 12 de maio de 2008, um terremoto de 8 graus com epicentro em Weichuan, no norte de Sichuan, deixou 90 mil mortos e 375 mil feridos na maior parte do país e em regiões vizinhas, como Tailândia, Vietnã e Paquistão. O terremoto devastou o país meses antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados em agosto de 2008.

No distrito de Beichuan, em Sichuan, 80% dos edifícios desabaram. A cidade de Yingxiu foi varrida do mapa. Dos 10 mil habitantes, apenas 2,3 mil sobreviveram, sendo que mil ficaram em estado grave após o tremor. Mais de 1,4 milhão de camponeses foram jogados na pobreza absoluta com a destruição de suas casas e da infraestrutura das vilas rurais onde viviam.

Na época, o governo chinês chegou a abrir uma exceção na política de filho único para pais que tiveram seus filhos mortos pelo terremoto. / Com informações da EFE e AP

Fonte: Estadão

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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