Grito dos Excluídos e desfile de ciclistas nus apresentam reivindicações dos recifenses no Dia da Independência

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Passe livre, reforma política e melhorias nos sistemas de saúde e educação voltam à pauta de reivindicações dos recifenses neste sábado (7), Dia da Independência. Dois meses e muitas manifestações depois do protesto que levou pelo menos 52 mil pessoas ao Centro da capital pernambucana, movimentos sociais reúnem-se para voltar às ruas no Grito dos Excluídos, que completa 19 anos este ano. Simultaneamente, ativistas fazem o primeirodesfile ciclístico nu de 7 de setembro.

O Grito dos Excluídos tem concentração às 9h, na Praça Oswaldo Cruz, no bairro da Soledade, na área central. Após manifestação cultural sobre o tema deste ano – Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular -, grupos religiosos progressistas, movimentos sociais, centrais sindicais e a recém-criada Frente de Luta pelo Transporte Público saem, às 10h, pela Avenida Conde da Boa Vista, no bairro de mesmo nome. O destino é a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Santo Antônio, ainda no Centro. A expectativa da organização é que pelo menos mil pessoas participem da manifestação.Mapa_Grito
O ato começa na Praça Oswaldo Cruz e termina ao lado da Feira de Flores (Fonte: Google Maps)

O objetivo do Grito dos Excluídos é mostrar a força das organizações populares. “Fazemos uma demonstração simbólica da força do próprio povo, construída quando ele se organiza”, explica o coordenador do ato, Eduardo Mara.

Para ele, este é um ano atípico de lutas. “Vimos que há muita gente querendo uma mudança e queremos debater com essa nova geração de jovens que foram para as ruas (em manifestações desde junho) um projeto de nação soberana”, afirma. Essa soberania, para Mara, vem através das reivindicações dos grupos que participaram da onda nacional de manifestações através do #vemprarua: reforma política, melhorias em saúde e educação e debate sobre democratização da mídia.

Para a Central Única de Trabalhadores (CUT) em Pernambuco, também estão na pauta questões como o fim do fator previdenciário; a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perdas salariais; além de mais investimentos em saúde e educação. “Seja por qualquer meio – plebiscito, propostas no Congresso -, o importante é que ocorra a reforma política”, defende o presidente da central sindical no Estado, Carlos Veras.

Este ano, o Grito dos Excluídos conta com a participação da recém-criada Frente de Luta pelo Transporte Público. O grupo, que organizou sete protestos no Recife em prol da implantação da gratuidade para estudantes e desempregados no transporte coletivo no Grande Recife e melhorias no setor, compõe o Bonde do Passe Livre.

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A Frente faz o Bonde do Passe Livre (Foto: Reprodução/Facebook)

“O Grito é um espaço que reúne as forças políticas que historicamente participaram da luta de esquerda, onde devemos estar. Antes, já tínhamos os comitês contra o aumento da passagem (de ônibus), mas este ano estamos de maneira mais organizada”, diz uma das lideranças da Frente, Pedro Josephi. O grupo pretende levar máscaras com o rosto do governador Eduardo Campos e do atual secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, o que já foi alvo depolêmicas nos últimos protestos.

CICLISTAS NUS - Um motivo de controvérsia entre as manifestações deste sábado (7) é o passeio ciclístico nu proposto pela Frente de Ativismo do Recife Criativo (Farc). Com concentração às 8h, em frente ao Monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora, no Centro do Recife, a mobilização quer “problematizar a moral e a legalidade”, segundo a página do ato no Facebook.

O debate é baseado no questionamento dos manifestantes sobre os tabus com uma imoralidade da nudez, afirmando que é mais imoral, por exemplo, a corrupção na política. “É chamar atenção para o contexto de hipocrisia moral que vige na nossa organização social, que se importa com o suposto e infundado ‘atentado ao pudor’, ou ‘ato obsceno’, mas que ao mesmo tempo fecha os olhos à discriminação, ao assédio, a formas alternativas de transporte, à exploração capitalista, a miséria”, explica a página da Farc na rede social.

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Os manifestantes querem fazer uma reflexão sobre a imoralidade (Foto: Divulgação)

O evento tinha mais de 350 presenças confirmadas na manhã desta sexta-feira (6). Apesar de seguir o exemplo de manifestações já realizadas pelo mundo, de usar o corpo como forma de protesto e sair nus, a proposta é estar “tão nu quanto você ousar”, chamando também aqueles que não querem sair nus a protestar.

Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Secretaria de Defesa Social (SDS) já avisaram essa semana que quem estiver nu em lugares públicos pode ser preso. “Não se trata de ameaça, mas vamos estar vigilantes. Está no código penal, é crime”, afirmou o procurador criminal José Lopes Filho na JC News.

Fonte: NE10

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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