O consumidor nordestino de baixa renda está diversificando o carrinho de compras e adquirindo produtos de maior valor agregado. Também é a população das classes D e E que está puxando o consumo de bens não duráveis na região, enquanto a classe C supera esse patamar e vai em busca do sonho do carro, da casa e dos eletroeletrônicos. O resultado está na pesquisa Nordeste – Ações vencedoras diante dos novos cenários de consumo apresentada, ontem, pela Nielsen à imprensa e ao mercado local.

Apesar da desaceleração no ritmo da economia, no primeiro semestre deste ano, o Brasil ainda apresentou crescimento de 3,7% no consumo, enquanto o Nordeste ficou quase equivalente, com taxa de 3,5%. Em igual período de 2010, as médias tinhas sido de 4,1% e 6,2%, respectivamente. Segundo o diretor comercial da Nielsen, Mário Ruggiero, a expansão do consumo no Nordeste foi impulsionada, principalmente, pelos consumidores das classes D e E em função da mudança de patamar de consumo da classe C.

“Dois fatores devem ter influenciado essa mudança. Um deles é a mudança de patamar da classe C, que superou as compras de bens não duráveis e passou a apostar nos duráveis. Por outro lado, esse consumo aumentou o grau de endividamento e comprometeu a renda dessa fatia da população”, acredita Ruggiero. O executivo destaca, ainda, que a baixa renda representa mais de 60% da população nordestina.

Outra novidade na pesquisa é o fato de as classes D e E estarem apostando na diversificação da cesta e na aquisição de produtos mais caros. Sucos prontos, bebidas a base de soja, extrato de tomate e água sanitária sem cloro (a exemplo da marca Vanish) passaram a entrar na lista de compras. “Houve uma diversificação e uma qualificação do consumo. Ao invés de comprar um refrigerante, ele leva um suco pronto”, observa o executivo de atendimento da Nielsen, Rodrigo Portela.

A pesquisa da Nielsen aponta que a mudança no hábito de consumo da baixa renda obrigou as empresas de atuação nacional a desenvolverem produtos específicos para a região, adotarem uma política de preço mais acessível e melhorarem a distribuição, na tentativa de fazer os produtos chegarem às prateleiras do pequeno varejo, principal canal de compra desse perfil de consumidor, com participação de 32% contra 28% do Brasil.

As marcas de baixo preço perderam espaço na cesta dos consumidores das classes D e E. Eles querem colocar no carrinho produtos de marca. Bebidas alcoólicas e não alcoólicas, produtos de higiene e para a casa estão entre as categorias onde estão adquirindo itens de maior valor agregado, com a compra de produtos de antes não entravam na cesta. No acaso de perecíveis, ainda persiste a compra de produtos mais baratos nas categorias de perecíveis (com destaque para iogurte), além de mercearia salgada e doce. “Isso porque são categorias onde eles ainda não se inseriam”, acredita Portela.

Fonte: Jornal do Commercio

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Clipping
Presidente: aumento do Auxílio Brasil pode superar efeitos da pandemia

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (24) que o aumento dos índices de inflação tem, entre suas causas, problemas decorrentes do isolamento social, medida de combate à pandemia que, segundo ele, acabou por prejudicar a economia do país. Segundo o presidente, uma medida que pode ajudar na superação desses efeitos negativos causados pela pandemia na economia é o aumento no valor do Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600. As declarações foram feitas durante a cerimônia de inauguração dos Residenciais Canaã I e II, em João Pessoa (PB). De acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, está acumulado em 12,04%, nos últimos 12 meses.

Clipping
Saúde amplia público da campanha de vacinação contra gripe

O Ministério da Saúde informou que a partir de amanhã (25) os estados e municípios poderão ampliar a campanha contra a gripe para toda a população a partir de 6 meses de vida, enquanto durarem os estoques da vacina contra a influenza. Segundo o ministério, a ideia é que a ampliação na vacinação evite casos de complicações decorrentes da doença e impeça eventuais mortes e uma possível “pressão sobre o sistema de saúde”. A campanha nacional de imunização contra a influenza começou no dia 4 de abril. O Ministério da Saúde já distribuiu para estados e o Distrito Federal as 80 milhões de doses contratadas para imunizar a população brasileira. Até o momento, a mobilização contra a doença atingiu 53,5% de cobertura vacinal. Hoje (24), os pontos de vacinação atenderam exclusivamente pessoas que pertencem ao público-alvo da campanha, entre crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas e idosos. Quem faz parte do público-alvo e ainda não se imunizou, também poderá se vacinar após a ampliação da campanha. Para tomar o imunizante da gripe, basta ir a qualquer posto de vacinação. Fonte: EBC

Clipping
Aneel mantém bandeira tarifária verde para julho

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em julho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês. É o terceiro o anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia. Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado nesta semana pela Aneel. Segundo a agência, os aumentos são devido à inflação e ao maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses. Bandeiras Tarifárias Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel. Fonte: UOL