Crise na Europa pode favorecer brasileiros que querem fazer intercâmbio, diz especialista

Se na Europa o momento é de crise econômica, com boatos até de extinção do euro, para estudantes brasileiros que querem fazer intercâmbio no Velho Continente, a hora nunca foi tão propícia.

Essa é a avaliação de Luciano Timm, diretor de marketing e desenvolvimento de negócios da EF, agência de intercâmbio cultural e viagens educacionais.

– Nossos valores são cotados em dólar, independentemente do lugar onde a pessoa for estudar. Então, para as pessoas que estão no Brasil comprando o programa, quanto à volatilidade da moeda, vale avaliar o bom momento da flutuação do câmbio. Uma vez entendido que há um patamar de oscilação, não serão US$ 50 ou R$ 100 a mais ou a menos que vão impactar uma compra que totaliza US$ 3.000 [cerca de R$ 5.430], ainda que nos assustemos muito quando há flutuação.

Segundo Timm, uma vez que o aluno estiver no exterior, a desaceleração não será um problema.

– Na Europa, a Inglaterra é o destino mais procurado pelos brasileiros. Ainda que seja uma das economias com a moeda mais estável, há uma há uma deflação ou uma estagnação econômica, e isso facilita de novo. Há mais ofertas, promoções, oportunidades para os alunos de ir ao teatro, fazer viagens de final de semana, piquenique no parque. Intercâmbio não é só estudar na escola, é viver o idioma. Eu diria que o momento nunca foi tão propício para os brasileiros viajarem.

Carlos Alberto Safatle, economista, conselheiro do Cofecon (Conselho Federal de Economia) e professor de economia da PUC-SP, reforça que a mãe que vai mandar o filho fazer intercâmbio na zona do euro não tem com o que se preocupar.

– Não tem porque o descontrole não vai chegar a esse ponto [de extinção da zona do euro]. A Alemanha e a França, apesar de os bancos terem feito muitos empréstimos, já montaram um plano de resgate para socorrer os países em dificuldade, com o compromisso de cada país acertar as contas públicas.

Timm lembra que, de modo geral, nota-se uma “simpatia global” por brasileiros.

– Pelo que escutamos dos nossos alunos, à primeira vista nós somos muito bem recebidos. É a hora de viajar e aproveitar também esse momento econômico.

De acordo com o diretor da EF, o bom momento já reflete na procura na agência.

– Registramos um aumento de 39% em relação a esse mesmo período do ano passado.

Fonte: R7

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Clipping
Taxa de abandono escolar no Ensino Médio na rede pública mais que dobra em 2021, aponta Inep

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que a taxa de abandono escolar no Ensino Médio na rede pública mais que dobrou no ano passado. Em 2020, o percentual de estudantes que abandonaram instituições foi de 2,3%, enquanto que, em 2021, a taxa foi de 5%. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Inep e integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2021. A primeira etapa foi divulgada no início deste ano (veja mais abaixo). No ensino fundamental, a taxa de abandono escolar foi de 1%, em 2020, para 1,2%, em 2021. A única rede que não apresentou elevação foi a privada. Ainda, segundo o levantamento, a região Norte do país foi a que mais sofreu com o abandono dos alunos. Enquanto o país teve um índice de 5% no ensino médio, juntos, os estados do Norte acumularam uma taxa de 10,1% de abandono. Já na etapa do ensino fundamental, o valor foi de 2,5% nesta região. Taxas de aprovação e reprovação A segunda etapa do Censo apontou ainda para uma redução da taxa de aprovação na rede pública em todas as etapas de ensino em comparação com o ano de 2020. Os dados vem após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação. Ensino Fundamental Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Essa redução de 1,3 ponto percentual entre um ano e outro foi a primeira nos últimos cinco anos. Ou seja, com essa queda na aprovação, consequentemente, houve um aumento na reprovação entre 2020 e 2021. Nos anos finais do ensino fundamental, os índices de aprovação caíram em todas as dependências administrativas da rede pública. Em 2020, essa taxa foi de 97,8%. No ano passado, as aprovações diminuíram para 95,7%. As taxas de reprovação nessa etapa também aumentaram, passando de 0,8% para 2%. Ensino Médio Já no ensino médio, a taxa de aprovação caiu de 95% para 90,8% em relação ao ano de 2020. Esse movimento tem reflexo no índice de reprovação: no ano passado, a taxa nessa etapa de ensino foi de 4,2%, um aumento de 1,5 ponto percentual em comparação com 2020 (2,7%). Os dados vem após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação. Ensino Fundamental Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Essa …

Clipping
Pernambuco registra, nesta quinta-feira (19), cinco mortes e 115 casos de Covid-19

Pernambuco notificou cinco mortes por Covid-19 segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). O boletim também notificou mais 115 casos da doença. Entre os casos confirmados desta quinta, seis são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), o que equivale a 5% do total. Já os casos leves totalizaram 109 (95%). Agora Pernambuco totaliza 21.678 mortes e 931.769 casos confirmados da doença – sendo 58.586 graves e 873.183 leves. Fonte: Edenevaldo Alves

Clipping
Inverno deve ser mais frio em 2022 por conta do fenômeno ‘La Niña’

O frio intenso em pleno outono, com algumas cidades brasileiras registrando até neve e ciclone, tem chocado a população, que se questiona se o inverno, que ocorre entre 21 de junho e 23 de setembro e já apresenta um clima gelado habitual em parte do país, pode ser ainda mais frio neste ano. Para dois meteorologistas entrevistados pelo R7, essas condições devem se repetir com mais frequência e tornar o inverno mais rigoroso, especialmente nos estados do centro-sul do Brasil. O grande culpado é o fenômeno chamado de ‘La Niña’ — causado pelo resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico —, que acentua eventos climáticos extremos em diversos países.  “O La Ninã influencia as temperaturas a serem mais baixas, e consequentemente as massas de ar que se originam no polo Sul pode chegar aqui mais intensas e causar frios recordes”, diz o meteorologista do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) Cléber Souza. “Ela favorece o frio intenso principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, e também no sul da Amazônia, que pega principalmente o Acre e Rondônia. (…) Como também favorece nessas mesmas áreas a ser menos chuvoso e seco.”  Já a meteorologista da FieldPRO Dóris Palma prevê que o efeito não deve impactar tanto na falta de chuvas – que causaram uma seca histórica no final de 2021. As mínimas, porém, deverão ser mais baixas. “A máxima fica dentro da média, então não teremos grandes desvios. Mas as manhãs tendem a ser mais frias que o normal entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina por conta da influência do fenômeno. Ele não tende a causar eventos extremos durante o inverno [no Brasil]”, comenta.  Fonte: R7