Futuros médicos engrossam estatísticas de fumantes no País, diz pesquisa

Pesquisa feita com estudantes de medicina revelou que 5,1% deles eram fumantes diários e 11,2% eram fumantes eventuais (Foto: Divulgação - Site stock.xchng)

Um estudo realizado na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, feito com universtários da área de saúde mostrou um alto índice de tabagismo entre futuros médicos.

O resultado chama atenção para a urgente necessidade de estratégias mais eficazes de prevenção e de cessação do tabagismo entre os jovens.

Participaram da pesquisa 316 alunos (média 22 anos) da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo. Eles responderam a um questionário sobre o consumo e atitudes relacionadas ao tabagismo, além de terem sido classificados em fumantes diários, fumantes ocasionais, ex-fumantes e não fumantes.

Eis os resultados: 5,1% dos pesquisados eram fumantes diários e 11,2% eram fumantes eventuais – e quando a gente considera estes últimos, sabemos que são pessoas que terão mais de 50% de chance de se tornar fumantes diários.

“A prevalência é relativamente baixa em comparação com outras faculdades de medicina do País e do exterior. Nossa expectativa, contudo, seria a de que nenhum acadêmico de medicina atualmente fumasse mais”, explica o médico Luiz Carlos Corrêa da Silva, professor de pneumologia da Faculdade de Medicina de Passo Fundo e um dos responsáveis pelo estudo.

Para ele, especialmente no caso de jovens universitários da área da saúde, falta no processo educativo maior incorporação de atitudes e mais atuação de campo junto à população. Além da falta de políticas públicas, o médico pneumologista afirma que existem outros fatores que acabam incentivando principalmente jovens e adolescentes ao hábito de fumar.

“A indústria já percebeu que o adolescente tem grande vulnerabilidade e fez dele um de seus principais focos de negócio na promoção do tabagismo”, afirma. Segundo o médico, os jovens são movidos, especialmente, por influências de amigos, pela sensação de poder ou até mesmo para contestar os mais velhos e as regras.

“A atração pelo risco, a sensação de aparentar ser mais velho e a combinação do cigarro com a bebida alcoólica, além da mídia promovida pela indústria do tabaco, são outros fatores que atraem esse público ao primeiro cigarro”, alerta Luiz Carlos Corrêa da Silva.

Fonte: Blog Casa Saudável

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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