Governo deve ampliar exigência de nacionalização para frear ainda mais a entrada de importados

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse hoje (9) que o governo deve ampliar a exigência de conteúdo nacional como forma de barrar a concorrência dos produtos importados. Para justificar a proteção, o ministro usou a China como exemplo ao comparar a taxa de nacionalização do setor automobilístico brasileiro, recentemente ampliada para 65%, mas ainda bem abaixo da exigência chinesa, de 90%.

“Vamos aumentar as exigências de conteúdo local de todas as cadeias estratégicas. Isso vale para TICs [Tecnologia da Informação e da Comunicação] e indústria automobilística”, disse o ministro ao participar de um encontro da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em São Paulo.

O ministro reiterou que essa é uma determinação da presidenta Dilma Rousseff e que o governo usará todos os instrumentos disponíveis para evitar a prática de dumping (venda ao exterior por preço abaixo do praticado no mercado de origem). “Não podem dizer que tomamos medidas protecionistas porque não estamos liderando a lista de países protecionistas”, disse Mercadante. Segundo ele, o governo está tomando todo o cuidado para não ferir as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Mercadante informou que o desafio do governo é a indústria de componentes. “A política do tablet [computador portátil em forma de prancheta] foi um sucesso e deve ter mais valor agregado. Já temos seis empresas produzindo e já estamos a caminho da sétima. O desafio do governo é a indústria de componentes de TICs. Temos que aproveitar este momento que o Brasil tem força para atrair investimentos”.

Ele informou aos empresários que o governo está disposto a acatar uma proposta do setor da indústria eletroeletrônica, que seja reservada uma parte dos fundos setoriais para aquisição de produtos no mercado interno. Ele também se manifestou favorável ao estudo de elevação do Imposto de Importação dos produtos eletroeletrônicos.

Fonte: Agência Brasil

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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Taxa de abandono escolar no Ensino Médio na rede pública mais que dobra em 2021, aponta Inep

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que a taxa de abandono escolar no Ensino Médio na rede pública mais que dobrou no ano passado. Em 2020, o percentual de estudantes que abandonaram instituições foi de 2,3%, enquanto que, em 2021, a taxa foi de 5%. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Inep e integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2021. A primeira etapa foi divulgada no início deste ano (veja mais abaixo). No ensino fundamental, a taxa de abandono escolar foi de 1%, em 2020, para 1,2%, em 2021. A única rede que não apresentou elevação foi a privada. Ainda, segundo o levantamento, a região Norte do país foi a que mais sofreu com o abandono dos alunos. Enquanto o país teve um índice de 5% no ensino médio, juntos, os estados do Norte acumularam uma taxa de 10,1% de abandono. Já na etapa do ensino fundamental, o valor foi de 2,5% nesta região. Taxas de aprovação e reprovação A segunda etapa do Censo apontou ainda para uma redução da taxa de aprovação na rede pública em todas as etapas de ensino em comparação com o ano de 2020. Os dados vem após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação. Ensino Fundamental Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Essa redução de 1,3 ponto percentual entre um ano e outro foi a primeira nos últimos cinco anos. Ou seja, com essa queda na aprovação, consequentemente, houve um aumento na reprovação entre 2020 e 2021. Nos anos finais do ensino fundamental, os índices de aprovação caíram em todas as dependências administrativas da rede pública. Em 2020, essa taxa foi de 97,8%. No ano passado, as aprovações diminuíram para 95,7%. As taxas de reprovação nessa etapa também aumentaram, passando de 0,8% para 2%. Ensino Médio Já no ensino médio, a taxa de aprovação caiu de 95% para 90,8% em relação ao ano de 2020. Esse movimento tem reflexo no índice de reprovação: no ano passado, a taxa nessa etapa de ensino foi de 4,2%, um aumento de 1,5 ponto percentual em comparação com 2020 (2,7%). Os dados vem após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação. Ensino Fundamental Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Essa …

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