Termina carreata de bombeiros no RJ

No domingo, 3 de julho, bombeiros fizeram um ato na praia de Copacabana (Foto: Tássia Thum / G1)

Terminou de forma pacífica a carreata dos bombeiros na manhã desta sexta-feira (15), após o comboio seguir pela Avenida Brasil até Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), em Guadalupe, no subúrbio da cidade, em protesto ao impedimento de quatro colegas de participarem da formatura do curso de sargento.

Os quatro militares estão entre os mais de 400 bombeiros que foram presos em junho, após a invasão ao Quartel Central da corporação. O governo do estado do Rio esclareceu que esses formandos estão sob judice e, por isso, não podem ser promovidos. Eles foram autorizados a terminar o curso, mas precisam aguardar a decisão da Justiça.

Os manifestantes acompanharam o evento de formatura e a movimentação foi tranquila no local, de acordo com o governo. Segundo o cabo Renan Labre, eles não foram autorizados a participar dos ensaios da formatura. “Eu sou um dos quatro, nós passamos a semana vendo todos ensaiarem, separados da tropa”, afirmou.

Adesivos proibidos
Na semana passada, pouco mais de um mês após a invasão ao Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no Centro do Rio, o comando-geral da corporação proibiu a entrada de veículos com adesivos ou qualquer outro tipo de manifestação dentro dos quartéis do estado. A decisão foi publicada no boletim oficial da Secretaria estadual de Defesa Civil.

De acordo com a decisão, fica proibido o trânsito de veículos, especialmente oficiais, em áreas administradas pela corporação, portando “banners, adesivos, fitas, bandeiras, pinturas, faixas, adereços, adornos ou acessórios que façam referência, explícita ou implícita, aos fatos ocorridos durante movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho”.

A invasão ao Quartel Central aconteceu na noite do dia 3 de junho, numa manifestação por melhores salários e condições de trabalho. Após o protesto, mais de 400 militares foram presos. Eles foram soltos uma semana depois. O habeas corpus foi conseguido por um grupo de deputados federais. Na época, o governo anunciou reajuste salarial e criação de nova secretaria.

No fim de junho, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei substitutivo que reunia o texto de três propostas que tratam da anistia aos cerca de 400 bombeiros e dois PMs envolvidos no caso. Os projetos foram aprovados em caráter conclusivo (sem necessidade de ir ao plenário).

Os bombeiros respondem à ação penal militar pelos crimes de motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais, e em estabelecimentos militares.

Fonte: G1

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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