União de Gol com WebJet pode gerar economia de R$ 100 mi em dois anos

A integração entre as companhias aéreas Gol e WebJet devem gerar uma economia de R$ 100 milhões nos dois primeiros anos após a fusão das operações das duas empresas. A estimativa é do presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior. A compra foi anunciada na semana passada por R$ 311 milhões.

Ele citou como atrativo, além das rotas da WebJet, o fato de a empresa operar com aeronaves fabricadas pela Boeing, como as usadas pela Gol.  O executivo disse que a estimativa é de, num prazo de 18 a 24 meses após a aprovação do negócio pelos órgãos reguladores, renovar toda a frota da WebJet.

– A WebJet opera com 737-300, modelo mais antigos do que os nossos, mas o fato de os nossos aviões serem do mesmo fabricante torna mais fácil o treinamento da equipe.

Os contratos de leasing das aeronaves da WebJet somam cerca de R$ 120 milhões e vencem em dois ou três anos. Como a Gol pretende renovar a frota da WebJet em até dois anos após a aprovação da compra da empresa pelos órgãos reguladores, esses contratos de leasing devem ser renegociados.

A WebJet foi avaliada em R$ 310,7 milhões. Desse total, cerca de R$ 215 milhões são dívidas financeiras que serão assumidas pela Gol. Os outros R$ 96 milhões serão pagos ao empresário Guilherme Paulus, dona da companhia aérea.

Oliveira Junior disse que a união não muda a estratégia da empresa de popularizar o transporte aéreo no Brasil e na América do Sul. Assim, as tarifas de baixo custo da companhia serão mantidas e o quadro de funcionários poderá até ser ampliado.

A compra da Webjet, cuja marca deverá desaparecer após a aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico), não vai mudar a política de preços baixos praticados pela Gol, explica Constantino.

– A Gol vem mantendo a estratégia de tarifa baixa e, na medida do possível, estamos mantendo os preços baixos. Às vezes, dá para comprar passagem aérea mais barata que as de ônibus. Vamos manter essa estratégia com a compra da Webjet, que vem desde 2001, quando compramos a empresa [Gol], de estimular a demanda, claro que respeitando os custos de insumos da indústria.

Além do preço para o consumidor, outro temor comum quando ocorre uma associação de empresas ou uma aquisição é o corte de funcionários. De acordo com Constantino, a Webjet tem o mesmo foco da Gol, de oferecer tarifas de baixo custo e, por isso, já tinha poucos colaboradores, o que afasta o risco de demissões.

– A estratégia da Webjet pressupõe uma estrutura enxuta no quadro de pessoal e tem um nível de terceirização mais alto que o da gol. Por ter esse quadro ser tão enxuto, não acredito que tenhamos um processo de demissão. Pelo contrário, à medida que renovar a frota com o padrão da Gol e tornar essa frota mais produtiva, isso vai nos permitir continuar o processo de contratação que temos hoje.

Por que comprar a Webjet?

O presidente da vice-líder do mercado brasileiro de aviação civil – a primeira é a TAM – afirmou que a proposta de trabalho parecida e a possibilidade de redução de custos operacionais motivaram a compra da Webjet.

comandante da empresa não descartou, entretanto, que alguns voos da Webjet sejam remanejados e cancelados, já que a Gol já tem decolagens para os mesmos destinos em horários parecidos.

– A Webjet tem o mesmo perfil e proposta da Gol, com estrutura enxuta e tarifas competitivas, o que já facilitaria a integração da companhia. Outro ponto positivo é o fato de operarem aeronaves de geração anterior à nossa, o que deixa o treinamento dos tripulantes mais barato. Então, não teremos que fazer uma reestruturação. Vamos conseguir não só manter a consistência operacional como também tornar o serviço mais atraente com custo baixo para nosso cliente.

Fonte: R7

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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Quatro a cada dez brasileiros aptos estão sem terceira dose de vacina contra a Covid

O mês de maio já pode ser considerado o de menor avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil em 2022, refletindo a estagnação do patamar de cobertura atingido. Nos primeiros 15 dias, a média diária de doses aplicadas foi de 250 mil, uma queda de 40,7% em relação ao mesmo período de abril. A aplicação da terceira dose caiu 57,6% na primeira quinzena deste mês, em comparação com abril, apesar de quatro a cada dez brasileiros aptos (acima de 18 anos e que tenham tomado a segunda dose há mais de quatro meses) ainda não terem recebido o reforço. Dos 143 milhões de pessoas que tomaram as duas doses ou a dose única e, portanto, estariam elegíveis para a terceira dose, 86,5 milhões (60,5%) tomaram o reforço. Cerca de 56,5 milhões de indivíduos estão com apenas duas doses. Outros 18,5 milhões tomaram somente a primeira dose até agora. A vacinação havia ganhado fôlego no primeiro trimestre, com a inclusão de crianças de cinco a 11 anos. Nos primeiros 15 dias de fevereiro, por exemplo, 1 milhão de doses foram aplicadas, patamar que caiu para 630 mil na primeira quinzena de março e para 422 mil no mesmo período de abril. “Preocupa, neste sentido, a estagnação no crescimento da cobertura vacinal na população adulta, além da desaceleração da curva de cobertura de terceira dose, especialmente pela adesão substancialmente menor de adultos à aplicação da dose de reforço”, alertam pesquisadores do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em um boletim divulgado na quinta-feira (19). O médico Renato Kfouri, membro da diretoria da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 do Ministério da Saúde, concorda que há pouco espaço para aumentar o número de pessoas vacinadas. “Estamos chegando perto desse número final, em que se consegue avançar muito pouco. Sempre há espaço para avançar mais, mas em um ritmo muito lento – aquilo que a gente vacinava em um dia agora vacina em dois meses.” O ideal, segundo o especialista, seria uma cobertura vacinal de 90% com três doses, mas atualmente, 88,9% dos brasileiros com cinco anos ou mais (que podem ser imunizados) tomaram a primeira dose. Destes, 82% receberam o esquema de duas doses ou dose única. Para a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), a percepção de risco sobre a doença tem um papel na queda da busca pela imunização. “Continuamos com transmissão ainda da doença, com mortes, e agora estamos vendo um aumento de positividade das amostras. Também tem um efeito da diminuição das pessoas procurarem o teste. Elas têm uma síndrome gripal, a percepção do risco é menor. Tem uma dificuldade de ter bons indicadores sobre a doença.” A média móvel de novos casos de Covid-19 nos últimos sete dias está em 17,7 mil, uma alta de quase 18% em relação ao observado há duas semanas. Ainda assim, é um patamar baixo, mas que certamente está envolto em um grande número de diagnósticos subnotificados, segundo os especialistas. …

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