Arte aliada a Medicina ajuda grupo de pacientes e familiares

“A arte na Medicina às vezes cura, de vez em quando alivia, mas sempre consola”. É com esse slogan que o programa “A Arte na Medicina” se propõe a levar solidariedade e esperança aos corações de pacientes e familiares que estão internados ou que vão se consultar no Hospital Universitário Osvaldo Cruz (Huoc). A ação já possui 17 anos e conta com 16 projetos. A ideia será disseminada no 50° Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem), que irá ocorrer na sede da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, entre os dias 11 a 14 deste mês.

É a quarta vez que a Universidade de Pernambuco (UPE) participa do congresso. No entanto, este ano, a quantidade de projetos apresentados será maior. Serão divulgados cinco dos 16. “Isso mostra como existe, no universo brasileiro, uma sensibilização maior da arte como uma proposta de saúde. Representa uma oportunidade para apresentarmos nossa forma de trabalho, que deve ser divulgada no mundo inteiro”, atestou o coordenador do programa e clínico geral, Paulo Barreto Campello. A expectativa é que em torno de 3,5 mil profissionais de saúde de todo o País e do exterior participem do evento. Dentre eles, são esperados representantes de mais de 170 universidades públicas e privadas do Brasil.

Ainda, de acordo com o coordenador do “Arte na Medicina”, vão ser realizadas, no Cobem, três oficinas de comunicação na saúde e de arteterapia aos congressistas. “Vamos usar vídeos, cordéis, cartoons e a arteterapia, para que os participantes vivenciem essa prática”, afirmou Paulo Barreto. Além do médico em questão, outros dois professores da UPE – Wílson Freire e Carlos Reinaldo Marques – irão participar do evento.

A ideia de criar o programa surgiu com o próprio Paulo Barreto. “Eu resolvi utilizar a arte como uma proposta na área de saúde. A cada ano, fomos tendo novas ideias, sempre voltadas para a humanização e a contribuição terapêutica. Podemos dizer que a melhora nos pacientes é visível. A gente ainda não quantificou esse avanço clínico oficialmente, mas a maioria dos pacientes que conseguiu se curar foi encaminhada para produtoras de vídeos, viraram monitores de dança, de fotografia”, contou o coordenador do programa. Conforme o médico, as oficinas realizadas com os pacientes os fa­zem sair “daquele pensamento fixado na doença e conseguir entender que ele é capaz de realizar outras atividades”, explicou.

A quantidade de pessoas que participam do programa não é determinada pelo fato de serem quaisquer pacientes que estão em atendimento no Huoc. Já os alunos dos cursos de saúde podem participar de uma disciplina eletiva chamada arteterapia, dentro da própria universidade. “Com essa disciplina, eles têm a ideia de como a arte é uma importante ferramenta na vida futura deles, como um médico”, atestou Paulo Barreto Campello.

Fonte: Folhape

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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