Londres 2012: As transformações para os Jogos e o que o Rio pode esperar

A 100 dias da abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, os organizadores do evento dizem que estão hoje como sonhavam estar há quatro anos, durante a fase inicial de construções.

A região de Stratford, no leste de Londres, foi totalmente transformada – prédios abandonados, lixões e desmanches de carros deram lugar a um Parque Olímpico com construções modernas e novos marcos para a cidade.

Com pouco mais de quatro anos para os Jogos seguintes, o Rio de Janeiro pode esperar o mesmo tipo de transformação? Para mostrar as semelhanças e as diferenças entre o que ocorreu em Londres com os preparativos para as Olimpíadas nos últimos quatro anos e o que deve ocorrer no Rio até os Jogos de 2016, a BBC Brasil conversou com executivos das duas organizações responsáveis pelas obras dos Jogos nas duas cidades.

Fundamental para regeneração
Para Dennis Hone, diretor-executivo da Olympic Delivery Authority (ODA), de Londres, a realização dos Jogos foi fundamental para a regeneração verificada numa das áreas consideradas mais carentes da capital britânica. ”O total de dinheiro público colocado nos Jogos é 9,2 bilhões de libras (cerca de R$ 26,8 bilhões). Esse investimento não aconteceria nessa região de Londres sem os Jogos. Ou se acontecesse, seria num período de tempo muito mais longo”, diz. ”Dizemos que a área passou por 30 anos de recuperação em 5 anos”, afirma.

O ex-ministro das Cidades Márcio Fortes, atualmente presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), tem uma visão diferente sobre o impacto que a Olimpíada deve ter sobre as obras de infraestrutura e desenvolvimento no Rio de Janeiro. ”Mesmo antes da escolha do Rio para sediar a Olimpíada de 2016, já tínhamos o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que já previa projetos de infraestrutura da ordem de R$ 9 bilhões, para tratar de habitação, saneamento, transportes, temas fundamentais para a melhoria da vida na cidade”, observa.

– Há algumas obras fundamentais, como instalações esportivas, o centro de mídia, a Vila Olímpica, a vila de árbitros. E segurança, saneamento e transporte específico para a área dos Jogos. Mas o resto seria feito independentemente de Olimpíada – afirma. Segundo ele, o fato de a cidade ter abrigado ou estar se preparando para abrigar outros eventos de grande porte – Jogos Panamericanos, Jogos Militares Mundiais, Copa do Mundo, Copa das Confederações, além da conferência Rio+20 e da visita do papa Bento 16 programada para o ano que vem – também tira o peso da Olimpíada como único fator gerador de regeneração e investimentos em obras.

– A Olimpíada está numa série, não é um fato isolado”, comenta Fortes. “Temos uma série de outros eventos preliminares aos Jogos, que serão o coroamento dessas atividades.

Concentração
Em Londres, os organizadores optaram por concentrar os principais locais de competição na região de Stratford, incluindo o estádio olímpico, o centro aquático, a arena poliesportiva e o velódromo, além da Vila Olímpica e do centro de mídia – todas construções novas em uma área completamente degradada.

No Rio, o Parque Olímpico da Barra, construído sobre uma área de mais de 1,8 milhão de metros quadrados, será montado em uma região nobre da cidade, que já conta com boa infraestrutura. No local estarão o centro de mídia e a Vila Olímpica para os atletas, além de locais de competições como o centro aquático e a arena de ginástica.

A abertura do evento, porém, será realizada no estádio do Maracanã, que passa por uma reforma para abrigar antes a final da Copa do Mundo de futebol, em 2014. Os eventos do atletismo, considerados os mais nobres dos Jogos, acontecerão no Engenhão, estádio construído para os Jogos Panamericanos de 2007 na mesma região que o Maracanã.

Além das regiões da Barra da Tijuca e do Maracanã, os Jogos do Rio estarão dispersos em mais dois polos na cidade: área litorânea (Copacabana, Marina da Glória e Lagoa Rodrigo de Freitas), onde serão disputadas competições como vôlei de praia, remo e iatismo, e Vila Militar/Deodoro, na zona oeste, onde haverá competições como hipismo, tiro, esgrima e mountain bike.

Benefícios
De certa forma, a concentração verificada em Londres torna o impacto da Olimpíada sobre a transformação da região do Parque Olímpico mais intenso que no Rio. Dennis Hone cita entre os benefícios diretos para os moradores daquela região a construção da estação de trens e metrô de Stratford, que concentrará a segunda maior quantidade de conexões de transporte em toda a capital britânica, atrás somente da estação de King’s Cross, no centro da cidade.

Além disso, ele cita a abertura recente do shopping center Westfield naquela área, como reconhecimento do processo de recuperação por que passa a região. “Eles não teriam investido 1,5 bilhão de libras para construir aquele enorme shopping center se não fosse pela Olimpíada ali do lado e pela regeneração que está acontecendo naquela área”, observa.

Segundo ele, somente o investimento da Westfield foi responsável pela criação de 10 mil novos empregos no leste de Londres. “Tudo isso é um benefício indireto de sediar os Jogos”, afirma. No caso do Rio, Márcio Fortes vê a promoção turística e a renovação do setor de hotelaria como um dos grandes benefícios indiretos para a cidade.

– Vamos estimular o aperfeiçoamento de trabalhadores, nos hotéis e nos restaurantes, que terão que falar outra língua. Taxistas também terão que falar inglês. Novas cadeias de restaurantes virão para cá. Voluntários também terão que ser treinados. Tudo isso gera oportunidades de trabalho e investimentos.

Legado
Uma das preocupações de todos os organizadores dos Jogos é sobre o legado deixado após o fim das competições. Muitos locais de competição ultra-modernos acabam se tornando elefantes brancos, com utilização mínima após os Jogos. Tanto Londres quanto o Rio estão investindo bastante em estruturas temporárias, que podem ser parcialmente ou inteiramente desmontadas após a Olimpíada para serem possivelmente usadas em outro local.

Segundo Fortes, os organizadores dos Jogos do Rio estão em contato com organizadores das Olimpíadas de Pequim, em 2008, e de Londres, neste ano, para avaliar o legado dos Jogos anteriores e garantir que não haja no Rio locais subutilizados após o evento. ”Temos uma série de outros eventos preliminares aos Jogos, que serão o coroamento dessas atividades”

– Teremos uma divisão entre as instalações temporárias e as instalações definitivas. As definitivas serão aquelas que terão utilização efetiva posterior, até para a prática esportiva. As temporárias são aquelas que poderão diminuir de tamanho ou, em caso de estruturas metálicas, que podem ser recolocadas em outros locais que queiram promover o esporte – explica Fortes.

Os organizadores da Olimpíada de Londres dizem ter contactado os organizadores dos Jogos do Rio para oferecer a venda ou aluguel de algumas das estruturas temporárias que serão usadas na capital britânica. ”Essa é uma questão para o Rio quantificar, para saber quanto custará a construção a partir do zero no Rio e quanto custaria o transporte disso de Londres para o Rio. Precisam saber qual o custo-benefício disso”, observa.

Fonte: Correio do Brasil

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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