Novo site do IBGE a serviço da educação

Para desmistificar a ideia de que dados demográficos, pirâmides etárias ou cartografia são conteúdos complexos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dispõe agora de uma nova ferramenta online que vai ajudar professores e alunos a entender o universo geográfico. O site Vamos Contar traz temas atualizados com base, entre outros assuntos, no Censo 2010. Para os feras, ele surge como fonte de dados. Sem mistérios ou dor de cabeça.

De acordo com a pedagoga da equipe do Vamos Contar, Tatiana Miranda, o objetivo é aproximar o conteúdo produzido pelo IBGE dos estudantes. O material publicado é produzido por analistas do instituto e uma equipe pedagógica. As páginas são atualizadas semanalmente.

No site, as atividades são divididas de acordo com as séries. “Temos jogos online para crianças da educação infantil e pirâmides populacionais para os alunos do ensino médio”, exemplifica a pedagoga. A integração com os educadores também marca presença no portal. No espaço Blog do Professor é possível enviar comentários e fotos dos trabalhos produzidos em sala de aula, baseados nas pesquisas do IBGE.

“”A proposta é garantir a troca de conhecimento. Uma parcela muito pequena da população consegue interpretar gráficos ou ler mapas. As pesquisas do IBGE com temas sociais, demográficos ou estatísticos não são bem compreendidas. Por isso, a ferramenta surge para simplificar o acesso às informações””, afirma Tatiana.

Na avaliação do professor e mestre em geografia Paulo Tavares, da Escola de Referência em Ensino Médio Clóvis Beviláqua, na Zona Norte do Recife, o site é bom porque quebra a ideia de que Censo é chato. “Com os tablets nas escolas tento utilizar ao máximo o recurso tecnológico para estimular os alunos a explorarem os temas”, afirma. “Trabalhamos muito com o material divulgado pelo IBGE e tento alertá-los sobre a importância do assunto para que tenham uma visão macro do tema”, destaca Paulo Tavares.

Fonte: JC Online

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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Duas crianças abaixo de cinco anos morrem por dia em decorrência da Covid-19 no Brasil; Nordeste representa a maior parte

O Brasil tem registrado, em média, duas mortes de crianças menores de cinco anos por Covid a cada dia desde o início da pandemia. Os números são do instituto Observa Infância, ligado ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Em 2020 e 2021, foram 1439 óbitos no grupo, sendo 48% dos casos eram de crianças com mais de 29 dias e menos de um ano completo. Somente neste ano, foram ao menos outras 291 mortes abaixo dos cinco anos até o último dia 11. A região Nordeste do país apresenta a maior parte das mortes nessa faixa etária, com 43,9% do total, mesmo tendo apenas um terço da população analisada. Na sequência, aparece a região Sudeste, com 24,5% dos óbitos, seguida pelas regiões Norte (18,1%), Centro-Oeste (6,1%) e o Sul (7,3%). “Bebês nessa faixa etária respondem por quase metade dos óbitos registrados entre crianças menores de 5 anos. É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina contra Covid-19 para menores de 5 anos, o Brasil perde 2 crianças”, aponta a epidemiologista e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) Patricia Boccolini. O pesquisador ponderou, no entanto, que mais estudos seriam necessários para identificar as causas do alto número de mortes de crianças brasileiras se comparadas às de outros países, bem como sobre a concentração dos óbitos nas regiões Norte e Nordeste e de crianças na fase do pós-neonatal. Cristiano Boccoli, outro autor do levantamento, explica que os dados são de óbitos infantis em que a Covid-19 foi registrada como causa principal e aos que a doença foi uma das causas da morte, quando a infecção acentuou um fator de risco ou esteve associada à causa principal de óbito. “Na análise do Observa Infância, consideramos também as mortes em que a Covid-19 agravou um quadro preexistente. Quer dizer, embora nem todas essas crianças tenham morrido de Covid-19, todas morreram com Covid-19”, explicou. Fonte: Edenevaldo Alves

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