Para TIM, apagão no NE foi “coincidência” de eventos

A operadora de telefonia TIM declarou nesta segunda-feira (22) que o apagão na prestação dos serviços que atingiu seus clientes na Região Nordeste no último sábado (20) foi uma “coincidência” de eventos e descartou novos riscos de interrupção dos serviços. “O que aconteceu foi uma coincidência de eventos que gerou esse problema (do apagão)”, afirmou o diretor responsável pela área de redes da TIM, Cícero Olivieri.

Segundo ele, a empresa conta com duas linhas do chamado backbone que é o cabo de fibra óptica que realiza a transmissão de dados entre as cidades, destinadas ao Nordeste. Uma delas, administrada pela Embratel, teve problemas de transmissão em Teófilo Otoni, em Minas Gerais, na sexta-feira (19) à tarde. A outra, pertencente à TIM, por meio da Intelig, rompeu por causa de uma obra em Salvador, no sábado pela manhã – desencadeando o apagão.

Olivieri afirmou que o segundo cabo, na Bahia, não rompeu em razão de uma eventual sobrecarga pelo desligamento da transmissão através de Minas Gerais. “Foram problemas físicos. Um caminho (backbone) apenas suporta (a transmissão dos dados). Mas quando há uma falha dupla, todos os serviços são afetados”, explicou.

Segundo ele, a normalização ocorreu com o restabelecimento, no sábado, às 10h, dos serviços por parte da Embratel. O retorno do cabo da Intelig ocorreu apenas no final da tarde de sábado. “Já está tudo normalizado”, ressaltou. Apesar de descartar um novo “apagão” no Nordeste, semelhante ao de sábado, pela baixa probabilidade da ocorrência do rompimento dos dois backbones simultaneamente, novamente, ele afirmou que riscos sempre existem. “Nos últimos dois anos, vem ocorrendo a aceleração de construções em rodovias. Quando há esse tipo de movimentação, aumenta a chance de rompimento da fibra instalada nas estradas.”

Olivieri ressaltou que, desde o início deste ano, a empresa vem construindo uma terceira rede de backbone para não depender apenas das duas existentes. Um trecho de 700 km, do Rio de Janeiro até Vitória (ES), já está pronto, afirmou. A projeção é de que até o meio do próximo ano, a segunda parte deste trecho, que somará 1,8 mil km, chegando a Salvador, esteja pronto. A rede de fibra óptica da TIM soma atualmente 23 mil km, porém a expectativa é atingir um total de 40 mil km em três anos, de acordo com o executivo da TIM.

Questionada pela Agência Estado sobre possíveis punições à operadora pelo episódio, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio da assessoria, afirmou que “investiga as recentes falhas dos serviços da prestadora TIM no Nordeste, registradas no último dia 20, com vistas à instauração de procedimento administrativo que poderá, conforme as explicações apresentadas pela operadora, resultar ou não em sanções”.

Fonte: Agência Estado

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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A cada hora, 3 brasileiros sofrem amputação de pernas ou pés

No período de 2012 a 2021, 245.811 brasileiros sofreram amputação de membros inferiores, envolvendo pernas ou pés, uma média de 66 pacientes por dia, o que significa pelo menos três procedimentos realizados por hora. O levantamento inédito foi feito pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), com base em dados do Ministério da Saúde. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da sociedade, Julio Cesar Peclat de Oliveira, afirmou que “o problema é que, quando a gente compara com os últimos anos, vemos que a situação vem piorando e, coincidentemente, com a pandemia de covid-19.” Pela análise dos números, o médico interpretou que muitos pacientes perderam a continuidade do tratamento de doenças crônicas como, por exemplo, o diabetes, que é uma das principais causas de amputação de membros inferiores. “É uma doença crônica e o tratamento tem de ser crônico, ou seja, não pode ser descontinuado”. Ele explicou que, quando a pessoa é diabética e não faz tratamento adequado e usa medicamentos, “ela descompensa a doença e fica mais vulnerável aos riscos de, por exemplo, ter uma ferida no pé que vai infectar e gangrenar, evoluindo com perda desse membro”. Peclat de Oliveira afirmou que cerca de 70% das amputações são motivadas por uma pequena ferida ou calo no pé. Por isso, recomendou que o paciente diabético precisa ter disciplina rígida e fazer o autoexame diário, principalmente do chamado pé neuropático, caracterizado pela perda progressiva da sensibilidade. “De maneira geral, o recado é que devem fazer o autoexame dos pés, principalmente o paciente diabético”. O médico recordou que muitos pacientes não sabem que são diabéticos. Muitos só vão se inteirar disso quando vão ao consultório tratar varizes, marcam cirurgia e o médico constata que seus níveis glicêmicos estão nas alturas. “No mundo, uma em cada cinco pessoas não sabe que é portador dessa doença. A pandemia nos revelou isso. Muitos pacientes que chegam ao consultório ou aos serviços de urgência com complicações do diabetes só descobrem que a têm após o atendimento”, destacou. O diabetes é uma doença muito ligada ao sedentarismo e à obesidade e vem aumentando, progressivamente, em todo o mundo, segundo o médico. Durante a pandemia, iniciada em 2020, as pessoas tiveram menos acesso às unidades de saúde e as doenças crônicas “foram maltratadas por conta disso”. Segundo ele, o tabagismo é outra grande causa de amputações de membros pelo entupimento de artérias. Alerta Para especialistas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, o aumento no número de amputações, durante o período da pandemia, é um alerta para as consequências da suspensão de tratamentos clínicos. “Os níveis estão alarmantes, realmente”, analisou o angiologista e cirurgião vascular. Outros fatores de risco incluem hipertensão arterial, dislipidemia, idade avançada, insuficiência renal crônica, estados de hipercoagubilidade e histórico familiar. De acordo com a pesquisa, em 2020, quando a crise epidemiológica se instalou no Brasil, a média diária de amputações chegou a 75,64. Já em 2021, o número evoluiu para 79,19/dia. Entre 2020 e 2021, em torno de 56.513 brasileiros foram submetidos ao processo de amputação ou desarticulação …

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