Pernambuco registra uma da menores taxas de fumantes do sexo masculino
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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O Brasil celebra, nesta quarta-feira (29), o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Criada em 1986 pela Lei Federal n° 7.488, a data tem como objetivo alertar a população para os malefícios do tabagismo. Pernambuco tem um motivo a mais para festejar a data. Isso porque o Estado registrou, segundo a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das menores taxa de fumantes no sexo masculino. O índice, que leva em consideração a população acima dos 18 anos, ficou em 12% na capital pernambucana. O número coloca Recife entre as dez capitais com as menores taxas de fumantes do Brasil.
De acordo com a pesquisa, divulgada em abril de 2012, a população masculina lidera os números da redução de tabagismo no Brasil. Cerca de 25% dos homens declararam ter deixado de fumar. Enquanto isso, apenas 19% das mulheres deixaram o cigarro. Apesar disso, a maior frequência de fumantes continua entre os homens: 18%.
Ao todo, o Estado atendeu 1.806 pessoas. Desse número, 646 pararam de fumar, o que representa um valor aproximado de 37%. Segundo a coordenadora do Programa de Controle ao Tabagismo, Graça Maciel, a taxa está acima do esperado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde (MS) que coordena o Programa Nacional de Controle do Tabagismo. “O Inca determina que o percentual de pessoas que parem de fumar após o tratamento seja de 30%. Fizemos a nossa parte”, comemora.
Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) trabalha em quatros frentes para combater o fumo. A primeira é nas escolas estaduais com as ações do Programa Escola Livre do Fumo, que torna o ambiente livre do fumo, como determina a Lei Federal n° 9294/96. A segunda é o Programa Saber Saúde, que também atua junto às escolas estaduais, mas não aborda só os problemas relacionados ao tabagismo, mas também riscos de câncer, alimentação inadequada, exposição ao sol e ao álcool. “Muitos adolescentes e adultos chegam às unidades educacionais fumando. Por isso, nós trabalhamos o tabagismo em ações nas salas de aulas”, explica Graça.
Já a terceira frente trabalhada pelo Programa de Combate ao Fumo da SES são os ambientes de trabalho – em locais que não sejam em unidades de saúde e nem em escolas. “Nesse caso, nós fazemos o que classificamos com abordagem mínima. Atuamos na conscientização dos trabalhadores”, explica.
A quarta abordagem se dá no processo na abordagem intensiva, que é o tratamento para parar de fumar. O tratamento acontece com remédios paliativos, que são entregues por semana, e acompanhamento psicológico. “É fundamental a pessoa ter acompanhamento em grupo. A dependência da nicotina é psicológica, de condicionamento e química. Por isso, precisa ser tratada de todas as formas”, explica.
TRATAMENTO
Os interessados em parar de fumar devem se inscrever e verificar a disponibilidade do programa. O tratamento dura, em média, 12 meses e aborda as dependências química, condicionais e psicológicas. É possível fazer o tratamento em cada município, onde, segundo a SES, possui uma unidade de saúde disponível para o tratamento.
Segundo a coordenadora do Programa de Controle ao Tabagismo, Graça Maciel, as primeiras quatro sessões são divididas uma por semana, onde o paciente participa de encontros onde são debatidos temas correlacionados ao tabagismo. “Nesse primeiro momento, nós começamos a esclarecer as causas e feitos da dependência”, afirma.
No segundo mês de tratamento, os encontros acontecem a cada 15 dias. A partir do terceiro mês, as sessões passam a ser apenas de manutenção, com a frequência de um encontro a cada 30 dias, durante um ano.
Fonte: Folha PE
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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