Setores beneficiados dizem que IPI menor estimula aumento das vendas
Setores beneficiados pela prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciada nesta quarta-feira (29) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemoraram a decisão do governo e afirmaram que o benefício irá ajudar a estimular a atividade econômica neste segundo semestre.
O governo anunciou prorrogação da redução do IPI sobre os eletrodomésticos de linha branca, automóveis, móveis, placas de madeira e materiais de construção. O benefício começaria a vencer na próxima sexta (31). De acordo com Mantega, a renúncia fiscal (valor que o governo deixa de arrecadar), de setembro de 2012 até dezembro de 2013, será de R$ 5,5 bilhões.
“No atual cenário econômico do país, em que o ritmo de crescimento está aquém das expectativas, esta isenção do IPI é fundamental, bem como as demais medidas adotadas, que têm um forte impacto nas vendas do varejo”, destacou, em comunicado, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). “No primeiro semestre, graças a redução, tivemos um significativo aumento de vendas na linha branca na ordem de 23% e a criação de 25 mil vagas de empregos no varejo de bens duráveis”, acrescentou a entidade.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel), José Luiz Diaz Fernandez, também aplaudiu a prorrogação do benefício. “Foi uma grata surpresa. O IPI reduzido até o final do ano garante uma mudança de humor e aumenta a confiança do empresário para novos investimentos. Com certeza, teremos um quarto trimestre de muitas vendas, o que garantirá o país entre embalado em 2013”, disse.
Diaz acredita que o preço dos imóveis poderá cair ainda mais para o consumidor, uma vez que só a o IPI zero para painés de madeira, uma das principais matérias-primas de móveis populares, só entrou em vigor no último dia 20. “As fábricas poderão repassar alguma coisa assim que começarem chegar os novos estoques”, afirmou o presidente da Abimóvel.
‘Prorrogação é positiva, porém insuficiente’, diz CNDL A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e o Serviço de Proteção ao Crédito (CNDL/SPC) considerou a prorrogação é “positiva, porém insuficiente”.
Segundo a CBDL, o benefício é pontual e beneficia setores específicos da economia, “não sendo capaz de produzir efeito na economia brasileira como um todo”.
“O consumidor que compromete a renda na compra de um carro certamente deixa de consumir outras mercadorias”, afirmou o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Jr. “Não podemos beneficiar única e exclusivamente determinadas atividades em detrimento de outras. Neste momento, o governo precisa propor medidas de desoneração tributária e de expansão do crédito para toda economia”, completou.
A entidade destaca que dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as atividades de vestuário e de supermercados cresceram apenas 0,4% e 0,7%, respectivamente, na relação entre maio e junho deste ano, enquanto que o de veículos e motos avançaram 16,4% e o de móveis e eletrodomésticos, 5,3%.
Fonte: G1
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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