Teles dão largada nos investimentos para implantar 4G

A uma semana da assinatura dos contratos que irão autorizar a prestação do serviço de quarta geração em telecomunicações no País, no dia 16, as operadoras correm contra o tempo para preparar sua infraestrutura. Nesta terça-feira (9), o tema 4G dominou o primeiro dia da Futurecom 2012, feira anual do setor.

Vivo e Claro anunciaram os mesmos fornecedores de tecnologia: a sueca Ericsson e a chinesa Huawei. O presidente da Oi, Francisco Valim, adiantou que a companhia revelará nesta quarta-feira (10) seus fornecedores. Já a TIM estenderá o suspense sobre seus parceiros até a próxima semana.

A tecnologia 4G será utilizada na Copa de 2014 e começa a ser testada em 2013, na Copa das Confederações. Na abertura do evento, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, informou que as regras para o uso do conteúdo nacional no sistema 4G serão enviadas para consulta pública e a meta é publicá-los até o fim de novembro. Para as redes saírem do papel, as companhias terão que investir.

Semana passada, a Oi estimou o investimento inicial em 4G em R$ 1 bilhão até 2015. No geral, porém, é difícil prever a cifra total a ser desembolsada pelo setor. “Todo mundo terá uma cobertura inicial, mas ninguém sabe ao certo qual será a demanda”, afirmou Eduardo Tude, diretor da consultoria Teleco.

Nos investimentos iniciais, as operadoras não podem correr o risco de ter uma rede subutilizada, já que ainda há relativamente poucos smartphones nas mãos dos consumidores.

Os investimentos da Claro em 4G estão dentro do plano de investimentos de R$ 6,3 bilhões até 2014, apresentado pela empresa à Anatel este ano. Quase metade disso (R$ 2,8 bilhões) serão realizados este ano, informou o presidente da operadora, Carlos Zenteno.

A operadora anunciou nesta terça-feira a chinesa Huawei como fornecedora de equipamentos para 4G, ao lado da Ericsson, que já havia sido divulgada. “Não descartamos um terceiro fornecedor adicional para as cidades-sede da Copa”, disse Zenteno.

O grupo Telefônica/Vivo também selecionou a Ericsson para fornecer equipamentos e implementar a tecnologia 4G nas regiões Norte e Centro-Oeste, além dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Para complementar a cobertura das cidades-sede da Copa das Confederações, o grupo trabalhará com a Huawei em Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro. A operadora ainda vai definir parceiros para as demais áreas.

Segundo Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica/Vivo, não há um prazo para concluir a escolha de fornecedores. “Vamos continuar com as negociações até quando tivermos as melhores condições para a companhia”, afirmou.

O presidente da TIM Brasil, Andrea Mangoni, é outro a garantir que a companhia cumprirá o cronograma de implantação da tecnologia 4G, embora ainda não tenha anunciado testes preliminares. Do lado dos fornecedores, Huawei e Ericsson veem boas perspectivas.

Ambas informam ter capacidade para atender à demanda de todas as operadoras. “Já somos um grande fornecedor nas tecnologias de segunda geração”, ressaltou James L. Taylor, vice-presidente para a América do Sul da Huawei. A empresa fabrica seus produtos no País, numa parceria com a Flextronics.

Já Eduardo Ricotta, executivo da Ericsson para a América Latina, ressaltou que a Ericsson está no Brasil há 55 anos e tem fábrica em São José dos Campos. Atualmente, a empresa tem 6 mil pessoas trabalhando para atender o Grupo Telefônica em 15 países da América Latina.

Uma saída para reduzir investimentos será o compartilhamento.

Rezende, da Anatel, disse que o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) trará obrigatoriedade de compartilhamento da infraestrutura 4G. “Podemos dizer que 50% das torres de 4G terão de ser compartilhadas, mas esse porcentual não está definido ainda no PGMC.” Para Valente, da Telefônica/Vivo, o governo precisa avaliar com cuidado o modelo de compartilhamento para não penalizar as companhias que já investiram em infraestrutura no Brasil. Valim, da Oi, defendeu que a discussão sobre competição e compartilhamento de infraestrutura seja voltada para novas entrantes no mercado, de menor porte.

Fonte: Agência Estado

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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