Vai viajar de avião? Dores e doenças causadas por desconforto podem ser evitadas

afa2fb41e7ee51c3e5a36c5bcd0051cc.jpgPoltronas apertadas, falta de espaço entre elas, impossibilidade de esticar pernas, braços… tirar um cochilo tranquilo é privilégio de poucos. Viajar de avião, há muito, perdeu o glamur de outros tempos. Mais do que a desassociação do tíquete aéreo a um luxo, o que assusta o passageiro é a perda de conforto no trajeto. Dores, incômodos e o risco de desenvolver doenças mais sérias, como a trombose, são reais, mas podem ser evitadas tomando algumas precauções.

São duas as mais importantes regras para quer bem-estar durante e após o voo: sentar corretamente e caminhar na aeronave. A cada 45 minutos de voo, recomenda-se levantar por um ou dois minutos. “Diferentemente do que se pensa, a coluna sofre mais quando estamos sentados do que em pé. Sentado, a bacia tende a rodar para trás e deixa a lordose lombar reta. Em vez de ficar em repouso, ela passa horas a fio esticada, o que leva à lesão muscular e pode causar inflamação”, relata Dr. Rodrigo Castro, ortopedista especialista em cirurgia de coluna.

Para chegar ao destino sem aquela incômoda sensação de corpo doído, o passageiro deve ficar atento a cinco dicas do médico. A primeira é dar preferência a aeronaves que tenham suporte para os pés. “Sem o apoio, as pernas vão ficar penduradas e o retorno do sangue nas veias não vai se dar corretamente. A congestão leva à formação de varises e dores nas pernas”, alerta. Observar a forma de se sentar é a segunda dica preciosa. Nada de deixar o corpo “enterrado” na poltrona. A nádega e a coluna torácica (a parte do meio das costas) devem estar apoiadas no encosto, não a coluna lombar [ver ilustração abaixo]. “Como as cadeiras do avião são retas, vale pedir um travesseiro, enrolar um casaco ou uma toalha de rosto logo acima da nádega”, diz Dr. Rodrigo Castro.

http://www2.uol.com.br/JC/HTML_PORTAL/cotidiano/imagens/coluna.jpgO próximo passo é jogar a poltrona para trás assim que permitido. Com a cadeira reclinada, o peso do corpo vai para trás e não carrega diretamente a coluna. Quem for aproveitar a viagem para ler deve prestar atenção na posição dos cotovelos. “O ideal é apoiá-los no suporte do braço lateral, lembrando que a revista deve ir até o olho e não o contrário. Para não forçar a coluna cervical, é melhor segurar o livro no ar a olhar para baixo”, aponta. Por último, o alívio para quem consegue dormir no voo se dará com o uso do apoio de cabeça – acolchoados em infláveis em forma de “c”. “Em vez da dor nas costas, o passageiro poderá ganhar um torcicolo”, observa.

SÍNDROME – Se a viagem é mais longa, logo tem quem tema a tão falada trombose venosa. A doença, de tão popular, ganhou o apelido de Síndrome da Classe Média. “Trata-se da formação de coágulos dentro da veia. Quando diagnosticada, é preciso de tratamento para evitar desde a progressão até a embolia pulmonar, que é a migração do coágulo da perna para o pulmão. Em alguns casos, pode ser fatal”, esclarece o cirurgião vascular Walter Von Sohsten. A receita para se prevenir é movimentar os membros do corpo dentro da aeronave. Além de caminhadas, evitar roupas justas e compressões – como posicionar uma perna em cima da outra ou apoiar bolsas no colo – também vale.

Outro alerta do cirurgião é em relação a bebidas durante o voo. Ele explica que quanto mais álcool se bebe, naturalmente, mais se urina. Por consequência, ocorre a desidratação do corpo, e o sangue fica mais viscoso – o que pode predispor a trombose venosa. Ao contrário, a ingestão de água e suco é benéfica. “A cabine do avião é fechada e o ar, mais seco. Perde-se mais líquido. Por isso o ideal é beber bastante, mas evitar o álcool”, diz o Dr. Walter Von Sohsten.

Fonte: NE10

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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Gonzaga Patriota cumpre agenda em Pernambuco

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Trabalhadores da Volkswagen terão redução de jornada

A fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, no interior de São Paulo, fechou um acordo com os funcionários, que prevê a redução da jornada de trabalho com diminuição de salários para tentar passar pela crise ocasionada pela falta de componentes eletrônicos e peças, o que continua prejudicando a produção nas montadoras. Mesmo com a alta demanda, os veículos não são finalizados, o que gera diminuição do trabalho. Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a medida está assegurada por acordo válido por cinco anos, firmado pelo sindicato, e a decisão foi comunicada aos trabalhadores, ontem, em assembleias internas. O programa, que tem percentual de redução de 24% da jornada e 12% nos salários, sendo cinco dias a menos de trabalho, será implantado logo após o término das férias coletivas que vão de 27 de junho a 7 de julho. Menor impacto Segundo o diretor administrativo do sindicato e representante na Volks, Wellington Messias Damasceno, a opção pela redução de jornada tem menor impacto na cadeia produtiva e para os trabalhadores terceirizados. “A Volks queria parar um turno, nós negociamos para, ao invés disso, reduzir a jornada e manter os turnos funcionando, o que diminui o impacto na cadeia de produção, nos fornecedores e, sobretudo, nos terceirizados que não têm o mesmo acordo que os trabalhadores da Volks”, explicou. De acordo com o sindicato, a medida será avaliada mês a mês e pode sofrer alterações até a normalização da situação, que não tem data prevista para ocorrer. Por meio de nota, a Volkswagen confirmou a adoção de novas medidas de flexibilização da mão de obra na unidade de São Bernardo do Campo, previstas em Acordo Coletivo de Trabalho com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, durante o mês de julho, em razão da falta de componentes.

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