Aécio critica Secretaria da Micro e Pequena Empresa

O senador Aécio Neves (MG), provável candidato do PSDB na corrida presidencial de 2014, voltou à carga contra o governo federal e afirmou na sexta-feira (29) que a recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa servirá apenas para oferecer cargos à “paquidérmica base de sustentação do governo” e, com isso, “garantir alguns segundos a mais de propaganda eleitoral para a atual presidente”.

O órgão, que tem status de ministério (o 39º da atual estrutura), teve a criação sancionada pela presidente Dilma Rousseff na quinta-feira (28), e deve ficar a cargo do PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

Segundo Aécio, a atual administração federal “se entregou à lógica da reeleição”. “Reformas ministeriais, em qualquer democracia mais avançada, pressupõe a melhoria da qualidade da prestação do serviço público e até mesmo o enxugamento da máquina. No Brasil, reforma ministerial serve para aumentar os custos do governo e garantir alguns segundos a mais de propaganda eleitoral para a atual presidente”, disparou o tucano.

“Mais esse ministério, a meu ver, não resolverá o problema da pequena e micro empresa. Elas precisam de apoio, sim, mas precisam de verbas, de um BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que não privilegie apenas os grandes conglomerados”, acrescentou.

Para o mineiro, o governo federal “quase saltou” 2013 e age como se já estivesse em período eleitoral. “O governo não foca as questões estruturantes. Prefere privilegiar a propaganda oficial. É um governo que optou pelo marketing”, disse Aécio. As declarações foram dadas pouco antes de o senador participar da Procissão do Enterro em São João Del Rei, no Campo das Vertentes mineiro, seguindo tradição do avô Tancredo Neves, que por décadas carregou uma lanterna de prata no cortejo, função agora exercida pelo senador.

Mantendo a postura de valorizar a administração tucana no governo federal, Aécio ressaltou que “não é uma nova estrutura, alguns novos cargos em comissão, que vão resolver os problemas da pequena e da micro empresa”. “Na verdade, o que houve de mais importante para a pequena e micro empresa foi o Simples, criado ainda no governo do presidente Fernando Henrique, e depois o Super Simples, criado por nós no Congresso Nacional. É uma demonstração de que não precisa ter uma estrutura e cargos no governo para garantir competitividade a esse segmento da economia brasileira”, avaliou.

Antes de seguir para a procissão, Aécio também comentou sobre as disputas internas do PSDB e salientou que, independentemente de quem for o candidato presidencial tucano no ano que vem, a legenda precisa de unidade para ter “reais possibilidades de vitória”. “Acredito que algo que é mais importante que nossas posições individuais ou diferenças que possamos ter é o interesse do Brasil, o interesse público, e todos nós temos espíritos públicos”, afirmou, citando nominalmente o ex-governador José Serra, oponente do mineiro no partido.

Fonte: EXAME

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Clipping
Comissão debate medidas de socorro ao setor de transporte coletivo

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados promove audiência pública na quinta-feira (30) para debater medidas de socorro ao setor de transporte coletivo urbano. A discussão foi sugerida pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO). Ele cita dados do Ministério da Economia segundo os quais o setor foi um dos cinco segmentos com maior prejuízo durante a crise sanitária de Covid-19. As operadoras de ônibus nas grandes e médias cidades do País amargaram prejuízo acumulado de R$ 16,7 bilhões entre março de 2020 e junho de 2021, agravando a crise já enfrentada pelo setor antes mesmo da pandemia, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). “Ao final de 2020, o Congresso Nacional aprovou o PL 3364/20, que previa um aporte de R$ 4 bilhões, destinado aos municípios que cumprissem determinadas contrapartidas, e que deveriam ser repassados às empresas de transporte público urbano. Contudo, a proposição foi vetada integralmente pelo presidente da República. Até o presente momento, o problema se arrasta, sem solução”, lembra Elias Vaz. ConvidadosForam convidados para a audiência: – o coordenador de Mobilidade Urbana do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Calabria; – o diretor conselheiro fiscal do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Diógenes Sandim Martins; – o diretor administrativo e institucional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho dos Santos; – um representante da Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano; e –  um representante da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). Fonte: Agência Câmara de Notícias

Clipping
Covid-19: Brejinho suspende aulas presenciais da Educação Infantil

A Prefeitura de Brejinho divulgou comunicado nas redes sociais no início da tarde desta segunda-feira (27), informando que as aulas presenciais da Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino foram suspensas. O comunicado destaca que a decisão foi tomada pela Secretaria Municipal de Educação em comum acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o comunicado, o período de suspensão será de quinze dias, retornando as aulas presenciais no dia 11 de julho. Ainda segundo o comunicado, a decisão considera o aumento progressivo do número de casos de Covid-19 no município.  “A decisão foi tomada pensando na proteção de nossas crianças que ainda não foram vacinadas”, destaca o comunicado. Fonte: Nlll Junior

Clipping
Ministério quer ampliar atendimento psicossocial de crianças e jovens

O Ministério da Saúde instituiu a política temporária de incentivo financeiro federal para estados e municípios que queiram ampliar o atendimento local a crianças e adolescentes diagnosticados com ansiedade ou depressão. A ajuda financeira federal para que prefeituras e governos estaduais e do Distrito Federal ampliem e capacitem os serviços que oferecem à população nos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPSi) está detalhada na portaria ministerial nº 1.836, assinada pelo ministro Marcelo Queiroga, e publicada no Diário Oficial da União de hoje (27). Em um relatório publicado em 2021, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Instituto Gallup apontam que, no mundo, uma em cada sete crianças e jovens de 10 a 19 anos de idade sofre com algum tipo de transtorno mental. No mesmo ano, a Sociedade Brasileira de Pediatria alertou médicos e a sociedade em geral para o fato de que os transtornos psicossociais entre adolescentes, que já vinha merecendo atenção crescente, tornou-se central após o início da pandemia da covid-19. Segundo a entidade médica, as alterações na rotina causadas pela crise sanitária podem provocar mudanças comportamentais como agressividade, falta de concentração, uso abusivo de tecnologia digital e/ou de drogas lícitas e ilícitas. Aporte financeiro O texto da portaria ministerial publicado hoje destaca que os incentivos financeiros federais visam a custear a ampliação do acesso do público infantojuvenil à rede pública de cuidado dos transtornos de humor “para o enfrentamento dos impactos advindos da pandemia da covid-19”.  Para isso, os recursos financeiros disponibilizados por meio da iniciativa deverão ser investidos na implantação de equipe(s) multiprofissional(is) de atenção especializada em saúde mental; aquisição de equipamentos e ampliação de unidades ambulatoriais ou hospitalares e na informatização dos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis. O aporte financeiro federal de custeio à implantação de equipe(s) multiprofissional(is) de atenção especializada em saúde mental deverá viabilizar as atividades relacionadas à assistência ambulatorial. Já o auxílio à compra de equipamentos e à ampliação de unidades ambulatoriais ou hospitalares busca fomentar a ampliação de estruturas e a aquisição de equipamentos de informática, móveis para consultório e equipamentos médicos. O incentivo à informatização permitirá a compra de materiais e equipamentos de informática para os Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPSi) como forma de viabilizar a migração do registro e envio de produção assistencial para o sistema Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS). Cada CAPSi habilitado fará jus a R$ 9 mil. Para solicitar os incentivos financeiros, prefeituras e governos estaduais e do Distrito Federal deverão dispor de espaço físico (ambulatórios, policlínicas ou unidades hospitalares) apto a permitir o trabalho de uma equipe multiprofissional de atenção especializada em saúde mental, com, no mínimo, duas salas dedicadas aos cuidados à ansiedade e depressão em crianças e adolescentes. Para a ampliação da assistência comunitária a crianças e adolescentes por meio da habilitação de equipe multiprofissional de atenção especializada em saúde mental dos tipos 1, 2 ou 3, serão destinados R$ 25,6 mil. Para a habilitação de equipes tipo 2 e/ou 3, R$ 50 mil. Já para a aquisição de equipamentos e ampliação de unidades ambulatoriais ou hospitalares, o incentivo financeiro corresponde a R$ 23 mil para equipes tipo 1, 2 ou 3; e R$ 35 …