Campos diz que governo investiu pouco em obras estruturantes

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou em Fortaleza que os investimentos do Governo Federal em obras estruturantes contra a seca foram poucos. “Nos últimos anos se investiu muito pouco em obras estruturantes, e, durante muito tempo, muita gente viveu da seca, explorando a miséria do povo, fazendo da água o instrumento da dominação do eleitorado quando chegava a eleição”, disse. Campos participa da 17ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), que ocorre no Centro de Eventos, na capital cearense.

Na abertura da reunião, a presidente Dilma Rousseff defendeu a adoção de medidas “estruturantes” para enfrentar a estiagem que garantam “um nível de segurança hídrica mais apurado, mais efetivo, de grande durabilidade”.  Oito dos nove estados do Nordeste, além de Espírito Santo e Minas Gerais enviaram representantes ao encontro.

Para o governador, é necessário desburocratizar os projetos de combate à seca. ”Temos que desburocratizar muito a relação entre o governo federal e os estados e municípios. Precisamos de medidas administrativas que agilizem as obras que são necessárias. E é exatamente por isso que estamos aqui, para fazer um debate federativo pautado pelo interesse da população, buscando propostas objetivas e práticas que possam melhorar a vida de quem está hoje tendo a maior estiagem dos últimos 50 anos”, disse.

Segundo ele, do ponto de vista social, houve conquistas como uma rede de proteção social, o bolsa-família, bolsa estiagem, e programas estaduais para agricultura familiar, mas é preciso melhorar a infraestrutura.

Sobre eleições, ele disse que as discussões só deveriam começar em 2014. ”Acho que por um dever de consciência com o país, com o nosso povo, com a região que está sofrendo tanto, é hora de a gente pensar muito além das eleições, pensar na vida das pessoas que estão em risco na maior estiagem do semi-árido”

Fonte: G1 PE

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em julho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês. É o terceiro o anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia. Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado nesta semana pela Aneel. Segundo a agência, os aumentos são devido à inflação e ao maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses. Bandeiras Tarifárias Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel. Fonte: UOL