Economia brasileira recua 1,4% em maio, maior queda desde 2008, diz BC

A economia brasileira registrou em maio uma retração pior do que o esperado, pressionada pela fraqueza da produção industrial e indicando que a recuperação da atividade ainda não deu sinais consistentes.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado espécie de sinalizador do PIB (roduto Interno Bruto), registrou queda de 1,4% em maio ante abril, de acordo com dados dessazonalizados (livres de influências típicas de cada período do ano), informou o BC nesta sexta-feira (12).

A queda mensal foi a maior registrada desde dezembro de 2008, quando o indicador recuou 4,31%.

O resultado anulou a alta vista em abril, quando houve crescimento de 0,96% (número revisado ante avanço de 0,84%).

A queda foi bem pior que a mediana das 17 projeções de analistas consultados pela agência Reuters, que mostrava queda mensal de 0,90% em maio. As estimativas variaram de retração de 1,60% a 0,30%.

O resultado também foi pior que o projetado por 14 instituições consultadas pelo Valor. A média das projeções sugeria retração de 1,1%. O intervalo de estimativas variava de queda de 0,5% a retração de 2%.

Na comparação com maio de 2012, o IBC-Br avançou 2,61% e acumula em 12 meses alta de 1,89%.

INDÚSTRIA

O desempenho da indústria exerceu forte peso sobre a economia em maio, uma vez que recuou 2% ante o mês anterior principalmente com a piora nos bens de capital, uma medida dos investimentos.

As vendas no varejo, por sua vez, não conseguiram atenuar o efeito negativo da indústria, já que mostraram estabilidade em maio ante abril, destacando a debilidade do consumo no país, abalado pela inflação alta, num setor que vinha sendo o motor da economia.

As expectativas do mercado para a expansão do PIB já deixaram para trás há tempos o patamar de 3%.

Ao mesmo tempo, na última quarta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC elevou em 0,5 ponto percentual o juro básico do país para 8,50% ao ano, diante da necessidade de combater a inflação elevada.

METODOLOGIA

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos.

O PIB, por usa vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

Fonte: Folha de S.Paulo

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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