Engenheiros são os profissionais mais procurados

ÍndiceProfissionais da área de engenharia estão animados com o bom momento do mercado. Na última pesquisa da Michael Page, empresa especializada em recrutamento executivo associada ao PageGroup, verificou-se que os engenheiros são os profissionais mais procurados no Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, com destaque para os setores de construção, industrial e óleo e gás. Cerca de 37% das vagas são destinadas a esses profissionais. Na sequência, as outras áreas que também têm sido bastante demandadas são Administração (que representa 25% das oportunidades) e Tecnologia da Informação (8% da oferta de vagas).

Para a diretora técnica do Serviço Nacional da Indústria em Pernambuco (Senai-PE), Ana Cerqueira Dias, há uma convergência do mercado brasileiro para a área de engenharia porque por muito tempo a profissão estava estagnada, devido à conjuntura do País. “Só de 2005 para cá é que foram iniciados os projetos estruturadores do Brasil e, sobretudo, de Pernambuco. Então, o que acontece? As universidades continuam a formar a mesma quantidade que formava há 10 anos, enquanto o mercado tem mais ofertas e não tem demanda de mão de obra capacitada, com o nível de experiência que as indústrias estabelecem para produzir tecnologia”, avalia Ana Cerqueira. Segundo ela, para se trabalhar em obras de infraestrutura, expansão e desenvolvimento, necessita-se sobretudo de pessoas nas áreas de civil, mecânica e elétrica.

Para Ana, apesar da alta procura e de um salário médio inicial de R$ 6 mil, a engenharia ainda não é tão demandada nas universidades devido à matemática cobrada no curso superior. “O material é um retrato fiel do que o País busca nesse momento. Estamos falando de um universo amplo. São demandas de praticamente todos os setores da economia que já iniciam um processo de retomada nas contratações no segundo semestre e em 2014”, afirma o diretor de marketing e planejamento comercial do PageGroup para a América Latina, Sergio Sabino.

A pesquisa da Michael Page ainda informa outros dados que apontam a preferência dos recrutadores. Por exemplo, 51% das vagas disponíveis exigem que o profissional tenha conhecimento avançado no idioma Inglês. Já a formação MBA também foi destaque na pesquisa sobre quem o mercado brasileiro procura. “Eu acho que o Brasil ainda tem 10 anos de crescimento e depois vai desenvolver em velocidade de cruzeiro, ou seja, vai estabilizar, porque ainda temos muito a expandir”, analisa a diretora do Senai-PE.

O estudo da Michael Page também procurou avaliar as habilidades de comportamento mais valorizadas pelas empresas na hora de contratar os seus profissionais. No Brasil, gestão de pessoas e relacionamento interpessoal são as mais visadas nas oportunidades publicadas (os itens aparecem, respectivamente, em 43% e 31% das vagas disponíveis).

Há 12 anos no mercado de Engenharia/Construção Civil, o supervisor de engenharia Fábio Cunha comemora a valorização da profissão, mas confessa que escolheu a área por vocação. “Até a época da formatura, o mercado não estava tão aquecido como os últimos três ou quatro anos. Não tinha tanta oportunidade, o País não crescia no mesmo ritmo dos últimos anos”, avalia Cunha.

Ele diz que sua próxima meta, a médio prazo, é tornar-se parceiro de negócios e diretor técnico para acompanhar e atender as pretensões e prospecções da empresa em que trabalha e do mercado. Para isso, ele conta como faz para se tornar sempre competitivo. “Fiz uma pós-graduação, um MBA em Gestão da Produção pela UFPE. Tenho inglês flunte e faço vários cursos técnicos relacionados à atividade que exerço. Agora já estou programando outro MBA para o próximo ano, desta vez em Gestão de Projetos. São ferramentas necessárias”, reflete o engenheiro.

Fonte: JC Online

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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