Maçã pode virar nova cultura no Vale do São Francisco

manejoIniciada na década de 1970, a produção de maçãs no Brasil ganhou incentivos fiscais e apoio à pesquisa e extensão rural. Por isso a Região Sul potencializou a produção da fruta, fazendo com que o país deixasse de ser importador e passasse a abastecer o mercado interno. De acordo com a Embrapa, a maçã brasileira evoluiu tanto que conquistou os consumidores de outros países, a exemplo dos europeus, que importam de 10 a 20 % da fruta.

Em Petrolina, Sertão pernambucano,  mangas e uvas ocupam posições de destaque no ranking de exportação. Através da Embrapa Semiárido, estudos foram realizados para verificar a viabilidade econômica das maçãs. A pesquisa começou por uma demanda da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em 2007, que tinha como meta buscar novas alternativas de culturas para a região.

As macieiras em testes no Sertão são variedades desenvolvidas no Sul do Brasil, entre elas Patrícia (criada no Instituto Agronômico do Paraná), Julieta (criada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) e Eva (também criada no Instituto Agronômico do Paraná). Segundo o pesquisador da Embrapa responsável pelo estudo, Paulo Roberto Coelho Lopes, a maçã da variedade Eva, que está sendo colhida, é bem aceita no mercado.

“As variedades que nós temos produzido no Vale do são Francisco são aquelas de baixa exigência de frio que tem um nicho de mercado. Quando a maçã nacional está com muito tempo de câmara fria, entra no mercado a nossa maçã colhida recentemente, suculenta, doce e conquista os consumidores”, explicou Paulo Roberto.

Usando a irrigação por gotejo (método econômico que leva a quantidade de água adequada para a planta, além de evitar a evaporação e vazamentos), o pesquisador garante que o clima da região permite plantar em qualquer mês. “Na nossa condição climática não existe registro de outras regiões, com o clima similar ao nosso que haja produção de maçã”, relatou o pós-doutor da Embrapa.

O experimento
O produtor Valdir Moura de Carvalho é o proprietário da área de 0.4 hectare, localizada no Núcleo 3 do Projeto Senador Nilo Coelho, onde a cultura de maçãs está em teste. Mesmo tendo a uva como o grande potencial, ele agora aposta na fruta.

O resultado de dois anos de trabalho anima o produtor que planeja aumentar o espaço em 2015  para 5 hectares. “Eu acho que é mais uma alternativa para o Vale do São Francisco. Além da manga e da uva, a maçã é uma opção excelente”, garante Valdir.

O mercado
Das maças comercializadas no Nordeste, a maior parte vem dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, mas ainda há produção vinda do Sul de Minas Gerais, Chapada Diamantina-BA e São Paulo. Segundo Paulo Roberto, ainda não há uma perspectiva concreta de impacto na economia da região com a produção local da fruta. Mas o pesquisador esclarece que  foi iniciando outro estudo de custos para avaliar a viabilidade econômica da cultura na região.

Na cotação de preços desta quarta-feira(04), no Mercado do Produtor de Juazeiro-BA  responsável pela comercialização de frutas e verduras da região, o quilo da maçã custa em média de R$ 3,78 a R$ 5,56, dependendo da variedade.

A do tipo ‘Julieta’ já está na segunda colheita em Petrolina. Na primeira, a perspectiva era colher 20 toneladas, mas a produção superou as expectativas. Foram 40 toneladas, o que significa 22 kg da fruta por planta. De acordo com o produtor Valdir, dessa primeira leva das frutas, a maior parte já foi vendida para os estados da Bahia e Piauí.

Fonte: G1 PE

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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