Movimento de protesto é importante, mas não se sabe em que vai resultar, dizem pesquisadores

PROTESTO-EM-BRASILIA

Pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, reunidos nesta sexta-feira (21), na Universidade de São Paulo (USP), destacaram a importância das manifestações que ocorrem em todo o país para demonstrar o anseio de participação política da sociedade brasileira. Eles disseram, porém, que não sabem ao certo em que esse movimento pode resultar.

“Essas pessoas estão insatisfeitas pela forma como são representadas”, afirmou o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política da USP, ao participar do debate O que está acontecendo?. Para ele, de alguma forma, o movimento é contra as instituições. “De tempos em tempos, a política precisa ser irrigada por uma injeção forte de vida, mesmo que essa vida não saiba como se expressa, mas para mostrar que política é um meio, e não um fim. Quando se fala em necessidade de participação política, não é aquela feita em moldes tradicionais”, explicou.

O historiador em literatura brasileira Alfredo Bosi, professor aposentado da USP, também destacou a necessidade de repensar o modelo de participação política no país. Para ele, as manifestações expõe um problema vital, que é “como tornar viável uma democracia participativa, que me parece o ideal, e pela qual os grande problemas da cidade possam ser tratados com alguma racionalidade.” declarou.

O cientista político José Álvaro Moisés, responsável pelo Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, apontouJOSE-ALVARO-MOISES como pano de fundo das mobilizações “um profundo mal-estar com a democracia existente no Brasil”. Segundo Moisés, isso não nega a existência de um regime democrático, mas faz referência à qualidade da democracia brasileira. “Tivemos avanços extraordinários em termos de reconhecimento de direitos nas últimas décadas, mas, visivelmente, tem áreas em que ela [democracia] funciona mal, e provavelmente o maior déficit é o da representação.”

Já o sociólogo Bernardo Sorj, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembrou que houve nos últimos anos uma neutralização da participação política no país, sobretudo pela chegada ao poder do PT, que exercia um forte papel de mobilização. “Houve castração da vida política no Brasil pela capacidade de cooptar boa parte dos movimentos sociais, dos sindicatos, dos grêmios universitários, da sociedade civil. Portanto, nos surpreendemos porque nos acostumamos a uma postura apolítica”, disse ele.

O papel das mobilizações como instrumento de rompimento do “tédio” foi apontado pela psicóloga Sylvia Dantas, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Nós estávamos tomados por um estado de melancolia, de que as coisas estão tão complexas que não há como sair disso. Convivia-se com a ideia de que a nossa juventude estava alienada e todos estavam tomados pela passividade.” Sylvia acredita que este é um momento de catarse: “as pessoas estão colocando para fora a vigência de uma dissonância cognitiva, que, na psicologia, é explicada como o fato de que a percepção da realidade não está de acordo com o que é dito”.

A psicóloga ressaltou ainda que havia uma insatisfação encoberta por uma visão otimista do país. “O discurso é que somos a sétima economia do mundo, que a classe média está se expandindo, mas a realidade traz outros aspectos. O acesso à saúde e à educação é negado. A contradição que todos vivem no dia a dia está sendo trazida à tona”, disse Sylvia.

Agência Brasil

Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)

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Doação de leite humano só atende metade da demanda no Brasil

Com mais de 225 bancos de leite e 217 pontos de coleta espalhados por todo o país, o Brasil é referência internacional em doação de leite humano, utilizado principalmente para alimentar bebês prematuros e de baixo peso internados em leitos neonatais. Apesar da complexa rede instalada, os volumes doados só atendem cerca de 55% de toda a demanda, ou seja, pouco mais da metade da necessidade real. Para ampliar os estoques, o Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (17) mais uma edição da Campanha Nacional de Doação de Leite Humano.  De janeiro a dezembro de 2021, foram distribuídos 168 mil litros de leite para 237 mil recém-nascidos, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. No entanto, cerca de 340 mil bebês prematuros ou de baixo peso nascem todos os anos no país, o que corresponde a 12% do total de nascidos vivos. Por isso, os estoques dependem de mais doação.  Este ano, a meta da campanha é ampliar em 5% a oferta de leite materno a recém-nascidos internados nas unidades neonatais do país. O tema deste ano é “Doe Leite materno e receba a gratidão de uma vida”. A partir desta quinta-feira (19), quando se celebra o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, a campanha iniciará a veiculação de propagandas nos meios de comunicação para sensibilizar possíveis doadoras. “Os bebês amamentados com leite humano têm mais chances de recuperação, de altas mais precoces. E isso representa uma economia para o Sistema Único de Saúde (SUS), menos uso de antibióticos”, destacou a coordenadora da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Janini Ginani. Segundo a pasta, cerca de 200 mililitros de leite podem alimentar até dez recém-nascidos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que cerca de 6 milhões de vidas são salvas por ano com a ampliação das taxas de amamentação até o sexto mês de vida. Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno, basta estar saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação.  No Brasil, a proporção nas doações de leite é de uma mulher doadora para cada 12 mulheres assistidas. Nos últimos 22 anos, mais de 3,2 milhões de bebês receberam leite materno doado no país.  Fonte: EBC

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Começa a obra de recapeamento asfáltico das principais ruas de Solidão

Ais um benefício chega para o povo solidanense, as obras de asfaltamento da rua principal de Solidão, Sertão de Pernambuco, começam nesta manhã de terça-feira (17 de maio de 2022). O asfalto tem início no portão da cidade e irá até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, a tão sonhada pavimentação asfáltica da cidade de Solidão. A fase de aplicação da pavimentação já começou e, logo, estará concluída. Mais um benefício chegando ao povo solidanense. O Prefeito Djalma Alves (PSB), afirma que está é uma satisfação muito grande de iniciar essa obra tão esperada para a nossa população. “Para melhorar o aspecto da nossa cidade, melhorar o turismo religioso, isso é muito importante para o nosso município, uma obra que há muito tempo a gente vinha procurando desenrolar, e graças a Deus a gente conseguiu com uma parceria do Deputado Federal Gonzaga Patriota e também do Deputado Carlos Veras”, afirmou o prefeito. O Deputado Federal Gonzaga Patriota destinou emenda no valor de R$ 481.104,00 para Capeamento Asfáltico. Já com o Deputado Federal Carlos Veras o gestor conquistou emenda no valor de R$ 335.755,00 para Capeamento Asfáltico. O restante do cumprimento para a obra será com recursos do tesouro Municipal. Fonte: https://www.s1noticias.com/comeca-a-obra-de-recapeamento-asfaltico-das-principais-ruas-de-solidao/#ixzz7Ta5LRDU5

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