Nordeste apresenta menor custo envolvido na montagem de equipes de saúde da família
- By : Assessoria de Comunicação do Deputado Gonzaga Patriota
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A região Nordeste é a que apresenta o menor custo envolvido na montagem de equipes de saúde da família (ESF), segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Desenvolvida pelas técnicas de Planejamento e Pesquisa do Instituto Luciana Servo e pela técnica e Roberta da Silva Vieira, a pesquisa aponta que o custo médio das equipes de ESF é de R$ 16,2 mil no Nordeste e chega a R$ 25,6 mil no Centro-Oeste. A análise estabeleceu como padrão uma carga horária de 40 horas/semanais.
Na análise, o valor médio nacional das equipes de saúde da família ficou em R$ 18 mil sem encargos. De acordo com a pésquisa, os custos foram superiores ao estimados pelo Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais (Nescom/UFMG) em 2010. A média nacional ficou em R$ 13,1 mil, variando de R$ 12,7 mil no Nordeste para R$ 14,9 mil na região Norte. O estudo se baseia em informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e aponta a remuneração dos médicos como o principal componente dos custos com recursos humanos em saúde.
Ainda de acordo com a pesquisa, os profissionais das equipes de saúde bucal (ESB) tem custo médio estimado entre R$ 6 mil e R$ 7 mil, respectivamente, para as modalidades I e II (técnico e técnico/auxiliar em saúde bucal), variando de R$ 4,4 mil no Nordeste a R$ 7,1 mil no Sul (modalidade I) e R$ 5,1 mil no Nordeste a R$ 8,2 mil no Sul (modalidade II). Segundo estimativas de Nescom/UFMG foram, em média, de R$ 3,4 mil e R$ 4,1 mil, respectivamente para as duas modalidades. Considerando os encargos trabalhistas, o custo de recursos humanos para as ESF é estimada em R$ 24,4 mil e para as ESB, modalidades I e II, respectivamente, o valor é de R$ 7,9 mil e R$ 9,2 mil.
Na avaliação técnica, o gasto com pessoal lidera o custo total na atenção básica, representando valores entre 50% e 90% do total. Ao se aplicar estes percentuais aos custos estimados de recursos humanos para simular o custo total da atenção básica, considerando uma ESF mais uma ESB modalidade I, obtém-se R$ 35,8 mil (aplicando o percentual de 90%), R$ 53,8 mil (aplicando percentual de 60%) e R$ 64,6 mil (para o percentual de 50%).
A pesquisa desenvolvida integra o projeto Necessidade de financiamento da atenção básica, uma parceria entre o Ipea e o Ministério da Saúde, com o objetivo de estimar a quantidade de recursos adicionais necessários para implantação da atenção básica conforme preconizado na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e na Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde (Renases).
Fonte: Folha-PE
Blog do Deputado Federal GONZAGA PATRIOTA (PSB/PE)





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